A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), estatal do Rio de Janeiro, enfrenta um revés financeiro significativo. A empresa revelou ter investido cerca de R$ 200 milhões em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do Banco Master. No entanto, a recente liquidação do banco impede o resgate imediato dos títulos, forçando a Cedae a buscar seus direitos através do processo de liquidação supervisionado pelo Banco Central.
Diante da situação, a Cedae declarou estar avaliando minuciosamente os impactos financeiros decorrentes da liquidação. A empresa também afirmou que está tomando todas as medidas legais cabíveis para proteger seus interesses e recuperar o valor investido. “A companhia esclarece que está avaliando os impactos financeiros decorrentes do evento, bem como adotando todas as providências cabíveis para a preservação de seus direitos, inclusive no âmbito do processo de liquidação”, informou em comunicado.
Em abril, já havia sido noticiado que as aplicações da Cedae no Banco Master representavam aproximadamente 10% do total de investimentos realizados com o excedente de caixa da empresa em 2023. O restante dos recursos estava alocado em fundos de renda fixa de bancos com alta classificação de risco, como BTG Pactual, Itaú e Bradesco.
As notas explicativas do balanço de 2023 da Cedae indicavam que a maior parte das alocações dos fundos investidos era direcionada a títulos públicos. Para títulos privados, como CDBs, a companhia afirmava que as aplicações eram restritas a emissores com grau de investimento, conforme avaliado por agências classificadoras como Fitch, Standard & Poor’s e Moody’s. Surpreendentemente, na época do investimento, o Banco Master possuía avaliações abaixo do grau de investimento por algumas dessas agências.
Os dados do último balanço disponível, referente a 2024, revelam que a Cedae obteve uma receita de R$ 3,5 bilhões e um lucro de R$ 1 bilhão. O documento também detalha a aplicação de R$ 231 milhões em CDBs do Banco Master, aumentando a preocupação sobre o impacto real da liquidação no balanço da companhia.
Fonte: http://odia.ig.com.br










