O Departamento de Estado dos EUA incluiu o Brasil na ‘Lista de Vigilância Nível 2’ em seu relatório anual sobre tráfico de pessoas. O documento, que foi entregue ao Congresso norte-americano com quase três meses de atraso, destaca que o governo brasileiro não demonstrou avanços suficientes no combate ao tráfico humano, com menor número de investigações e processos. A divulgação ocorre em um contexto de crescente tensão diplomática entre Brasil e EUA, marcada por tarifas comerciais e declarações críticas entre líderes dos dois países.

O Brasil foi incluído na lista de observação de tráfico humano pelo Departamento de Estado dos EUA, com relatório atrasado.
Na segunda-feira (29.set.2025), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que o Brasil foi incluído na “lista de observação” de tráfico humano, sendo transferido para a “Lista de Vigilância Nível 2” no relatório anual Trafficking in Persons. O governo brasileiro, segundo o documento, não apresentou progressos suficientes no combate ao tráfico humano, com uma queda nas investigações e processos em comparação a anos anteriores.
Contexto do relatório
O relatório, que chegou ao Congresso dos EUA com um atraso de quase três meses devido a demissões em massa na equipe responsável, destaca a falta de iniciativas eficazes do governo brasileiro no combate ao tráfico humano. O secretário de Estado, Marco Rubio, enfatizou em suas declarações que o tráfico humano é um crime devastador que alimenta organizações criminosas.
Tensão diplomática
A divulgação do relatório ocorre em um momento de tensões diplomáticas entre Brasil e EUA, exacerbadas por tarifas de 50% impostas aos produtos brasileiros. Em discursos na 80ª Assembleia Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou sanções e ingerências externas, enquanto o ex-presidente Donald Trump defendeu as tarifas como resposta a questões de direitos civis nos EUA.
Comparação com a África do Sul
O documento também incluiu a África do Sul na lista, reconhecendo algumas iniciativas positivas, mas apontando falhas nos resultados, como a identificação de menos vítimas e menos investigações. Trump, por sua vez, acusou a África do Sul de perseguir brancos, sem apresentar evidências, e anunciou um programa de refúgio para sul-africanos brancos.
A situação do tráfico humano no Brasil, conforme evidenciada pelo relatório, levanta questões sobre a eficácia das políticas públicas e a necessidade de um enfoque mais robusto no combate a esse crime.










