Audiência desta segunda ouviu testemunhas de defesa e acusação; deputado diz que relatos reforçam tese de perseguição política
A audiência do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) que discute a possível quebra de decoro do deputado estadual Renato Freitas (PT) avançou mais uma etapa nesta segunda-feira (23). Após a oitiva de testemunhas de defesa e do próprio parlamentar, o processo agora entra na reta final. A relatora do caso, deputada Márcia Huçulak (PSD), tem até a próxima segunda-feira (30) para apresentar o seu parecer.

O presidente do Conselho de Ética, Delegado Jacovós (PL), explicou que a fase de instrução está encerrada. “Agora, com a oitiva das testemunhas, nós superamos a fase da instrução. Já abri prazo de cinco dias para a relatora apresentar o seu novo parecer e, assim que ela apresentar o seu parecer, nós vamos marcar uma reunião para deliberar sobre o voto da relatora. Nesta reunião, os deputados presentes poderão pedir vistas ou apresentar o voto em separado. E aí nós vamos para a etapa de finalização deste processo administrativo”, afirmou.
O processo contra Renato Freitas foi aberto após a invasão do plenário da ALEP por manifestantes durante a votação de um projeto que tratava da terceirização de escolas públicas, em junho de 2024. O parlamentar é acusado de ter incentivado ou participado da ação, o que ele nega.
Ao sair da audiência desta segunda, Renato Freitas reforçou que considera o processo uma perseguição política e disse que as testemunhas ouvidas reforçaram a tese da defesa. “As testemunhas foram de cabal importância, porque disseram aquilo que viram. Elas não tinham interesse próprio na causa, e isso com certeza fortaleceu a tese da defesa e demonstrou uma vez mais que eu não tive nenhum envolvimento com a ocupação ou eventual depredação que possa ter havido aqui na Assembleia Legislativa”, declarou o deputado. “Isso me deixou aliviado, porque todos esses processos, um atrás do outro, me parece na verdade muito mais perseguição do que sede de justiça”, completou.
O parecer da deputada Márcia Huçulak será o segundo sobre o caso. O primeiro, apresentado pela então relatora Moacyr Fadel (PSD), recomendava a suspensão de Renato Freitas por seis meses, mas foi anulado após questionamentos da defesa. Agora, caberá ao novo relatório apontar se o deputado cometeu ou não quebra de decoro parlamentar.
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