Café brasileiro vê novas oportunidades após decreto de Trump


Setor aguarda isenção de tarifas após aceno a Lula

Café brasileiro vê novas oportunidades após decreto de Trump
Trabalhador carrega saca de café em fazenda perto de Brasília em 15 de julho de 2025 — Foto: Reuters/Adriano Machado

O setor do café brasileiro demonstra otimismo com a possibilidade de isenção de tarifas após o decreto de Trump e o aceno a Lula na ONU.

O setor do café brasileiro demonstra otimismo com a possibilidade de isenção de tarifas, após o decreto de Donald Trump e o aceno ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia-Geral da ONU, realizada na terça-feira (23). O decreto de Trump, assinado no início de setembro, inclui o café entre produtos que podem ter tarifas zeradas, um fator que renova as esperanças dos produtores em relação às exportações para os EUA.

Fatores que impulsionam o otimismo

Entidades do setor, como a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) e o Conselho de Exportadores de Café (Cecafé), destacam que o aceno de Trump a Lula, mencionando a possibilidade de uma reunião, é um sinal positivo. A reunião ainda não tem data definida, mas a expectativa é que a conversa possa levar à concretização de um acordo comercial que beneficie as exportações de café do Brasil.

Impacto do decreto de Trump

O decreto, que trata das chamadas “tarifas recíprocas”, menciona produtos que são escassos nos EUA, como o café, que é o maior consumidor global da bebida, mas não a cultiva em grande escala. A possibilidade de isenção de tarifas, já mencionada anteriormente pelo secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, foi agora oficializada, mas depende da conclusão de um acordo comercial entre os países. Isso aumenta a expectativa do setor, que se viu afetado pela tarifa de 50% imposta em agosto, que reduziu significativamente as exportações de café do Brasil para os EUA.

Retorno ao mercado norte-americano

Antes da tarifa, o Brasil era o principal fornecedor de café para os EUA, detendo cerca de um terço do mercado. As exportações despencaram após o tarifaço, com a Alemanha ultrapassando os EUA como maior compradora do grão brasileiro. Para a Abic, o decreto de Trump sinaliza que países que fecharem acordo comercial com os EUA terão a chance de vender café com isenção de tarifas. Pavel Cardoso, presidente da Abic, expressou esperança de que o encontro na ONU possa trazer resultados positivos para o setor, destacando a importância do café como prioridade nas negociações.

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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