A Azul Linhas Aéreas anunciou nesta segunda-feira (11) o encerramento de suas operações em 14 cidades brasileiras. A medida faz parte de um plano de racionalização de rotas que a companhia vem implementando desde julho, visando otimizar sua malha aérea e enfrentar os desafios do mercado.
Segundo a Azul, a decisão é motivada por diversos fatores, incluindo o aumento dos custos operacionais, a crise global na cadeia de suprimentos, a alta do dólar e questões relacionadas à disponibilidade de frota. A companhia aérea também está passando por um processo de reestruturação para fortalecer sua posição financeira.
As cidades que deixarão de ter voos da Azul são Crateús, São Benedito e Sobral, no Ceará; Iguatú, também no Ceará; Campos, no Rio de Janeiro; Correia Pinto e Jaguaruna, em Santa Catarina; Mossoró, no Rio Grande do Norte; São Raimundo Nonato e Parnaíba, no Piauí; Rio Verde, em Goiás; Barreirinha, no Maranhão; Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul; e Ponta Grossa, no Paraná.
A empresa planeja concentrar suas operações nos aeroportos de Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife, considerados seus principais hubs. Essa estratégia visa reduzir a dependência de rotas com conexões e otimizar a utilização de sua frota.
Além da reestruturação interna, a Azul também está em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos desde maio deste ano. A companhia busca obter US$ 950 milhões em investimentos através de acordos de reorganização financeira com parceiros estratégicos, incluindo as companhias aéreas norte-americanas United e American Airlines. A reestruturação total da empresa está estimada em cerca de US$ 1,6 bilhão. “A Azul informa que suas operações e vendas seguem normalmente, e que todos bilhetes, benefícios e pontos do Azul Fidelidade serão mantidos”, comunicou a empresa.





