A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Campo Grande se destaca como a primeira no Centro-Oeste a adotar a versão 3.0 do Sinesp CAD, o Sistema Nacional de Gestão de Ocorrências em Segurança Pública. A modernização promete agilizar e otimizar a resposta a emergências, integrando tecnologia de ponta e inteligência artificial. A implementação do sistema foi acompanhada de um programa de capacitação intensivo para todo o efetivo da GCM.
O Sinesp CAD 3.0 revoluciona a comunicação entre a central de comando e as equipes em campo, permitindo despachos mais rápidos e coordenados. A nova versão oferece alta escalabilidade, funcionamento offline, atualizações automáticas e estabilidade aprimorada. Recursos como integração com câmeras em tempo real, geolocalização precisa de viaturas e ocorrências, além da classificação de risco, elevam o nível de eficiência no atendimento.
Uma das inovações é a incorporação do “Sistema Hermes”, que utiliza inteligência artificial para transcrever ligações em tempo real. A integração com a telefonia também permite a identificação automática do número de quem liga, reduzindo significativamente o número de trotes. O acesso ampliado a bancos de dados criminais, com checagem de mandados de prisão e identificação de veículos furtados ou roubados em todo o país, representa um avanço crucial no combate ao crime.
O secretário municipal de Defesa Social, Anderson Gonzaga, enfatizou o impacto positivo da tecnologia. “O Centro de Controle de Operações é o coração da guarda. O servidor bem capacitado vai atender melhor a população. A tecnologia de hoje não deixa dúvidas sobre o serviço prestado”, afirmou. A prefeita Adriane Lopes também ressaltou o compromisso com a modernização contínua da corporação.
“O guarda com papel e caneta ficou no passado. Estamos há três anos mudando a realidade para fazer de Campo Grande referência no Brasil”, declarou Adriane Lopes, destacando ainda a capacitação de mil guardas para a Patrulha Maria da Penha e os planos para a nova sede da GCM. O inspetor César Macedo complementa, “Qualquer segundo importa. Com o novo sistema, passamos as informações mais rápido para as equipes, especialmente em emergências, e temos controle em tempo real sobre onde estão e com que equipamentos contam.” Após Campo Grande, o sistema será implementado em outras cidades de Mato Grosso do Sul.





