Projeto de lei visa ampliar a coleta de DNA e segue para sanção do presidente

A Câmara dos Deputados aprovou projeto que torna obrigatória a coleta de DNA de presos em regime fechado.
Câmara dos Deputados aprova projeto de coleta obrigatória de DNA de presos
A coleta obrigatória de DNA de presos em regime fechado foi aprovada pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (25). O projeto de lei, que conta com o apoio de todos os partidos, segue agora para sanção presidencial. Essa medida surge em um contexto de crescente preocupação com a segurança pública, especialmente após uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou na morte de 122 pessoas, um evento que deixou a sociedade brasileira em estado de alerta.
Atualmente, a coleta de DNA é realizada apenas para condenados por crimes dolosos com violência grave, mas, com a nova legislação, essa coleta será ampliada para todos os crimes que resultarem em prisão em regime fechado. A utilização do material genético será restrita a novas perícias, garantindo que não haja outros usos indevidos desse dado sensível.
O relator do projeto, deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), enfatizou que a nova lei complementa outras iniciativas recentes voltadas para a segurança pública, como o projeto antifacção. Ele afirmou que a coleta de DNA se tornará uma ferramenta valiosa para as autoridades na luta contra o crime organizado, permitindo uma identificação mais eficaz de criminosos e a resolução de casos.
Além disso, Maia mencionou que um acordo foi feito com o Senado para que um novo projeto seja discutido, visando tornar a coleta de material genético um requisito para a progressão de regime prisional e saídas temporárias. Essa medida é vista como um passo importante no fortalecimento das políticas de segurança pública no Brasil.
O debate em torno da coleta de DNA de presos levanta questões éticas e legais, mas a maioria dos parlamentares acredita que os benefícios superam os riscos. A proposta foi a única pauta discutida no plenário da Câmara nesta terça-feira, apesar das tentativas de alguns deputados bolsonaristas de colocar em votação um projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos em ações controversas.
A aprovação desse projeto é um reflexo da pressão da sociedade por medidas mais rigorosas no combate ao crime e pela necessidade de aprimorar os mecanismos de investigação e segurança. A coleta de DNA, agora obrigatória, promete fortalecer o sistema de justiça e contribuir para a redução da impunidade.
Essa decisão da Câmara dos Deputados marca um ponto de inflexão na legislação brasileira, onde a tecnologia e a ciência se tornam aliados na construção de um sistema de justiça mais eficiente e seguro. Com a sanção do presidente, o Brasil dará um passo significativo na modernização de suas práticas policiais e judiciais.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Agência










