Se não devem, por que o desespero? Base governista protesta contra quebra de sigilo de Lulinha

A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de manter a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou forte reação da base governista na CPMI do INSS. Após a votação que aprovou a medida, parlamentares aliados ao governo protestaram e protagonizaram confusão na comissão, com empurra-empurra e troca de agressões no plenário.

Foto: Greg Salibian / Agência O Globo

Governistas alegam que houve erro na contagem dos votos e defendem que 14 parlamentares teriam se manifestado contra a quebra de sigilo. Alcolumbre rejeitou o argumento e afirmou que esse número não seria suficiente para formar maioria para anular a decisão, já que seriam necessários 16 votos contrários no quórum registrado.

Mesmo após a explicação do presidente do Senado, parte da base continuou criticando a decisão e questionando o procedimento da votação simbólica. O episódio deixou no ar uma pergunta inevitável em meio ao tumulto: se não há nada a esconder, por que tanta pressa em tentar barrar uma investigação parlamentar.