Iniciativa visa visibilizar desigualdades climáticas

Declaração de Belém é lançada com 19 países signatários, abordando racismo ambiental e suas desigualdades.
Em Belém, no dia 7 de novembro de 2025, durante a Cúpula dos Líderes que precede a COP30, será lançada a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental. Com a adesão de 19 países signatários, a iniciativa visa aumentar a visibilidade do racismo ambiental nos fóruns internacionais.
Contexto e objetivos da declaração
A declaração se propõe a discutir como a discriminação e as desigualdades impactam afrodescendentes, indígenas e outras comunidades locais. A iniciativa é resultado da colaboração entre os ministérios da Igualdade Racial e dos Povos Indígenas, buscando reforçar a importância do tema nas negociações climáticas e nos direitos humanos. Apesar de ser um instrumento político não vinculante, o documento solicita a cooperação internacional no combate ao racismo ambiental e reforça a ideia de que a erradicação da pobreza e a proteção do meio ambiente são interconectadas.
Relevância e desafios
Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, afirmou que a declaração representa um passo importante ao reconhecer o impacto desproporcional das mudanças climáticas na população negra, que representa mais de 70% das pessoas em favelas e periferias. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, acrescentou que é necessário reintegrar os direitos humanos nas discussões climáticas. No entanto, a adesão limitada de países se deve à falta de uma definição global sobre racismo ambiental e às implicações financeiras envolvidas no reconhecimento das desigualdades.
Conclusão
A declaração é vista como um marco político e simbólico, reconhecendo a crise climática como uma questão de justiça racial e social. Mariana Belmont, do Instituto da Mulher Negra Geledés, ressaltou a necessidade de uma transição justa e inclusiva, que não deixe ninguém para trás.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










