Bitcoin sobe com expectativa de corte do Fed


Mercado reage a possíveis mudanças na política monetária e negociações comerciais

Bitcoin sobe com expectativa de corte do Fed
Bitcoin em alta. Foto: Pexels / David McBee

Bitcoin opera em alta com expectativas de corte de juros pelo Fed e avanços nas negociações comerciais entre EUA e China.

O bitcoin operou em alta nesta terça-feira, 16, enquanto investidores seguem com expectativas para a decisão de política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na quarta-feira nos Estados Unidos, com um possível corte de juros sendo positivo ao apetite por risco, e monitoram desdobramentos nas negociações comerciais entre os americanos e a China.

Movimentação do mercado

Perto das 16 horas (de Brasília), o bitcoin operava em alta de 0,99%, a US$ 116.477,54, enquanto o ethereum recuava 0,52%, a US$ 4.480,26, segundo cotações da Binance. Analistas do Saxo Bank afirmam que os investidores estão acompanhando de perto os fluxos de fundos negociados em bolsa, e os sinais macro e do Fed ainda parecem dominar os fatores que impulsionam os preços de cripto atualmente.

Fatores macroeconômicos

Entre os fatores macro citados, está o anúncio de um acordo com o TikTok para a compra da operação da rede social nos EUA por uma empresa americana e de avanços nas conversas comerciais com a China. Além disso, segundo o Financial Times, os americanos e o Reino Unido devem anunciar cooperação aprofundada em ativos digitais, como criptomoedas.

Análise do Bank of America

O Bank of America (BofA) afirmou que o sistema monetário global está em mudança, com criptomoedas já representando quase 10% da base monetária M1 em EUA, Europa e China. O banco vê esforços para consolidar o dólar como “âncora global” via stablecoins, mas alerta para incertezas sobre impactos nos mercados e na política monetária, em um contexto que favorece o ouro. Uma pesquisa deste mês do gestor global de fundos do BofA mostra que 67% dos investidores não têm exposição a criptomoedas, e a alocação média no setor é de apenas 0,4%. Apenas 8% afirmam já ter iniciado uma alocação estrutural, enquanto 84% seguem de fora.

Notícia feita com informações do portal: www.infomoney.com.br


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