Presidente do BC discute atuação da instituição na liquidação do Banco Master

Galípolo defende que o Banco Central não pode avaliar a conveniência dos investimentos em títulos do Banco Master.
Banco Central e a liquidação do Banco Master
Na última terça-feira (18), o Banco Central (BC) decretou a liquidação do Banco Master, uma decisão que se tornou necessária devido à grave crise de liquidez que a instituição enfrentava. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, abordou a situação em uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde explicou que a autoridade não pode avaliar a conveniência de investimentos em títulos oferecidos pelo banco.
A atuação do BC na fiscalização
Durante a audiência, Galípolo foi questionado sobre a fiscalização do Banco Master, especialmente em relação aos títulos que pagavam até 140% do CDI (Certificado de Depósitos Interbancários). Ele enfatizou que o Banco Central não pode liquidar uma instituição apenas porque ela oferece rendimentos acima da média. “O Banco Central tem possibilidade de liquidar alguém porque está emitindo [títulos que pagam] 140% do CDI? Não tem”, declarou o presidente do BC.
Galípolo ressaltou que a responsabilidade de identificar inconsistências financeiras cabe ao Banco Central, que seguiu todos os procedimentos legais necessários antes de tomar a decisão de liquidação. Ele também agradeceu à Polícia Federal e à Justiça pelo trabalho conjunto que contribuiu para a investigação do Banco Master.
Consequências da liquidação
A liquidação é um processo adotado quando o BC considera que a situação financeira da instituição é irrecuperável. Com a liquidação do Banco Master, sua operação foi interrompida e a instituição foi retirada do sistema financeiro nacional. O Master vinha enfrentando sérias dificuldades para honrar seus compromissos, e seus negócios estavam sob investigação por suspeitas de irregularidades em suas carteiras de crédito.
Prisão do controlador do Banco Master
Na mesma ocasião, Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de tentar fugir do país. A prisão preventiva foi mantida após uma audiência de custódia, devido aos riscos que sua soltura poderia representar para as investigações em andamento.
Conclusão
A situação do Banco Master e a liquidação decretada pelo Banco Central revelam a importância da supervisão financeira e da atuação conjunta entre diferentes órgãos de controle. Galípolo reafirmou que o Banco Central não deve se envolver em análises de conveniência de investimentos, mas sim garantir a estabilidade do sistema financeiro e proteger o erário público.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: 10.out.2025/Folhapress










