O Banco Central do Brasil (BC) anunciou uma reformulação completa na infraestrutura do Drex, a moeda digital brasileira. A decisão, comunicada em reunião com participantes do projeto-piloto, implica no desligamento da plataforma atual e na construção de uma nova base tecnológica.
O desligamento da plataforma Hyperledger Besu, que suportou as duas primeiras fases de teste, está programado para a próxima segunda-feira, dia 10. Essa mudança drástica reflete uma nova abordagem do BC, que sinaliza uma busca por soluções mais eficientes e alinhadas com as demandas do mercado.
A justificativa para a mudança reside nos altos custos de manutenção da plataforma existente e na ausência de previsão de uso na fase três do projeto, já que a aplicação era exclusiva para os testes das fases iniciais. A decisão atende a uma demanda do mercado, que buscava alternativas mais viáveis.
“O BC vai discutir com o mercado novas possibilidades para a infraestrutura digital”, informou a autarquia, indicando uma postura de abertura para colaboração e inovação. A entrega do relatório da fase dois do Drex, antes prevista para outubro, agora está agendada para o início de 2026.
A fase três do projeto Drex focará na eficiência do uso de ativos como garantia em operações de crédito, adotando uma abordagem tecnológica agnóstica. O objetivo a longo prazo permanece o de criar um ambiente interoperável para ativos tokenizados, com o Drex como moeda de liquidação. O BC ainda não definiu quantas fases comporão o projeto-piloto, nem descartou o uso de blockchain em etapas futuras.










