Investigação apura causas do acidente e irregularidades na operação

Queda de avião em Aquidauana, no Pantanal, resultou na morte de quatro pessoas na noite de 23 de setembro de 2025.
Na noite de 23 de setembro de 2025, um avião de pequeno porte caiu em Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, resultando na morte de quatro pessoas, incluindo o piloto Marcelo Pereira de Barros e o arquiteto chinês Kongjian Yu. O acidente ocorreu ao lado da pista da Fazenda Barra Mansa, uma área turística da região, onde a aeronave explodiu após a queda.
Investigação do acidente
A investigação está sendo conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil, através do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). O grupo estava na região para gravar um documentário sobre o conceito de “cidades-esponja”. A Força Aérea Brasileira (FAB) foi acionada para apurar as causas da queda, que ocorreu após uma manobra de arremetida durante uma tentativa de pouso. A hipótese de que porcos selvagens invadiram a pista foi descartada.
Legalidade do voo
A Polícia Civil investiga se o voo foi irregular. A aeronave, um Cessna 175, não tinha permissão para operar como táxi-aéreo e deveria realizar apenas voos particulares durante o dia. O avião já tinha sido apreendido em 2019 por suspeitas de atividade clandestina. A produtora Olé Produções, responsável pelo transporte, informou que o voo foi pago, o que pode indicar uma operação comercial sem autorização.
Identificação das vítimas
Os corpos do piloto e dos cineastas foram identificados por meio de exame de DNA no Instituto Médico Legal (IML) de Aquidauana. A liberação do corpo de Kongjian Yu aguarda a chegada de familiares ao Brasil, em respeito a uma tradição cultural. A investigação continua em busca de respostas sobre as circunstâncias do acidente e as possíveis falhas na operação do voo.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com










