Câmara aprova projeto que torna falsificação de bebidas crime hediondo

Legislação visa endurecer penas para adulteração e falsificação com resultados fatais

Câmara aprova projeto que torna falsificação de bebidas crime hediondo
Já são 15 mortes por intoxicação com metanol no país

Câmara dos Deputados aprova projeto que classifica falsificação de bebidas como crime hediondo, aumentando penas e restrições.

Nesta terça-feira (28), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que classifica como crime hediondo a falsificação ou adulteração de bebidas, alimentos e suplementos alimentares, especialmente quando resulta em morte ou lesão corporal. A proposta surge em um contexto crítico, já que o país registra 15 mortes por intoxicação com metanol, substância utilizada em bebidas alcoólicas adulteradas.

Contexto e impacto da proposta

A proposta, protocolada em 2007, ganhou força após um surto de intoxicações em São Paulo. Até agora, as mortes confirmadas incluem 9 em São Paulo, 3 em Pernambuco e 3 no Paraná. Além das mortes, 56 casos de intoxicação foram registrados, sendo a maioria em São Paulo. A aprovação do projeto implica penas mais severas, que podem chegar a 15 anos de prisão, aumentando significativamente a penalização em relação à legislação anterior, que variava de 4 a 8 anos.

Consequências legais

A nova legislação prevê que crimes hediondos não podem ser anistiados, e o livramento condicional é mais rigoroso. A pena também é aumentada em casos de lesão corporal grave ou gravíssima. Além disso, o projeto inclui penalidades para quem comercializa derivados de petróleo e outros combustíveis líquidos, como o metanol. A posse de equipamentos para falsificação também será criminalizada.

Próximos passos

O projeto agora segue para análise no Senado Federal, onde pode sofrer alterações. A proposta também sugere a criação de sistemas de rastreamento para bebidas alcoólicas, coordenados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, visando aumentar o controle sobre a comercialização desses produtos. Com isso, o governo busca não apenas punir, mas também prevenir casos futuros de intoxicação.