Manifestantes em Boa Vista se reuniram neste domingo (21) na Praça das Águas para protestar contra o Projeto de Lei (PL) da Anistia e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem. O ato, marcado para as 18h, integrou uma onda de manifestações que varreu o país, com protestos simultâneos em mais de 30 cidades, incluindo grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
A mobilização foi organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, que congregam partidos de esquerda como PT e PSOL, além de movimentos sociais como o MST e o MTST. O protesto ocorre em um momento de crescente tensão política, após a aprovação em regime de urgência na Câmara dos Deputados tanto do PL da Anistia quanto do texto final da PEC da Blindagem.
O cerne da controvérsia reside no PL da Anistia, que visa conceder perdão aos réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Paralelamente, a PEC da Blindagem propõe que parlamentares federais só possam ser processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mediante autorização prévia da Câmara ou do Senado, o que críticos apontam como uma tentativa de blindar a classe política.
Em declarações contundentes, lideranças políticas locais expressaram forte oposição às medidas. Well Leal, presidente estadual do PSOL, argumentou que as propostas “consolidam um ambiente de impunidade”. Benedito Albuquerque, presidente estadual do PT, ecoou o sentimento, afirmando que discutir anistia antes do trânsito em julgado das decisões do STF representa “uma afronta ao Judiciário e à consciência democrática nacional”.
A manifestação em Boa Vista, assim como os demais protestos em todo o país, sinaliza a crescente polarização em torno de temas cruciais para o futuro da democracia brasileira. O embate entre diferentes visões sobre justiça, responsabilidade e o papel das instituições promete continuar a moldar o cenário político nacional.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










