Discussão acalorada ocorreu durante a oitiva de diretora da CGU sobre irregularidades.

A CPMI do INSS teve um embate intenso entre Alfredo Gaspar e Paulo Pimenta durante a oitiva de uma diretora da CGU.
A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada na quinta-feira, 4 de outubro, foi marcada por um intenso bate-boca entre o relator Alfredo Gaspar, do União-AL, e o deputado Paulo Pimenta, do PT-RS. O conflito surgiu durante a oitiva de Eliane Viegas Mota, diretora de Auditoria de Previdência e Benefícios da Controladoria-Geral da União (CGU), que prestava esclarecimentos sobre eventuais irregularidades.
Entenda o que desencadeou o embate
Durante a oitiva, Gaspar questionou a diretora sobre possíveis comunicações da CGU a autoridades da República, em 2021, relacionadas a irregularidades em descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas. Enquanto Eliane Viegas Mota respondia, o relator a interrompeu diversas vezes, exigindo respostas mais objetivas. A insistência de Gaspar gerou a intervenção de Pimenta, que pediu ao presidente da comissão, senador Carlos Viana, do Podemos-MG, que garantisse o direito de resposta da depoente.
“Da mesma forma que o relator tem o direito de fazer as perguntas, a depoente tem o direito de responder”, afirmou Pimenta, buscando restabelecer a ordem na discussão.
Tensão cresce entre os participantes
O clima na sessão tornou-se ainda mais tenso quando Orlando Silva, do PCdoB-SP, fez um comentário em tom coloquial, referindo-se a uma expressão popular. Gaspar reagiu imediatamente, e o presidente da comissão precisou intervir para pedir calma e equilíbrio entre os presentes. Orlando se explicou, afirmando que não teve a intenção de ofender e solicitou que sua expressão fosse retirada das notas taquigráficas para evitar mal-entendidos.
CPMI do INSS: objetivos e plano de ação
A CPMI do INSS foi instituída para investigar descontos indevidos aplicados a beneficiários do instituto, por meio de convênios firmados com entidades associativas. O colegiado possui um prazo inicial de 180 dias para concluir seus trabalhos e já aprovou um plano de investigação que envolve a oitiva de ex-presidentes do INSS, ex-ministros da Previdência e representantes de órgãos de controle.
Na mesma sessão, foram aprovados requerimentos de convocação e convites, além da oitiva da diretora da CGU. No início da semana, o advogado Eli Cohen já havia prestado depoimento como testemunha no colegiado. A CPMI segue suas atividades com a expectativa de esclarecer as irregularidades e garantir os direitos dos beneficiários do INSS.










