Vereadores de Matinhos colocam em pauta criação de auxílio-alimentação para eles mesmos

Proposta prevê gasto de mais de R$ 2 milhões com o benefício até 2027 A Câmara Municipal de Matinhos deve ler nesta segunda-feira (7) um Projeto de Lei que cria, reajusta e reorganiza o pagamento do auxílio-alimentação para todos os vereadores, assessores e servidores efetivos. Mesmo com apenas seis meses de mandato, os vereadores podem aprovar a medida e garantir o pagamento mensal do benefício, inclusive com 13º,  até o fim da legislatura. A proposta foi apresentada pelo líder do governo, Sandro Moacir Braga, o Sandro do Gás (PSD), e prevê o valor fixado em quatro Unidades Fiscais Municipais (UFMs) por mês, o que equivale hoje a R$ 1.420,05. O Projeto de Lei nº 076/2025 altera trechos da Lei Municipal nº 1.524/2011 e estende o pagamento automático para vereadores e assessores, além dos servidores efetivos, que já recebem o benefício. Não há distinção de valor por cargo, tempo de serviço ou faixa salarial: todos os beneficiários passam a receber o mesmo valor. Câmara calcula gasto milionário com o benefício A própria Câmara já calculou o impacto financeiro da proposta. Em 2025, o gasto previsto é de R$ 465.825,60, que é 4,09% do orçamento total da Casa para o ano, estimado em R$ 11,4 milhões. Em 2026, o valor sobe para R$ 794.400,00 e, em 2027, para R$ 834.240,00. O total, somando os três anos, ultrapassa R$ 2 milhões em recursos públicos usados exclusivamente para o auxílio-alimentação da atual legislatura. Leia mais: Vereadora de Pontal é investigada por fraude em diárias; Câmara já gastou R$ 122 mil com viagens em 2025 A proposta determina que o benefício seja pago a partir do mês seguinte à posse no cargo, e que os novos valores sejam incluídos automaticamente na folha de pagamento. Se for aprovada, a nova lei entra em vigor assim que for sancionada pelo prefeito Eduardo Dalmora (PL). Benefício turbinado no início do mandato O projeto chega à Câmara no início do mandato dos vereadores, em um momento em que o próprio prefeito alega dificuldades financeiras na cidade. Mesmo assim, a proposta cria um novo benefício para os parlamentares e amplia as despesas do Legislativo com folha de pagamento. O texto não apresenta qualquer critério socioeconômico para o recebimento do auxílio, nem diferencia cargos com altos salários dos demais. O valor é igual para todos: quatro UFMs por mês, pago inclusive no 13º salário. População reage e convoca manifestação A repercussão do projeto nas redes sociais foi imediata. Moradores estão convocando um protesto para segunda-feira (7), no dia em que a Câmara fará a leitura da proposta. “Vamos para a Câmara olhar de perto em quem não devemos votar nunca mais!”, escreveu uma moradora em uma página local. Nos comentários, o clima é de revolta. “Sanguessugas do erário”, disse um internauta. “Acorda, população! Reaja a este absurdo!”, escreveu outro. Os moradores também estão incentivando a participação popular nas sessões. “Bora chamar os amigos”, publicou uma manifestante. “Precisamos nos fazer ouvir”, reforçou outro. A mobilização popular acontece em meio à insatisfação crescente com os gastos do Legislativo. A expectativa é de que o protesto pressione os vereadores durante a sessão e mantenha a discussão sob os olhos da comunidade. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Conselho de Ética arquiva processo contra Eder Borges sem investigar acusação de nepotismo

Vereadores rejeitaram recomendação da Corregedoria e encerraram a apuração sobre possível favorecimento familiar no gabinete do parlamentar do PL O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba decidiu, nesta segunda-feira (7), arquivar a representação aberta contra o vereador Eder Borges (PL). A decisão foi tomada por 4 votos a 3, contrariando a recomendação da Corregedoria da Casa, que havia apontado elementos suficientes para dar seguimento ao processo disciplinar. A denúncia foi protocolada pela vereadora Giorgia Prates (PT), com base em reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil. O texto indicava possível favorecimento envolvendo uma ex-companheira de Borges, que seria mãe da atual chefe de gabinete dele. Votaram pelo arquivamento os vereadores Rafaela Lupion (PSD), Toninho da Farmácia (PSD), Guilherme Kilter (Novo) e Bruno Secco (PMB). Foram favoráveis à continuidade da apuração os vereadores Lórens Nogueira (Progressistas), Laís Leão (PDT) e Angelo Vanhoni (PT), que seguiram o parecer da Corregedoria. Leia mais: Câmara de Curitiba aprova projeto que aumenta transparência sobre radares de trânsito A sessão contou com duas ausências. O vereador Hernani (Republicanos) e seu suplente Jasson Goulart  (Republicanos) não participaram. Também não houve substituição para o próprio Eder Borges, que está impedido de votar por ser o alvo da apuração. O primeiro suplente, Olímpio Araújo Júnior (PL), foi convocado mas não compareceu. Com o placar de 4 a 3, o Conselho de Ética considerou o caso encerrado. Em declaração logo após o resultado, Eder Borges afirmou: A justiça foi feita. Eram provas inexistentes, com argumentos muito frágeis, inspirados em fofocas. [Foi] armação=  da esquerda. Foi um [resultado] previsível, dentro da legalidade e da verdade”, disse. O Conselho de Ética é composto por nove membros titulares, com suplência garantida em casos de impedimento. O arquivamento não impede que novas representações sejam protocoladas, caso surjam fatos novos. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Vereadora de Pontal é investigada por fraude em diárias; Câmara já gastou R$ 122 mil com viagens em 2025

Polícia cumpriu mandados na Câmara e no gabinete da parlamentar. A vereadora Rosiane Rosa Borges, conhecida como Nega (MDB), é investigada pela Polícia Civil do Paraná por suposto uso indevido de diárias pagas pela Câmara Municipal de Pontal do Paraná. O caso envolve um curso de oratória e técnica legislativa que teria ocorrido entre os dias 5 e 7 de fevereiro em Curitiba, mas segundo a investigação, a parlamentar não participou do evento. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no gabinete da vereadora e em sua residência, como parte da operação conduzida pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), com apoio do Gaeco. As apurações apontam que, embora a parlamentar tenha recebido R$ 2.082 em diárias, não há indícios de sua presença no hotel onde o curso foi realizado, conforme registros de câmeras e documentos obtidos pelos investigadores. Em nota, a vereadora informou que recebeu os policiais com tranquilidade, colaborou com a operação e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos. Ela também destacou sua formação na área de segurança pública. A Câmara Municipal informou que colaborou integralmente com a operação da Polícia Civil e reafirmou seu compromisso com a transparência no uso dos recursos públicos. R$ 122 mil em diárias Levantamento atualizado mostra que, em 2025, a Câmara de Pontal do Paraná já gastou R$ 122.466,62 com diárias para vereadores e servidores. Desse total, R$ 42.313,14 foram pagos a parlamentares, enquanto servidores de gabinetes e departamentos administrativos receberam R$ 80.153,48 para viagens a cursos e eventos, principalmente em Curitiba e Florianópolis. Leia mais: Justiça Eleitoral cassa mandato do prefeito de Pontal do Paraná por compra de votos Oito dos onze vereadores utilizaram o benefício. Nega aparece com R$ 5.459,76 recebidos em duas viagens, uma delas já sob suspeita. O mesmo valor foi pago a Cirineu Marca (PSB). Cleonice do Nascimento (PP) e Nei da Pesca (Novo) lideram a lista, com R$ 6.673,04 cada. A presidente da Câmara, Elinete Guimarães (MDB), recebeu R$ 4.398,14. Entre os servidores, os maiores gastos vieram do gabinete da própria vereadora Nega. Sua assessora, Rubiele da Silva, participou de três cursos e acumulou R$ 8.189,64 em diárias — o maior valor individual registrado no ano. Outros servidores com valores altos são Samuel Ramos Lopes (R$ 5.459,76), Diego Uilian Barandas (R$ 5.459,76), Fabiano Ricardo Campos (R$ 5.459,76) e Marisete de Souza (R$ 2.729,88). Também viajaram servidores dos setores Jurídico, de Licitações e Administrativo. Três deles participaram de um curso de quatro dias em abril, recebendo R$ 3.791,50 cada. Os dados mostram que os gabinetes de Cirineu, Nega, Juvanete e Elinete foram os que mais enviaram servidores a cursos. Muitos dos eventos têm títulos genéricos, como “Responsabilidade dos Agentes Públicos” ou “Fiscalização de Contratos”, e não apresentam informações claras sobre conteúdo, metodologia ou frequência dos participantes. Expectativa de novos gastos A tendência é que os gastos com diárias aumentem até o fim do ano. O calendário de empresas e instituições que prestam serviços de capacitação a Câmaras Municipais segue ativo, e novos cursos estão previstos. Apesar do discurso de qualificação técnica, as despesas já comprometem uma fatia significativa do orçamento do Legislativo municipal. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Entenda ataque hacker que pode ter desviado R$ 1 bi do Banco Central

Caso expõe vulnerabilidades no sistema financeiro e mobiliza PF, Banco Central e fintechs Um dos maiores crimes digitais da história do Brasil mobilizou autoridades, bancos e o próprio Banco Central nos últimos dias. Hackers invadiram o sistema de uma empresa terceirizada responsável pela comunicação entre instituições financeiras e o BC, desviaram centenas de milhões de reais e acenderam um alerta vermelho sobre a segurança do sistema financeiro nacional. A seguir, explicamos ponto a ponto tudo o que se sabe até agora sobre o chamado “roubo do século”. Como o golpe aconteceu? O ataque ocorreu no início da noite da última segunda-feira (1º), quando criminosos acessaram ilegalmente o sistema da C&M Software, uma empresa privada que atua como ponte entre bancos e o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), do Banco Central. A invasão permitiu que eles manipulassem diretamente contas de reservas bancárias, que funcionam como “cofres” digitais usados pelas instituições para movimentações interbancárias e operações com o BC. Segundo apurações iniciais, o grupo usou credenciais válidas de acesso ao sistema da C&M para simular operações legítimas. A ação durou poucos minutos e, nesse tempo, os criminosos conseguiram desviar valores que podem ultrapassar R$ 1 bilhão, embora o total exato ainda esteja em apuração. O que é a C&M Software e por que ela foi o alvo? A C&M é uma empresa especializada na integração de sistemas bancários com o Banco Central. Ela não movimenta dinheiro por conta própria, mas presta serviços para que bancos e fintechs acessem plataformas como o SPB e o Sistema de Liquidação Bruta em Tempo Real (LBTR). Ou seja: ela é um elo essencial da engrenagem. Leia mais: AGU pede liminar sobre o IOF e desafia Congresso, com Moraes na relatoria Esse tipo de ataque, chamado de “ataque à cadeia de suprimentos”, mira prestadoras de serviço com menos proteção do que o sistema principal — neste caso, o BC. Uma vez dentro do sistema da C&M, os hackers conseguiram operar como se fossem os próprios bancos. Qual foi o prejuízo? Ainda não há consenso sobre o valor exato. A estimativa inicial é de que ao menos R$ 400 milhões foram desviados, mas algumas fontes indicam que o montante pode ter ultrapassado R$ 1 bilhão, dependendo do número de instituições afetadas e da quantidade de transações realizadas antes do bloqueio do sistema. Parte do dinheiro foi recuperada ou bloqueada a tempo, graças a uma ação coordenada entre a C&M, o Banco Central e as instituições atingidas. Mas os detalhes ainda estão sendo mantidos em sigilo. Como o dinheiro foi escoado? Depois de invadir o sistema e fazer as transferências, os hackers fragmentaram os valores em pequenas partes, espalharam as quantias entre contas de laranjas e converteram o dinheiro em criptomoedas, dificultando o rastreio. O padrão segue um roteiro clássico de lavagem de ativos no ambiente digital. As investigações apuram a conexão dos hackers com exchanges internacionais, e há indícios de uso de moedas com alto grau de anonimato, como a Monero (XMR). Quem está investigando? A Polícia Federal já abriu inquérito criminal para apurar o ataque e trabalha em conjunto com o Banco Central e com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Técnicos da C&M também prestam apoio às investigações, e bancos envolvidos estão revisando internamente suas comunicações com prestadores de serviço. O Banco Central reforçou que não houve qualquer falha ou violação nos seus próprios sistemas, mas admitiu que o episódio levanta “questões relevantes sobre a segurança da cadeia de conectividade bancária”. O que muda daqui pra frente? A expectativa é de que o caso leve a uma revisão completa das exigências de segurança digital para prestadoras de serviço financeiro. O BC já sinalizou que deve endurecer as regras de certificação de empresas terceirizadas e pode exigir protocolos mais rígidos de autenticação e criptografia nas conexões entre bancos e o SPB. Além disso, o episódio deve acelerar discussões sobre a necessidade de seguros cibernéticos obrigatórios para fintechs e instituições menores. O Pix está em risco? Apesar do susto, não houve impacto direto no sistema do Pix. O ataque não foi feito por dentro do Pix, mas sim por fora — através da infraestrutura da C&M, que dava acesso às contas de reservas dos bancos. Mesmo assim, especialistas alertam que o episódio pode afetar a confiança no sistema de pagamentos como um todo, especialmente se os valores não forem recuperados. Já houve casos parecidos? Não nesta escala. O episódio é comparado ao assalto físico ao Banco Central de Fortaleza em 2005 — mas agora no ambiente digital. Casos pontuais de invasão a fintechs já ocorreram no passado, mas nenhuma com a sofisticação e o impacto sistêmico observado neste caso. O que falta esclarecer? Ainda há várias perguntas em aberto, como: Qual foi o real valor desviado? Quantos bancos e fintechs foram afetados? Quem são os responsáveis? Estariam ligados ao crime organizado? Quanto do valor já foi recuperado ou rastreado? Que medidas o Banco Central adotará para evitar novos ataques? E o que fica de lição? O roubo expôs um dos pontos mais frágeis do sistema financeiro: os intermediários tecnológicos. Mesmo que os grandes bancos e o Banco Central invistam pesado em segurança, basta uma brecha em uma prestadora menor para comprometer bilhões de reais. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

De olho na disputa para governador, Requião Filho se filia ao PDT ao lado do pai

Deputado estadual oficializa entrada no partido ao lado do ex-governador Roberto Requião e lança movimento para fortalecer base eleitoral O deputado estadual Requião Filho (sem partido) anunciou nesta quinta-feira (3) sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), em ato que contará com a presença do pai, o ex-governador e ex-senador Roberto Requião (sem partido). A cerimônia oficial será realizada em Brasília, no dia 16 de julho, na sede nacional da legenda, e terá a participação do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. A mudança de partido vem após autorização do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que permitiu a Requião Filho deixar o Partido dos Trabalhadores (PT) sem perder o mandato. A saída do PT já indicava a preparação do deputado para uma candidatura ao governo do Paraná nas eleições de 2026, movimento confirmado com a filiação ao PDT. Em entrevista exclusiva ao Politiza, Requião Filho destacou que o objetivo é construir um “novo projeto para o Paraná”, alinhado aos princípios trabalhistas e focado no interesse público. A ideia é oferecer uma proposta ao paranaense que não esteja ligada ao presidente Lula (PT) e que também não endosse o discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar também anunciou a criação da ação “Paraná em Movimento”, que pretende reunir lideranças regionais para debater e elaborar políticas públicas para o estado. Leia mais: Greca reaparece com protagonismo em obra de R$ 8 milhões para novo parque em Curitiba “Queremos construir um programa que atenda a todos os paranaenses, dos pesquenos aos grandes, que seja real e não apenas uma propaganda na televisão ou nas redes sociais”, afirmou o deputado. Com a filiação, Requião Filho ganha uma base mais estruturada para a disputa ao governo estadual e retoma o protagonismo político da família Requião, que já governou o Paraná por três mandatos e mantém influência relevante no cenário local. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Greca reaparece com protagonismo em obra de R$ 8 milhões para novo parque em Curitiba

Secretário estadual lidera anúncio de investimento para parque linear no Fazendinha e volta a se posicionar como articulador da política ambiental da capital O ex-prefeito de Curitiba e atual secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca (PSD), voltou a aparecer com protagonismo no cenário político da capital ao anunciar um investimento de R$ 8 milhões para a criação de um novo parque linear às margens do Rio Barigui, no bairro Fazendinha. A obra será viabilizada por meio de um repasse da Assembleia Legislativa à Prefeitura, com apoio do presidente da Casa, Alexandre Curi (PSD), e do prefeito Eduardo Pimentel (PSD). O anúncio foi feito durante a segunda edição do programa “Assembleia nos Bairros”, promovido na Rua da Cidadania do Fazendinha. Coube a Greca explicar o conceito por trás da intervenção: transformar o Barigui em um “rio parque” contínuo, interligando áreas verdes e melhorando a drenagem urbana da cidade. “Com isso, o Barigui será o único rio de Curitiba totalmente cercado de parques. Lá em cima, começa no Tanguá, avança para o Tingui, chega no Barigui, entra no Viva Curitiba, prossegue para esse parque novo que estamos anunciando, passa para o Guairacá e em seguida para o Cambuí. E por último, chega lá na boca do (rio) Iguaçu, no Bairro Novo da Caximba, que é outra obra maravilhosa de requalificação urbana que sendo realizada”, celebrou o secretário, que aproveitou o evento para reforçar sua visão de cidade sustentável, marca registrada de suas gestões na Prefeitura. O novo parque terá cerca de um quilômetro de extensão, com obras de drenagem, paisagismo e infraestrutura entre as ruas Algacyr Munhoz Mader e Miguel Ozório de Almeida. A região é conhecida por sofrer com alagamentos recorrentes, e a intervenção deve ajudar na contenção de cheias, além de oferecer nova área de lazer à comunidade. O recurso, que não estava previsto no orçamento municipal, será aplicado diretamente na revitalização do trecho. Leia mais: Alexandre Curi propõe banco estadual com dados de estupradores condenados Além de destacar o papel da Assembleia no repasse dos recursos, o evento também serviu para evidenciar a presença de Greca como peça-chave na articulação política entre Legislativo e Executivo. Apesar de atuar hoje como secretário do governo estadual, o ex-prefeito tem se mantido ativo em agendas na capital e voltou a ocupar espaço em projetos estratégicos para Curitiba. Com a proximidade das eleições de 2026 e a indefinição sobre o futuro político de lideranças do PSD, a movimentação de Greca reacende especulações sobre sua possível influência em chapas majoritárias, seja como articulador de bastidores ou até como nome cotado para disputar o Governo do Paraná. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Alexandre Curi propõe banco estadual com dados de estupradores condenados

Projeto apresentado por presidente da Assembleia busca criar cadastro com digitais, fotos e DNA para reforçar investigações e monitorar reincidência de crimes sexuais O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi (PSD), apresentou na última terça-feira (1º) um projeto de lei que pretende criar o Cadastro Estadual de Condenados por Crime de Estupro. A proposta busca reunir informações detalhadas de pessoas já condenadas por esse tipo de crime, como dados biométricos, fotos e material genético (DNA). O objetivo, segundo o autor, é ampliar a capacidade de investigação das polícias e fortalecer o monitoramento de reincidência desses crimes. O projeto de lei 494/2025 surge em meio a um cenário de preocupação com os altos índices de violência sexual no país e propõe a formação de um banco estadual de informações exclusivo para esse tipo de crime. Os dados seriam mantidos sob responsabilidade do governo estadual e ficariam disponíveis para consulta de autoridades policiais e do Ministério Público, conforme regras definidas por regulamento posterior. Leia mais: Moro consegue aprovar audiência para discutir privatização da Celepar no Senado O texto estabelece que o cadastro incluirá apenas pessoas com sentença condenatória transitada em julgado, ou seja, sem possibilidade de recurso. Além dos dados biométricos, a ideia é reunir fotos atualizadas e perfis genéticos extraídos por meio de coleta de DNA. O projeto também autoriza o uso dessas informações para fins de investigação criminal e instrução de inquéritos e processos judiciais. A proposta ainda não tem relator definido e deve passar primeiro pela análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), antes de seguir para outras comissões temáticas e eventual votação em plenário. Alexandre Curi, que ocupa a presidência da Alep desde fevereiro deste ano, tem usado a posição para apresentar projetos com foco em segurança pública e reforço institucional. Essa proposta, em especial, coloca o Parlamento estadual em sintonia com demandas frequentes de endurecimento penal, tema que costuma ganhar força em momentos de comoção social e aumento da sensação de insegurança. A criação de bancos de dados com DNA de condenados já é prevista em nível nacional desde 2012, por meio da Lei 12.654, que trata da identificação genética de criminosos. O que o projeto de Curi propõe é uma estrutura estadual própria e voltada especificamente para crimes sexuais, o que, segundo a justificativa, daria mais agilidade ao cruzamento de informações e permitiria uma resposta mais rápida a novos casos. “O projeto de lei tem como propósito proteger vidas, assegurar direitos e garantir que o Paraná esteja na vanguarda do combate à violência sexual”, afirma o presidente da casa legislativa. Apesar do tom mais técnico, a proposta também tem peso político: mostra o presidente da ALEP se movimentando em pautas sensíveis, com forte apelo público, num momento em que o debate sobre segurança volta a ganhar protagonismo no Paraná. Com isso, Curi reforça sua presença como nome central na articulação política da base do governador Ratinho Junior (PSD) e pavimenta espaço para possíveis projetos futuros, inclusive eleitorais. O projeto ainda pode receber emendas nas comissões e precisa ser aprovado em plenário para virar lei. Caso avance, o governo estadual terá que regulamentar o funcionamento do cadastro por decreto, definindo os critérios de coleta, armazenamento e acesso aos dados. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Moro consegue aprovar audiência para discutir privatização da Celepar no Senado

Senador quer ouvir representantes da empresa, da ANPD e de trabalhadores A privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) vai ser tema de uma audiência pública no Senado Federal. A Comissão de Fiscalização e Transparência aprovou, nesta quarta-feira (2), um requerimento apresentado pelo senador Sergio Moro (União Brasil) para discutir os riscos da transferência da empresa à iniciativa privada, com foco na proteção de dados sensíveis da população e do Estado. Apesar de defensor de privatizações em geral, Moro disse estar preocupado com o destino das informações armazenadas pela Celepar, que desempenha papel estratégico na gestão de dados do governo estadual. “A Celepar opera bancos de dados de alta complexidade e sensibilidade a áreas como segurança pública, justiça, saúde, educação, arrecadação e controle fiscal. Ou seja, informações fundamentais para o funcionamento do Estado”, disse o senador. A audiência deve contar com a participação do diretor-presidente da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior; do diretor-presidente da Celepar, André Gustavo Souza Garbosa; e de Jonsue Trapp Martins, representante da Comissão de Empregados da empresa e ex-coordenador técnico das áreas de suporte. Leia mais: Guto Silva marca presença no “Programa do Ratinho” e reforça rumores sobre sua candidatura ao governo em 2026 Um dos principais pontos de questionamento envolve a Lei nº 22.188/2024, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governo do Paraná, que autorizou a privatização da companhia. Segundo Moro, a norma não deixa claro como será feito o tratamento e a proteção das informações atualmente sob responsabilidade da Celepar. O receio, diz ele, é que a entrega da gestão desses dados a um agente privado aumente o risco de uso indevido ou vazamentos. “A lei não tratou de sistemas, ela deixa em branco como é que vai ser feito isso. Remete isso a uma regulação executiva. Creio que um tema com tamanha seriedade, tenha que estar muito claro na legislação como isso vai ser feito, como serão geridos esses dados. Quem receber esses dados de privatização vai poder utilizar para fins comerciais, para produção de inteligência, para fiz privados, então precisamos ter maior clareza”, afirmou Moro em sessão da Comissão de Fiscalização e Transparência. Ainda não há data marcada para a realização da audiência. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Em evento com ruralistas, Lula chama Bolsonaro de “frouxo”

Presidente fez a declaração durante o lançamento do Plano Safra e disse que nunca pedirá Pix nem anistia antes de ser condenado Durante discurso no lançamento do Plano Safra 2025/2026 na última terça-feira (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mirou, sem citar nomes, o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Diante de uma plateia formada por produtores rurais e ministros, Lula afirmou que não aceita doações via Pix e não pedirá anistia antes de ser condenado, encerrando a fala com um recado duro: “quem é frouxo não deveria fazer bobagem”. A declaração vem em meio às campanhas organizadas por aliados de Bolsonaro para arrecadar recursos com doações para quitar multas judiciais, além das pressões de parte da base bolsonarista por anistia aos envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023. Leia mais: Lula em guerra com o Congresso: maioria dos deputados rejeita governo “Quero que provem que já teve um presidente mais decente com vocês [produtores rurais] do que este governo. Nunca vou pedir para vocês fazerem PIX para mim. Guardem o dinheiro para pagar os funcionários. Não quero PIX e jamais vou pedir anistia antes de ser condenado. Quem é frouxo não deveria fazer bobagem”, disse Lula, em tom direto. A fala foi interpretada como um recado claro ao ex-presidente, que vem se defendendo de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). Sem mencioná-lo nominalmente, Lula buscou se posicionar como o oposto político e moral de Bolsonaro, criticando o comportamento de quem, segundo ele, não assume a responsabilidade pelos próprios atos. Na sequência do discurso, Lula ainda defendeu a postura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elogiando sua seriedade e reforçando que seu governo trabalha com responsabilidade fiscal. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Guto Silva marca presença no “Programa do Ratinho” e reforça rumores sobre sua candidatura ao governo em 2026

Secretário das Cidades intensifica presença midiática e tenta se consolidar como o nome do grupo de Ratinho Jr. para disputar o governo do Paraná O secretário das Cidades do Paraná, Guto Silva (PSD), foi ao ar na noite da última terça-feira (1º) no Programa do Ratinho, no SBT. A presença no programa, comandado por Carlos Massa, pai do governador Ratinho Junior, não passou despercebida nos bastidores políticos. O gesto é visto como mais um passo da sua articulação para disputar o governo do Estado em 2026, com o aval da base governista. A movimentação reforça o papel de Guto como nome preferido da chamada “República de Jandaia”, núcleo de poder comandado por Ratinho pai, que une comunicação, política e influência direta sobre cargos estratégicos no governo estadual. A aproximação midiática de Guto com a família Massa, neste momento, é lida como um movimento calculado para aumentar sua exposição e consolidar seu nome junto ao eleitorado. Além da passagem pelo SBT, Guto também esteve em São Paulo nesta semana, onde se reuniu com executivos do Google. Em publicação nas redes sociais, escreveu que “coisas boas estão por vir”, sem detalhar. O giro por grandes centros e o esforço para colar sua imagem a inovação e tecnologia também fazem parte da tentativa de emplacar um perfil de gestor moderno. Leia mais: Câmara de Curitiba bate recordes de produtividade e se destaca no Brasil Dentro do grupo de Ratinho Junior, no entanto, Guto não é o único de olho na sucessão. O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD) e o secretário do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca (PSD), também disputam espaço. Curi tem o peso institucional do cargo e apoio de setores do empresariado. Já Greca comandou a capital e tem grande apelo político. A avaliação entre aliados do governo é que Ratinho Junior deve empurrar a escolha do seu sucessor o máximo possível, para evitar desgastes prematuros. Mas, enquanto a decisão não vem, Guto se mexe. E agora com visibilidade nacional. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!