Câmara aprova projeto que restringe aborto em menores vítimas de violência

Aprovado projeto que derruba diretrizes sobre aborto legal

Câmara aprova projeto que restringe aborto em menores vítimas de violência
Luiz Gastão, relator do projeto. Foto: Luiz Gastão

A Câmara dos Deputados aprovou projeto que limita o acesso ao aborto legal em menores vítimas de violência. A proposta agora segue para o Senado.

No dia 5 de novembro de 2025, a Câmara dos Deputados se manifestou em favor do PDL 3/25, que visa derrubar a Resolução 258/24 do Conanda (Conselho Nacional da Criança e do Adolescente), que facilitava o acesso ao aborto legal para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A proposta, com 317 votos a favor, 111 contra e uma abstenção, agora segue para análise do Senado.

Motivos para a aprovação

Os autores do projeto, liderados pela deputada Chris Tonietto (PL-RJ), argumentam que a resolução do Conanda extrapola as atribuições do conselho, ao dispensar a apresentação de boletim de ocorrência e outras exigências legais. A nova legislação reafirma que o aborto não é um direito e estabelece a necessidade de consentimento dos responsáveis, além de autorização judicial em casos de menores.

Críticas à resolução anterior

O relator, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), criticou a falta de limites temporais na resolução anterior, que, segundo ele, poderia permitir abortos próximos a 40 semanas de gestação. Em comparação, mencionou que em países onde o aborto é permitido há sempre um limite temporal. Ele afirmou que a resolução não se alinha ao Código Penal, colocando em risco a vida do nascituro.

Debate no Plenário

O debate em Plenário foi acalorado, com opiniões divergentes sobre a resolução do Conanda. Enquanto alguns deputados, como Otoni de Paula (MDB-RJ), defendiam a necessidade de autorização dos responsáveis, outros, como Jandira Feghali (PC do B-RJ), argumentavam que em muitos casos o agressor pode ser um parente, tornando a exigência de consentimento inviável. Outros, como Bia Kicis (PL-DF), ressaltaram que a exigência do boletim de ocorrência poderia prejudicar a proteção das vítimas, favorecendo o agressor.

Conclusão

A aprovação do PDL 3/25 marca um importante passo no debate sobre os direitos reprodutivos de menores no Brasil, refletindo a polarização existente sobre o tema, e coloca em evidência a necessidade de um diálogo mais profundo sobre a proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.

Notícia feita com informações do portal: www.poder360.com.br