Secretaria de Saúde apresenta dados e ações para reduzir esperas e ampliar atendimento especializado

A Câmara Municipal de Curitiba realizou audiência para discutir as filas e o acesso ao SUS na saúde municipal, com a Secretaria de Saúde apresentando estratégias para reduzir esperas e ampliar atendimentos especializados.
A Câmara Municipal de Curitiba realizou em 29 de junho de 2026 uma audiência pública para discutir os principais desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade, com foco nas filas de espera e no acesso aos serviços da rede municipal. A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, apresentou dados e estratégias adotadas para ampliar a capacidade de atendimento especializado e reduzir o tempo de espera.
Filas e tempos de espera
Tatiane Filipak destacou que a gestão municipal recebeu um backlog de mais de 200 mil pacientes aguardando atendimento especializado, incluindo 47 mil na fila de oftalmologia. Conforme informado, o tempo de espera para essa especialidade caiu para uma média de cinco a sete dias. A secretária também salientou que o absenteísmo nas consultas representa um desafio, com índices entre 30% e 40%, o que impacta a oferta dos serviços.
Unidades de Pronto Atendimento e consultórios digitais
O atendimento nas UPAs é realizado conforme o Protocolo de Manchester, priorizando casos mais graves, embora haja picos de fluxo, chegando a 60 pacientes simultâneos em algumas unidades. Para reduzir a demanda por atendimentos de baixa complexidade nas UPAs, a Secretaria está ampliando os consultórios digitais na atenção básica, aumentando de 109 para 115 unidades, o que pode gerar mais de quatro mil atendimentos diários remotos, facilitando o acesso próximo à residência dos usuários.
Cirurgias eletivas e atenção domiciliar
Sobre cirurgias eletivas, a secretária informou que não há fila externa no município, mas reconheceu a existência de filas internas em hospitais, especialmente na ortopedia, área que recebeu reforço para ampliar a capacidade. A atenção domiciliar também vem sendo adotada para casos clínicos que permitem tratamento fora do hospital, colaborando para liberar vagas nas unidades.
Saúde mental e atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista
No campo da saúde mental infantil, a gestão ressaltou que não há fila para atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) infantis, destacando a criação de um novo CAPS no bairro Pinheirinho e a instalação de novos leitos específicos para crianças na cidade. O acompanhamento de pessoas com transtorno do espectro autista cresceu expressivamente, passando de 387 para cerca de 1,1 mil pacientes cadastrados, atendidos em clínicas credenciadas, ambulatórios e pela atenção primária, com oferta integrada ampliada.
Participação e debates
A audiência contou com a participação de 11 vereadores que discutiram os principais pontos apresentados, incluindo a saúde mental infantil e adulta. A Secretaria reforçou o compromisso em monitorar e avaliar continuamente os prestadores para ampliar a capacidade da rede municipal de saúde.
As informações foram divulgadas pela Câmara Municipal de Curitiba, que segue acompanhando as ações para aprimorar o atendimento do SUS na capital paranaense.
Fonte: xvcuritiba.com.br









