Prefeituras destacam impacto positivo da iniciativa na diminuição do atendimento indevido em UPAs

Prefeituras lançam campanha para uso consciente do atestado médico, reduzindo filas em UPAs e melhorando o atendimento.
Confira a programação das campanhas por atestado médico consciente
Curitiba (PR) – Desde 20 de outubro de 2025: campanha “Atestado Responsável” em 9 UPAs e 109 unidades básicas de saúde.
Chapecó (SC) – Desde novembro de 2025: “Campanha do Atestado Consciente” nas unidades de saúde locais.
Cuiabá (MT) – Início em 2025: ações nas quatro UPAs e Policlínica do bairro Pedra 90.
Fazenda Rio Grande (PR) – Desde novembro de 2025: campanha “Atestado Responsável” na única UPA do município.
Impacto das campanhas na redução das filas das UPAs
A campanha por atestado médico consciente tem sido implementada com o objetivo de diminuir o número de pessoas que procuram as Unidades de Pronto Atendimento sem necessidade clínica, apenas para obtenção do documento que justifique ausência no trabalho. Em Chapecó, a redução na emissão de atestados foi significativa: entre agosto e outubro de 2025, foram emitidos 43.044 atestados, enquanto entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, apenas 13.175 documentos foram registrados. Em Curitiba, a queda foi de 43% no período entre outubro e novembro dos últimos dois anos. Fazenda Rio Grande também registrou diminuição acentuada entre os últimos meses de 2025 e início de 2026.
Autonomia médica e critérios para emissão de atestado
As prefeituras reforçam que as campanhas respeitam a autonomia dos médicos, que continuam responsáveis pela avaliação clínica e decisão sobre a emissão do atestado. O documento é um ato médico que deve ser concedido apenas em situações que justifiquem incapacidade laboral ou internação. Segundo o presidente da Associação dos Médicos do Paraná, José Fernando Macedo, o atestado pode ser um de comparecimento quando o paciente está clinicamente bem, servindo para registrar a presença na unidade de saúde.
Contexto e motivos para o surgimento da iniciativa
Levantamentos realizados nas cidades indicaram que as segundas-feiras registravam uma alta demanda por atendimentos classificados como pouco urgentes, principalmente para a emissão de atestados. Essa prática sobrecarregava o sistema e prejudicava a assistência aos casos graves. A campanha visa conscientizar a população e evitar o uso inadequado dos serviços, liberando recursos para quem realmente necessita.
Desdobramentos e ações das autoridades municipais
Prefeitos como João Rodrigues, de Chapecó, e Abilio Brunini, de Cuiabá, divulgaram a importância da campanha nas redes sociais, ressaltando a necessidade de priorizar pacientes com urgência real. A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba instalou banners informativos nas UPAs e unidades básicas, o que desmotivou a busca por atestados sem necessidade clínica. O Conselho Regional de Medicina do Paraná emitiu recomendação para esclarecer normas vigentes sobre o tema, reforçando a seriedade do ato médico.
Perspectivas para o sistema público de saúde
As ações promovidas pelas prefeituras refletem um esforço para otimizar o atendimento nas UPAs, buscando atender com maior eficiência os casos emergenciais e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde. A campanha por atestado médico consciente é apontada como uma estratégia eficaz para minimizar filas, controlar recursos e garantir que os profissionais possam focar em pacientes que realmente necessitam de atendimento urgente. A continuidade dessas iniciativas depende da adesão da população e do compromisso dos profissionais da saúde em manter a rigorosa avaliação clínica.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reprodução





