As duas mulheres acusadas de envolvimento na morte do empresário Luiz Marcelo Ormond, ocorrida em 2024, exerceram o direito ao silêncio durante a audiência de instrução e julgamento realizada nesta segunda-feira na 4ª Vara Criminal da Capital. A sessão judicial marcou mais um capítulo do caso que ganhou notoriedade pela acusação de envenenamento através de um brigadeirão.
De acordo com a denúncia formalizada pelo Ministério Público, a vítima foi fatalmente envenenada após consumir um brigadeirão preparado por sua namorada, Júlia Cathermol. A acusação aponta que Júlia teria agido sob as ordens de Suyany Breschak, conhecida como cigana, ambas atualmente detidas e enfrentando acusações de homicídio triplamente qualificado. A complexidade do caso envolve, além do envenenamento, alegações de motivação financeira e dívidas pendentes.
A audiência, presidida pela juíza Lúcia Mothe Glioche, também contou com os depoimentos dos peritos da Polícia Civil, Luís Henrique de Almeida Zanini e Leonardo Rabello Carneiro de Mesquita, arrolados como testemunhas de defesa. Após a oitiva dos peritos, as defesas das rés optaram por não prosseguir com os demais depoimentos previamente agendados, demonstrando uma possível estratégia processual.
A investigação continua, aguardando a conclusão de diligências adicionais e a juntada de documentos relevantes ao processo. Após essa etapa, o Ministério Público e as defesas terão prazos para apresentar suas manifestações finais, consolidando as alegações e argumentos que serão considerados na decisão judicial.
Relembrando o caso, as investigações da Polícia Civil apontam que Luiz Marcelo Ormond foi vítima de envenenamento por um brigadeirão preparado por sua namorada, Júlia. “A apuração da 25ª DP (Engenho Novo) identificou que o crime teve motivação financeira, já que a acusada tinha uma dívida de R$ 600 mil com a cigana Suyany Breschak, por trabalhos espirituais”, conforme divulgado anteriormente.
A polícia concluiu que Júlia utilizou 50 comprimidos de Dimorf, um medicamento controlado, moídos e misturados ao brigadeirão. Imagens do circuito interno do prédio da vítima registraram o empresário em estado sonolento, corroborando a tese de envenenamento. Exames do IML confirmaram a presença de morfina e outras substâncias no corpo da vítima.
Suyany é acusada de ser a mandante do crime e de se beneficiar dos bens subtraídos do empresário, incluindo o carro da vítima, que foi recuperado em Cabo Frio. Júlia enfrenta acusações que incluem homicídio qualificado, estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica, fraude processual e uso de documento falso, enquanto Suyany responde por crimes semelhantes, com exceção do uso de documentos falsos.
Fonte: http://odia.ig.com.br










