Câmara abre sindicância para investigar João Bettega, Tânia Guerreiro e Eder Borges

Corregedoria tem 30 dias para apurar denúncias envolvendo uso de cargos comissionados e possíveis irregularidades administrativas

A Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba instaurou uma sindicância para apurar denúncias envolvendo os vereadores João Bettega (União), Sargento Tânia Guerreiro (Podemos) e Eder Borges (PL). A medida foi oficializada após a chegada de informações sobre possíveis irregularidades administrativas relacionadas à nomeação de servidores e ao histórico de integrantes dos gabinetes. A informação foi divulgada pelo Plural e confirmada pelo Politiza.

Os vereadores começaram a ser investigados pela Corregedoria da Câmara Municipal (Fotos: Divulgação/ Câmara de Vereadores de Curitiba)

João Bettega, que cumpre seu primeiro mandato, foi expulso do Movimento Brasil Livre (MBL) após se recusar a denunciar a nomeação de José Luiz Velloso como presidente do Instituto Municipal de Turismo. Velloso foi condenado por improbidade administrativa e, ainda assim, assumiu um cargo comissionado na estrutura da Prefeitura de Curitiba. A situação foi considerada incompatível com os princípios defendidos pelo movimento.

Além disso, o gabinete de Bettega também é alvo de questionamentos por ter nomeado, em 12 de maio, o advogado Guilherme Wesley Santos Oliveira para o cargo de assessor parlamentar comissionado, com salário de R$ 15.720,27. Oliveira também tem condenação judicial anterior.

As denúncias envolvendo a vereadora Sargento Tânia e o vereador Eder Borges ainda estão sendo apuradas. Ambos estão no segundo mandato e também podem ser responsabilizados caso a sindicância confirme indícios de infrações ético-administrativas.

A investigação tem prazo de 30 dias para apurar os fatos e, caso as denúncias sejam confirmadas, poderá resultar na abertura de processo disciplinar contra os três parlamentares. A depender da gravidade das infrações apontadas, as punições podem incluir advertência, suspensão ou até a cassação do mandato.

Outro lado

Os vereadores João Bettega, Sargento Tânia Guerreiro e Eder Borges foram procurados pelo Politiza.

Eder Borges afirmou não saber do que se trata a investigação.

João Bettega enviou nota afirmando estar com a consciência tranquila.

Estou com a consciência tranquila. Não pratiquei qualquer ato irregular e, por isso, recebo com serenidade a abertura da sindicância. Estou à disposição para colaborar com as apurações e certo de que, ao final, a verdade será restabelecida. Confio no trabalho sério e imparcial da Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba, que está apurando os fatos. Sigo exercendo meu mandato com responsabilidade, ética e compromisso com os mais de 12 mil votos que recebi, trabalhando firmemente na defesa dos interesses da população curitibana.

Ainda não obtivemos retorno da vereadora Sargento Tânia Guerreiro. Caso haja resposta, esta matéria será atualizada.

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