Equipe do presidente formaliza denúncia na ANPD e aponta falhas técnicas que prejudicaram impulsionamento no Instagram

Campanha do presidente Lula acusa Meta de tentativa de interferência nas eleições e anuncia ação no TSE e denúncia na ANPD após restrições no Instagram.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou denúncia contra a Meta por suposta interferência eleitoral. A equipe informou que acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para apurar as restrições sofridas no Instagram. Segundo a campanha, desde dezembro do ano passado, perfis ligados a Lula enfrentam limitações para impulsionamento e anúncios na plataforma, o que impacta a estratégia digital da candidatura. A Meta alega tratar-se de problemas técnicos que teriam afetado outros anunciantes, sem apresentar evidências de prejuízo a demais candidatos no Brasil.
Histórico das restrições
A campanha relata que no dia 10 de dezembro, durante votação na Câmara dos Deputados, as páginas de Lula e aliados foram retiradas do mecanismo de buscas e tiveram a localização de seus perfis limitada no Instagram. Na primeira etapa das eleições, a conta de anúncios da campanha também chegou a ser desativada sem justificativa formal. A equipe aponta ainda que o algoritmo da Meta teria privilegiado o engajamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), com dados internos indicando um engajamento 2,96 vezes maior na página do candidato, apesar de ter 17,2% menos seguidores.
Reação da campanha
A coordenação da campanha entende que a sucessão de falhas, não explicadas satisfatoriamente pela Meta, configura uma tentativa de interferência no processo eleitoral em benefício de um candidato adversário. A campanha destaca que a Meta reconheceu os problemas como técnicos, mas não comprovou que a situação atingiu outros candidatos. A denúncia formalizada busca garantir a transparência e a integridade do pleito, com acompanhamento das autoridades eleitorais e de proteção de dados.










