Campo Grande se transforma em palco para a 5ª edição do ‘Cerrado Abierto – Mostra de Danças Contemporâneas’, a partir desta quinta-feira (13). Artistas do Brasil, Argentina e Uruguai convergem para a capital sul-mato-grossense, oferecendo uma programação gratuita e imersiva em diversos espaços culturais até o dia 16 de novembro. O evento promete explorar a diversidade dos corpos, movimentos e ideias, consolidando-se como a principal vitrine da dança contemporânea no estado.
Com o apoio do programa Iberescena, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal, a mostra expande seus horizontes, abordando temas relevantes como gênero, sexualidade e diferentes modos de existir. A programação diversificada inclui espetáculos, oficinas, exposição, rodas de conversa, a vibrante Ecoball e exibições de videodança, proporcionando uma experiência completa aos participantes. A abertura acontece no Sesc Teatro Prosa, com o solo “Talvez Seja Isso”, da coreógrafa Jackeline Mourão, que explora o corpo como território de resistência e delicadeza.
Na sequência, a artista uruguaia Eugenia Chirimini apresenta “KRUMPFORismo”, um solo que mistura poesia e força para discutir opressões e identidade. A sexta-feira (14) reserva espaço para a Mostra de Videodanças, com curadoria de Luísa Machala (MG) e Ralfer Campagna (MS), explorando a interseção entre dança e audiovisual, com foco em questões de gênero e sexualidade. Logo após, o coletivo House of Hands Up MS apresenta “Peça Única”, um espetáculo que celebra a cultura ballroom e as identidades LGBTQIAPN+.
O sábado (15) expande a programação com a roda de conversa “Os encantamentos, esse nosso modo de existir” na Hámor Livraria, com acessibilidade em Libras. Simultaneamente, a exposição “Errar.Efeito”, dos artistas Gabriela Mancine e Luan Figueiró (MS), será inaugurada no Centro Cultural José Octávio Guizzo, que também sediará a Mostra de Videodanças. À noite, o Teatro Aracy Balabanian recebe o artista argentino Iván Haidar com o solo “No Estoy Solo”, uma reflexão sobre presença, ausência e solidão.
O encerramento, no domingo (16), acontece no Centro Cultural José Octávio Guizzo, com a continuidade da exposição “Errar.Efeito” e exibição de videodanças. A artista Ariane Nogueira (MS) apresenta “Código Genético”, um espetáculo afrofuturista que revela a ancestralidade como tecnologia viva. O evento culmina com uma Ecoball, conduzida pelo coletivo Hands Up (MS) e performance de Félix Pimenta (SP), celebrando liberdade, identidade e arte. Os ingressos para o Sesc Teatro Prosa podem ser reservados pelo Sympla.










