Alvo de busca e apreensão, Bolsonaro é obrigado a usar tornozeleira eletrônica

Decisão de Alexandre de Moraes impõe restrições ao ex-presidente, acusado de articular golpe de Estado

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (18) mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como parte do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A nova fase da operação investiga também suspeitas de coação no curso do processo, obstrução de justiça e ataque à soberania nacional.

Bolsonaro é investigado no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado (Foto: Ton Molina/ STF)

Além das buscas, Bolsonaro foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e teve novas restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente está proibido de manter contato com embaixadores estrangeiros, de se aproximar de embaixadas, de utilizar redes sociais, de sair de casa das 19h às 07h e de se comunicar com seus filhos Eduardo Bolsonaro (PL) e Carlos Bolsonaro (Republicanos), ambos investigados. Os deslocamentos de Bolsonaro passarão a ser monitorados em tempo real.

Durante as buscas, agentes estiveram na casa de Bolsonaro e no gabinete que ele mantém na sede nacional do PL. Foram encontrados US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie na residência do ex-presidente. A PF também informou ao STF ter localizado uma cópia da petição inicial da ação movida pela plataforma Rumble contra Alexandre de Moraes, o relator do processo.

Após as buscas, Bolsonaro foi levado à sede da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAP-DF) para a instalação da tornozeleira. Segundo investigadores, a operação foi motivada por indícios de que Bolsonaro teria incentivado ataques ao Brasil a partir do exterior e por risco de que ele tentasse fugir do país.

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