Justiça manda excluir fake news contra Ratinho Junior nas redes

A Justiça de Curitiba determinou a retirada de publicações nas redes sociais que divulgavam acusações falsas contra o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior. A decisão liminar foi concedida pela 5ª Vara Cível da capital após ação que apontou violação à honra e à imagem do chefe do Executivo estadual. As postagens, divulgadas em perfis do Instagram e da rede X, associavam o governador a supostos crimes e a uma organização criminosa, além de insinuarem envolvimento em práticas ilegais como lavagem de dinheiro e outras irregularidades. Na avaliação apresentada no processo, os conteúdos extrapolaram o direito à crítica política e induziam o público a acreditar em fatos que não possuem comprovação. Ao analisar o caso, o juiz Alexandre Della Coletta Scholz observou que as publicações utilizavam reportagens jornalísticas como referência, mas que esses materiais não estabelecem qualquer ligação direta entre o governador e as acusações divulgadas nas redes. Diante do potencial dano à reputação e da rápida disseminação desse tipo de conteúdo, a decisão determinou que as plataformas removam as postagens indicadas no prazo de até 24 horas.
Lula, Lulinha e o Dinheiro

Movimentações bancárias reveladas recentemente mostram que, entre 2022 e 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o dirigente petista Paulo Okamotto transferiram R$ 873 mil ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Foram três transferências feitas por Lula, que somam cerca de R$ 721 mil, além de R$ 152 mil enviados por Okamotto. Não há explicação pública clara para os repasses. Em uma das movimentações, poucos dias após receber parte do dinheiro, Lulinha aplicou cerca de R$ 386 mil em um fundo de investimento. O episódio chama atenção não apenas pelo valor, mas pela contradição política que escancara. Lula construiu sua trajetória apontando o dedo para privilégios, elites e relações suspeitas entre poder e dinheiro. Mas, quando se observa os bastidores, o que aparece é o velho roteiro brasileiro: dinheiro circulando dentro do próprio núcleo do poder — do presidente para o filho, com a participação de um aliado histórico do partido. Pode até haver explicação formal. O problema é o simbolismo. Quem passou décadas vendendo superioridade moral agora se vê diante de uma cena incômoda: o dinheiro do poder fazendo o mesmo caminho de sempre — para dentro da família.
Mensagens de Vorcaro citam encontro com Alexandre de Moraes e menção a Viviane Barci

Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, indicariam um encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes durante o feriado de 19 de abril de 2025. O conteúdo das conversas, trocadas com a influenciadora Martha Graeff, também menciona uma possível reunião envolvendo a advogada Viviane Barci, esposa do ministro. Os diálogos foram incluídos em documentos analisados pela CPMI do INSS a partir de investigações conduzidas pela Polícia Federal. Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação começou apurando suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e ao Banco de Brasília, mas ganhou novas frentes ao longo do processo, incluindo indícios de corrupção de servidores públicos, intimidação de adversários e acesso ilegal a sistemas governamentais sigilosos. Procurado, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes informou que ele não irá se manifestar sobre o conteúdo das mensagens. O episódio passa agora a integrar o conjunto de informações analisadas pelas autoridades responsáveis pelas investigações e pela comissão parlamentar.
PF abre inquérito após a morte de “Sicário” de Vorcado sob custódia

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as circunstâncias da morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, preso na Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master. Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência da PF em Minas Gerais e acabou não resistindo. De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, toda a movimentação no local e o atendimento prestado pelos policiais estão registrados por câmeras de segurança, sem pontos cegos. A corporação informou que comunicou o ocorrido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso, e que os registros em vídeo serão encaminhados para análise. A defesa afirmou que havia estado com Mourão horas antes do episódio e que ele apresentava condições físicas e mentais normais até o início da tarde. O advogado declarou que tomou conhecimento do ocorrido apenas após a nota divulgada pela Polícia Federal. Nas investigações, Mourão é apontado como operador da organização criminosa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, atuando em monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados e ações de intimidação.
Vorcaro e a família Corleone

O roteiro atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro lembra um método conhecido do cinema — o da família Corleone na trilogia de O Poderoso Chefão. No clássico, o caminho do poder segue três etapas: primeiro tenta-se comprar. Se não funciona, parte-se para destruir a reputação. E, no limite, elimina-se o problema. As suspeitas reveladas nas investigações indicam uma sequência que parece seguir exatamente essa lógica. A primeira etapa teria sido a tentativa de cooptação. Assim como na velha cartilha do submundo retratada no filme, o ambiente de aproximação incluía festas e eventos de entretenimento masculino, com a presença de supostas modelos — um cenário clássico de sedução e influência para aproximar interlocutores e criar vínculos de conveniência. Quando isso não bastou, veio a segunda fase: a tentativa de destruição reputacional. Influenciadores e estruturas digitais teriam sido mobilizados para atacar adversários e espalhar versões favoráveis ao banqueiro. Agora surge a etapa mais grave. Despacho tornado público do ministro André Mendonça aponta que Vorcaro teria planejado um assalto com potencial de violência contra o jornalista Lauro Jardim, que vinha publicando reportagens sobre o banqueiro. No cinema, o destino da família Corleone ficou em aberto — um final que cada espectador interpretou à sua maneira. Na vida real, a história costuma ter desfecho. A pergunta agora é qual será o final do caso Vorcaro.
Ratinho afirma PSD define presidenciável até abril

Durante almoço com empresários promovido pela Associação Brasileira de Bancos, em São Paulo, o governador do Paraná, Ratinho Junior, afirmou que o Partido Social Democrático pretende definir até o fim de março ou início de abril o nome que representará a legenda na disputa presidencial de 2026. Ratinho disse a cerca de 50 empresários que a antecipação da escolha busca dar tempo para que o candidato percorra o país e consolide um projeto nacional. “A ideia é que até o final de março ou começo de abril isso esteja definido”, afirmou. Ao comentar o cenário eleitoral, o governador também mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O presidente Lula já deu sua contribuição ao Brasil. Acho que é um momento de renovação”, declarou. Hoje, três governadores aparecem como possíveis nomes da sigla para o Planalto: além do próprio Ratinho, também são citados Eduardo Leite e Ronaldo Caiado. A decisão deve ser tomada internamente pelo partido nas próximas semanas.
Suspeita de plano violento contra Lauro Jardim embasou pedido de prisão
Um dos fatores que embasaram o pedido de prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, autorizado pelo ministro André Mendonça, foi a suspeita de que ele teria planejado um assalto com o objetivo de atingir o jornalista Lauro Jardim. De acordo com reportagem do O Globo, a investigação aponta que o plano envolveria simular um crime violento contra o jornalista, que vinha publicando reportagens sobre o banqueiro e seus negócios. A hipótese levantada pelos investigadores é de que a ação teria potencial para resultar em agressão física grave ou até consequências mais severas, configurando uma tentativa de intimidação por meio de violência. Para as autoridades, a gravidade do episódio está justamente no fato de que o suposto plano ultrapassaria o campo de disputas judiciais ou críticas públicas, avançando para a possibilidade de um ataque físico contra um profissional da imprensa, o que foi considerado elemento relevante na decisão pela prisão.
Se não devem, por que o desespero? Base governista protesta contra quebra de sigilo de Lulinha
A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de manter a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou forte reação da base governista na CPMI do INSS. Após a votação que aprovou a medida, parlamentares aliados ao governo protestaram e protagonizaram confusão na comissão, com empurra-empurra e troca de agressões no plenário. Governistas alegam que houve erro na contagem dos votos e defendem que 14 parlamentares teriam se manifestado contra a quebra de sigilo. Alcolumbre rejeitou o argumento e afirmou que esse número não seria suficiente para formar maioria para anular a decisão, já que seriam necessários 16 votos contrários no quórum registrado. Mesmo após a explicação do presidente do Senado, parte da base continuou criticando a decisão e questionando o procedimento da votação simbólica. O episódio deixou no ar uma pergunta inevitável em meio ao tumulto: se não há nada a esconder, por que tanta pressa em tentar barrar uma investigação parlamentar.
Enquanto o Brasil coleciona problemas, Lula discute ajuda a Cuba em conferência da FAO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quarta-feira (4), em Brasília, da abertura da Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe. Entre os temas discutidos no encontro estão segurança alimentar, reforma agrária e possíveis ações de cooperação internacional para enfrentar crises alimentares na região. Um dos assuntos que entrou na pauta foi a situação humanitária de Cuba. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que o governo brasileiro avalia enviar apoio ao país caribenho e também ao Haiti, com recursos para compra de insumos agrícolas e alimentos, dentro de iniciativas internacionais de combate à fome. A proposta ocorre em um momento em que o próprio Brasil ainda convive com dificuldades econômicas e desafios estruturais. Ainda assim, o governo federal tem defendido ampliar a participação do país em ações de cooperação internacional voltadas à segurança alimentar na América Latina e no Caribe.
MBL em Londrina: indignação de Instagram, voto de realidade

O MBL nasceu atacando o “sistema”: partidos, bastidores, acordos, fundo eleitoral. Vende ruptura. Mas nunca deixou de disputar eleição por partido, usar as regras do jogo e operar exatamente dentro da engrenagem que critica. O antissistema sempre foi mais estética do que prática. Em Londrina, Gabriel Bertolucci replica o modelo. Vídeos de confronto, ataques aos nomes mais fortes — na úlima eleição escolheu o então prefeito Marcelo Belinati — e uma estratégia clara de tensionar para ganhar visibilidade. Mirar no topo dá palco. É método. Nas urnas, não se elegeu. Mas acumulou embates judiciais ao longo do processo. E processo custa. Advogado custa. Estrutura de comunicação custa. Ele se apresenta como outsider, distante da máquina, até como alguém de origem simples. A pergunta é objetiva: quem sustenta essa engrenagem? Quem banca a conta? A serviço de qual projeto maior essa atuação se encaixa? É legítimo questionar.