Justiça suspende Comissão Processante contra Cris Lauer em Maringá após questionamento sobre origem da denúncia

Processo na Câmara de Maringá tem sofrido uma série de ações na Justiça O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu os trabalhos da Comissão Processante (CP) aberta pela Câmara Municipal de Maringá contra a vereadora Cris Lauer (Novo). A decisão liminar foi tomada pela desembargadora Luciani de Lourdes Tesseroli Maronezi, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado, e representa uma vitória temporária para a parlamentar, que corre o risco de perder o mandato por improbidade administrativa. A suspensão atendeu a um pedido da defesa de Lauer, que questionou a legitimidade da denúncia feita por um cidadão comum. A denúncia foi protocolada pelo advogado Kim Rafael Antunes, apontando que Lauer utilizou um servidor público, seu então chefe de gabinete, para defendê-la em ações particulares, o que teria caracterizado desvio de função. O caso já havia resultado em uma condenação da vereadora em primeira instância, com determinação de ressarcimento aos cofres públicos no valor de R$ 19,6 mil, além do pagamento de multa e custas processuais. Apesar disso, os advogados da parlamentar argumentaram que, segundo o Regimento Interno da Câmara de Maringá, apenas vereadores ou partidos políticos têm legitimidade para apresentar pedido de cassação. A desembargadora concordou com essa leitura preliminar e determinou a paralisação imediata da comissão até que o mérito do recurso seja julgado. “É prudente suspender o andamento da Comissão Processante, evitando-se prejuízo irreparável à parlamentar”, afirma a decisão. Leia mais: Ex-prefeito de Guaratuba é processado por manter supersalários e causar prejuízo de R$ 6,6 milhões ao município A comissão havia sido instaurada na última terça-feira (27), com o apoio de 17 dos 21 vereadores, e tinha como objetivo julgar se a conduta da vereadora configurava quebra de decoro parlamentar. Antes disso, a Câmara havia arquivado o pedido de abertura com base justamente na suposta ilegitimidade da denúncia. O autor, porém, recorreu à Justiça e conseguiu uma liminar obrigando a instalação da comissão, que agora volta a ser interrompida por decisão judicial, desta vez a favor da parlamentar. A Câmara ainda não foi formalmente notificada da decisão do TJ-PR, mas deve suspender os trabalhos da comissão nos próximos dias. A presidência do Legislativo informou que aguarda a comunicação oficial antes de tomar qualquer medida. Já a defesa de Cris Lauer reforça que o processo possui vícios insanáveis de origem e que confia no arquivamento definitivo da denúncia. Cris Lauer ganha tempo Com a suspensão da CP, a vereadora ganha tempo para reverter o cenário político e jurídico desfavorável que se desenhou nas últimas semanas. Ainda assim, a situação segue indefinida. A decisão do TJ é liminar e pode ser revertida a qualquer momento, caso o Pleno do Tribunal entenda que a denúncia é válida mesmo tendo sido apresentada por um cidadão. Cris Lauer segue no cargo enquanto o processo judicial tramita. E, pelo menos por enquanto, com a Comissão Processante paralisada, o mandato segue preservado. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Com Lula no Paraná, veja deputados que participaram da formalização de assentamento

Políticos ligados ao PT aproveitaram a oportunidade para aparecer ao lado do presidente O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta quinta-feira (29) a criação do assentamento Maila Sabrina, entre Ortigueira e Faxinal, no norte do Paraná. A área, de mais de 10 mil hectares, era ocupada desde 2003 por cerca de 450 famílias ligadas ao MST e agora está, finalmente, regularizada. Durante duas décadas, o local esteve no centro de uma disputa judicial. O impasse foi resolvido após um acordo intermediado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e homologado pela Justiça Federal, que garantiu indenização aos antigos donos e o fim das ações de reintegração de posse. Com isso, as famílias deixam de viver sob o risco de despejo. Leia mais: Ratinho Jr. lidera disputa presidencial no Paraná e empata com Bolsonaro, diz pesquisa Além do presidente Lula e de autoridades do Governo Federal, alguns políticos paranaenses estiveram no evento que oficializou o assentamento. Veja a lista completa: Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT); Diretor-presidente da Itaipu, Enio Verri (PT); Deputada federal Lenir de Assis (PT); Deputado federal Aliel Machado (PV); Deputado federal Zeca Dirceu (PT); Deputada estadual Ana Julia (PT); Deputado estadual Arilson Chiorato (PT); e Deputado estadual Professor Lemos (PT). Segundo o governo federal, a área do assentamento estava em processo de degradação ambiental antes da ocupação. Hoje, o cenário é outro: produção diversificada de frutas, grãos, hortaliças e criação de animais, além de atividades culturais e comunitárias. Só de grãos, a média anual chega a 110 mil sacas. A criação do assentamento faz parte do programa “Terra da Gente”, que pretende acelerar a reforma agrária no país. Além da regularização fundiária, o governo também firmou um protocolo com a Itaipu Binacional para compra de alimentos da agricultura familiar e anunciou crédito de R$ 1,3 milhão para mulheres do Assentamento Eli Vive, em Londrina. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Curitiba recebe lançamento de novo programa do Ministério da Saúde para reduzir fila por especialistas no SUS

Evento ocorre simultaneamente em Brasília e na capital paranaense O Ministério da Saúde lança nesta sexta-feira (30) um novo programa nacional voltado à ampliação do acesso da população a médicos especialistas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa será apresentada oficialmente em uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O lançamento será simultâneo em diversas cidades do país, incluindo Curitiba, onde o evento será realizado às 11h no Hospital Erasto Gaertner. O objetivo do novo programa é reduzir o tempo de espera por consultas, exames e tratamentos com especialistas, uma das principais reclamações de quem depende do SUS. De acordo com o Ministério da Saúde, a proposta é reorganizar a forma como o atendimento especializado é ofertado, promovendo mais integração entre os serviços e melhorando a capacidade de resposta do sistema às demandas da população. Na capital paranaense, o lançamento contará com a presença de nomes importantes do governo federal, como a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão. O local escolhido, o Hospital Erasto Gaertner, é referência nacional no tratamento de câncer e será um dos primeiros beneficiados pela iniciativa. Leia mais: Com Lula no Paraná, veja deputados que participaram da formalização de assentamento Como marco simbólico da largada do programa, Curitiba receberá um acelerador linear, equipamento de alta tecnologia usado no tratamento de radioterapia. O aparelho será incorporado à estrutura do hospital e deve reforçar a capacidade de atendimento oncológico na rede pública da cidade, contribuindo diretamente para reduzir filas e oferecer mais qualidade no cuidado aos pacientes com câncer. A entrega do equipamento em Curitiba é a primeira de uma série de ações previstas pelo Ministério da Saúde, que promete investir em equipamentos, infraestrutura, pessoal e organização da rede para melhorar a cobertura e a eficiência da atenção especializada em todo o Brasil. A meta é reduzir os gargalos e fazer com que os pacientes não fiquem meses ou até anos esperando por uma consulta com cardiologista, neurologista, oncologista, entre outras especialidades. A cerimônia no Palácio do Planalto deve reunir também representantes de estados e municípios, além de parlamentares e técnicos da área da saúde. Já os eventos simultâneos pelo país marcam o início da implementação regional do programa, com foco nos gargalos identificados em cada território. O lançamento em Curitiba será aberto à imprensa, e o Ministério da Saúde destaca a importância da participação de gestores locais e profissionais da área para garantir que as mudanças cheguem de fato à ponta e melhorem a vida de quem mais precisa. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Elon Musk deixa governo Trump após criticar pacote bilionário de gastos

Republicanos tevem que saída do bilionário desgate imagem de austeridade do governo O bilionário Elon Musk anunciou sua saída do governo Donald Trump nesta terça-feira (28), um dia depois de criticar duramente uma proposta legislativa do presidente republicano. O rompimento veio após Musk classificar o projeto como um “gasto massivo” que contradiz o discurso de contenção de despesas públicas. Musk vinha atuando informalmente como uma espécie de conselheiro de Trump para questões de eficiência governamental. Ele liderava uma iniciativa chamada “Department of Government Efficiency” (o simbólico acrônimo DOGE, em referência à criptomoeda meme) que, segundo ele, tinha como missão reduzir os desperdícios do governo federal dos Estados Unidos. A gota d’água, no entanto, foi a proposta batizada de “One Big Beautiful Bill Act”, uma espécie de megapacote legislativo que propõe restaurar os cortes de impostos aprovados no primeiro governo Trump, ao mesmo tempo em que amplia os investimentos em defesa, segurança de fronteira e outras áreas de interesse da base republicana. Para Musk, a medida não apenas vai contra a ideia de enxugar o Estado, mas também enfraquece a narrativa de responsabilidade fiscal que vinha sendo construída com sua participação no governo. “É um projeto de gastos massivos. Isso não ajuda a reduzir o déficit, apenas o agrava. Isso torna o trabalho do DOGE impossível”, escreveu ele na rede X (antigo Twitter), que é de sua propriedade. O bilionário também fez questão de agradecer a Trump pela confiança e disse acreditar que os princípios da eficiência e do corte de desperdícios “continuarão a crescer com o tempo”. A declaração, apesar de diplomática, encerra de forma tensa uma relação que já vinha oscilando entre colaboração e divergência pública desde o primeiro mandato do republicano. Musk havia aceitado o convite para atuar no grupo de transição de Trump no fim de 2024, pouco depois das eleições presidenciais. O cargo não era oficial nem remunerado, mas sua influência no governo era evidente, tanto pela proximidade com a equipe econômica quanto pela projeção de suas ideias nas redes e na imprensa. Leia mais: EUA vão restringir vistos de estrangeiros que censuram americanos Durante os meses em que esteve à frente da agenda de cortes, Musk propôs uma série de medidas para reduzir o tamanho do governo federal. Algumas foram colocadas em prática, como fusões de departamentos e enxugamento de cargos comissionados. Outras geraram forte resistência dentro da própria máquina pública, especialmente entre servidores e parlamentares democratas. Segundo o próprio Musk, o programa que ele comandava conseguiu reduzir cerca de US$ 150 bilhões em gastos, uma cifra expressiva, mas ainda longe da meta original de US$ 2 trilhões anunciada com pompa no fim do ano passado. Ao longo do processo, vários órgãos federais relataram queda na capacidade de atendimento e abriram litígios para barrar cortes mais agressivos. Tesla será prioridade de Musk A decisão de deixar o governo Trump também acontece em um momento delicado para os negócios de Musk. A Tesla, sua principal empresa, viu os lucros despencarem 71% no primeiro trimestre de 2025, e acionistas vêm pressionando o executivo a voltar seu foco integralmente para o setor privado. Além da montadora, ele ainda comanda a SpaceX, a rede social X, a Neuralink e outras iniciativas ambiciosas que demandam atenção constante. A relação entre Musk e Trump já havia enfrentado altos e baixos no passado. Durante o governo anterior, Musk chegou a deixar conselhos de inovação após a retirada dos EUA do Acordo de Paris, mas depois se reaproximou do campo conservador e passou a criticar políticas democratas. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
TRE-PR declara família Boca Aberta inelegível por oito anos após denúncia de candidatura fictícia

Pai, mãe e filho estão fora da disputa político-eleitoral até 2030, de acordo com a decisão O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, nesta quarta-feira (28), tornar inelegíveis por oito anos três integrantes da família Boca Aberta: o ex-deputado federal Emerson Petriv, a ex-deputada federal Mara Cristina Ribeiro e o ex-deputado estadual Matheus Vinícius Ribeiro Petriv, conhecido como Boca Aberta Júnior. A decisão é um duro golpe político para o clã, que vinha tentando se manter em evidência após mandatos legislativos consecutivos. O caso foi analisado em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida por João Bettega (União Brasil), vereador de Curitiba e candidato derrotado a deputado estadual em 2022. Na ação, Bettega acusou a família de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e gastos ilícitos durante a última eleição. Leia mais: Assembleia do Paraná cria Código de Ética com regras mais duras e punições mais rígidas a deputados De acordo com o processo, a família teria utilizado recursos públicos, oriundos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), para promover uma candidatura “fictícia” de Boca Aberta ao Senado. Embora o ex-deputado federal não tenha formalizado a candidatura, sua imagem foi usada em larga escala na campanha de sua esposa, Mara Cristina, que disputava uma cadeira na Câmara. A estratégia, segundo a Justiça Eleitoral, configurou uma tentativa de burlar as regras do jogo eleitoral. No voto que definiu o julgamento, o relator Luiz Osório Moraes Panza destacou que houve desvio claro de finalidade no uso de verba pública. Segundo ele, dos R$ 1,2 milhão recebidos por Mara Ribeiro, pelo menos R$ 322 mil foram gastos com materiais impressos e malas diretas que divulgavam exclusivamente a imagem de Boca Aberta como candidato ao Senado, mesmo sem ele estar oficialmente na disputa. A decisão do TRE-PR ainda é passível de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas, por enquanto, a família Boca Aberta está fora do jogo eleitoral até pelo menos 2030. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Lula visita o Paraná para entregar assentamento a 440 famílias

Presidente participa de cerimônia no Maila Sabrina, área ocupada pelo MST há mais de 20 anos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre agenda no Paraná na próxima quinta-feira (29) para entregar oficialmente títulos de posse de terra a 446 famílias da comunidade Maila Sabrina, localizada entre os municípios de Ortigueira e Faxinal, na região dos Campos Gerais. A cerimônia, agendada para as 10h, marca a regularização fundiária de uma das maiores ocupações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Estado. A área, com cerca de 10.500 hectares, está ocupada há mais de duas décadas. A visita do presidente faz parte do programa “Terra da Gente”, lançado em abril, e simboliza um gesto político forte de apoio à pauta da reforma agrária. Além da titulação das terras, o governo federal deve anunciar um pacote de R$ 1,3 milhão em créditos de instalação para o assentamento, além da liberação de financiamentos via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, acompanha o presidente na agenda. Leia mais: Lula cancela agendas públicas após passar mal; ministros devem despachar no Alvorada A comunidade prepara uma recepção com clima de celebração: está previsto um churrasco coletivo e apresentação da Orquestra Popular Camponesa, formada por assentados do próprio Maila Sabrina. A mobilização deve reunir lideranças do MST, movimentos sociais, prefeitos da região e parlamentares aliados do governo. Visita de Lula precisou ser adiada A visita ao Paraná estava originalmente marcada para 30 de abril, mas precisou ser adiada após Lula confirmar presença no Vaticano, para o funeral do papa Francisco. A viagem de agora também inclui uma parada em Santa Catarina, onde o presidente participa da cerimônia de retomada das operações no Porto de Itajaí. Com a entrega no Maila Sabrina, o governo Lula sinaliza a retomada do investimento político em políticas de reforma agrária, tema que ficou estagnado durante os últimos anos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Paraná é hoje um dos estados com maior número de áreas aptas à regularização. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Santin Roveda deixa Secretaria de Justiça e assume comando do Detran

Mudança ocorreu em mais uma tentativa de acomodar aliados no primeiro escalão do governador O ex-prefeito de União da Vitória e atual secretário de Justiça e Cidadania do Paraná, Santin Roveda, vai assumir o comando do Departamento de Trânsito do Estado (Detran/PR). A mudança foi anunciada nesta segunda-feira (27) pelo Governo do Estado, que promoveu uma nova reestruturação no primeiro escalão da gestão. Com a troca, Roveda deixa a Secretaria da Justiça após pouco mais de um ano à frente da pasta, onde criou e implementou o programa Cuida Paraná, voltado à capacitação e reinserção no mercado de trabalho de migrantes e pessoas em situação de rua. Ele também atuou em ações conjuntas com o Ministério da Justiça e liderou programas de direitos civis, incluindo o Bebê ID e a ampliação do registro de pessoas privadas de liberdade. Agora no Detran, Santin terá como principal desafio a modernização do atendimento ao cidadão. A meta do governo é ampliar a digitalização dos serviços, fortalecer a educação no trânsito e dar agilidade aos leilões de veículos. Ele também vai comandar a execução do Plano Estadual de Segurança no Trânsito (Petrans/PR), que prevê novas sinalizações e campanhas educativas nas estradas do estado. Leia mais: Valdemar Jorge assume a Secretaria da Justiça e Cidadania do Paraná Santin Roveda tem 43 anos, é advogado, e ficou conhecido no interior do estado por sua gestão como prefeito de União da Vitória entre 2017 e 2020, quando implantou projetos de revitalização urbana e entregou a maior obra de infraestrutura da cidade: a ponte José Richa, ligando os estados do Paraná e Santa Catarina. Com a saída de Roveda da Justiça, quem assume a Secretaria é Valdemar Bernardo Jorge, ex-secretário de Planejamento e de Desenvolvimento Sustentável. Advogado e mestre em Direito Econômico e Social, Valdemar retorna ao governo com a missão de dar continuidade aos projetos sociais e de cidadania da pasta. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Assembleia do Paraná cria Código de Ética com regras mais duras e punições mais rígidas a deputados

Conselho de Ética ganhará novos integrantes e punições serão mais duras para eventuais trangressões ao regimento A Assembleia Legislativa do Paraná anunciou nesta terça-feira (27) a criação de um Código de Ética próprio, com novas regras e punições mais severas para condutas inadequadas de parlamentares. O texto, que será votado como Projeto de Resolução, foi apresentado pelo presidente da Casa, deputado Alexandre Curi (PSD), em entrevista coletiva antes da sessão plenária. A principal novidade é que o novo Código rompe com o modelo antigo, que vinculava normas éticas ao Regimento Interno, e passa a tratar de forma independente os deveres e limites de conduta dos deputados estaduais. A proposta traz regras mais claras, atualiza punições e fortalece o Conselho de Ética, que também passa por mudanças estruturais. “Um momento importante e histórico da Assembleia Legislativa do Paraná, que pela primeira vez terá um Código Ética, permitindo que o Conselho de Ética possa punir ou não com toda a segurança jurídica, que não existia há anos”, afirmou Curi, Segundo ele, a decisão foi motivada pelo aumento de discursos radicais e desrespeitosos durante os debates parlamentares. “Pauta ideológica pode ser debatida, mas não dá para aceitar discurso de ódio, rancor, desrespeito. Agora, esses casos vão direto para o Conselho de Ética. Mas não adiantava endurecer no plenário sem ter regra clara no Conselho. E isso a gente construiu, ouvindo todos os líderes”, completou. Regras mais duras e foco no respeito Entre os novos deveres impostos aos deputados está a exigência de conduta respeitosa não só nas palavras, mas também nos gestos. O texto determina que os parlamentares devem manter a ordem e o respeito no ambiente da Assembleia, evitando qualquer atitude que possa ofender a imagem da Casa, dos colegas, das autoridades ou do público presente. As punições também ficaram mais pesadas para infrações graves. A perda do mandato poderá ser aplicada em casos como: omissão ou falsificação de dados patrimoniais relevantes, agressões físicas dentro da Assembleia, assédio sexual e atos que comprometam a dignidade do cargo. Outras infrações e novas sanções O Código também tipifica outras condutas passíveis de advertência ou suspensão, dependendo da gravidade e da reincidência. Estão na lista: exibir material não autorizado nas dependências da Assembleia, usar palavras ou gestos ofensivos contra autoridades, fazer ataques públicos a colegas ou à instituição em redes sociais e relatar projetos ligados diretamente a financiadores de campanha, que é visto como uma tentativa de frear conflitos de interesse. Conselho de Ética ampliado e mais técnico Outra mudança importante é no próprio Conselho de Ética, que passa de cinco para sete integrantes titulares. Deputados que estejam respondendo a processos disciplinares não poderão fazer parte do colegiado, medida que busca preservar a imparcialidade das decisões. Leia mais: Ratinho Junior e Roberto Requião largam na frente pela vaga ao Senado no Paraná, mostra pesquisa O novo texto também muda o vocabulário jurídico: o termo “censura” foi substituído por “advertência”, e o Conselho ganha autonomia para aplicar punições diferentes daquelas sugeridas inicialmente, de acordo com a análise do caso. Além disso, o prazo máximo de suspensão sobe de 60 para 180 dias, e passa a existir a possibilidade de proibir temporariamente o parlamentar de ocupar funções estratégicas, como cargos na Corregedoria, na Procuradoria da Mulher, em CPIs ou no próprio Conselho de Ética. Processo disciplinar mais transparente O Código também institui um rito disciplinar unificado, com regras claras para a coleta de provas e para o julgamento dos casos. Entre os avanços está o impedimento automático de conselheiros que forem autores da denúncia, evitando conflitos no processo. A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação em plenário. Segundo Curi, ainda há espaço para emendas, que serão discutidas pelos parlamentares. “O plenário é soberano para decidir”, reforçou. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Lula cancela agendas públicas após passar mal; ministros devem despachar no Alvorada

O presidente teve uma crise de labirintite, segundo boletim médico O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou as agendas públicas desta terça-feira (27) e segue em repouso no Palácio da Alvorada, após ser diagnosticado com um quadro de labirintite. Apesar do desconforto, o presidente acordou bem e deve manter conversas e despachos internos com ministros ao longo do dia, direto da residência oficial. A decisão de suspender os compromissos presenciais foi tomada após Lula passar por uma bateria de exames no Hospital Sírio-Libanês de Brasília, na tarde da última segunda-feira (26). De acordo com a equipe médica da Presidência da República, liderada pela infectologista Ana Helena Germoglio, os resultados dos exames de sangue e imagem foram considerados normais, e o presidente está medicado. Ainda assim, a recomendação foi de repouso absoluto por, pelo menos, 48 horas, período típico para alívio dos sintomas de labirintite. O episódio de saúde gerou um rearranjo na agenda institucional do Planalto. Lula tinha reuniões marcadas com reitores de universidades e institutos federais de educação, além da participação confirmada na cerimônia do Dia do Diplomata, no Palácio Itamaraty. Nos dois casos, o presidente será representado por ministros de Estado e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Internamente, assessores minimizam a gravidade do quadro e destacam que Lula segue ativo nas conversas com a equipe. A expectativa é de que ele continue despachando sobre temas sensíveis da semana, como a pauta do novo Ensino Médio, um dos principais pontos da reunião com reitores, e os ajustes finais na agenda de viagens que o governo planejava cumprir entre quarta e sexta-feira. Leia mais: Governo congela R$ 31,3 bi do orçamento e aumenta IOF para cumprir meta fiscal Entre os compromissos que agora estão sob análise, estão visitas a Pernambuco e à Paraíba, no Nordeste, e ao Paraná, no Sul. Nessas viagens, o presidente entregaria obras e anunciaria novos investimentos federais nas áreas de saúde, educação e habitação. A dúvida sobre a manutenção da agenda preocupa especialmente parlamentares da base aliada nos estados, que apostavam na presença de Lula para reforçar a visibilidade de ações do governo. Mesmo em repouso, o presidente continua sendo peça central na articulação política do governo, num momento em que o Palácio do Planalto tenta consolidar maioria no Congresso para votações estratégicas. Um dos temas no radar é o projeto que trata do aumento da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil reais. Além disso, a ausência de Lula em eventos simbólicos, como o do Itamaraty, é lida nos bastidores como uma oportunidade para Alckmin voltar aos holofotes em agendas de representação oficial — o que pode ser interpretado como um sinal de confiança do Planalto na atuação do vice, mas também reacende especulações sobre a construção de palanques regionais para 2026. Ainda não há previsão oficial para o retorno de Lula às agendas externas. Segundo interlocutores do governo, a decisão sobre as viagens será tomada dia a dia, conforme a evolução do quadro clínico. A orientação médica é clara: nada de esforço físico ou deslocamentos enquanto houver risco de agravamento dos sintomas. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Ratinho Junior e Roberto Requião largam na frente pela vaga ao Senado no Paraná, mostra pesquisa

Atual governador tem ampla vantagem, já segunda fica ficaria com ex-senador e político histórico do Estado Os nomes de Roberto Requião e Ratinho Junior despontam como favoritos para o Senado em 2026 no Paraná, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (27) pelo instituto Paraná Pesquisas. A pesquisa simulou dois cenários: um com e outro sem a presença do atual governador e, em ambos, o ex-senador aparece entre os mais cotados. A consulta foi feita com 1.550 eleitores entre os dias 17 e 21 de maio, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Cenário 1: sem Ratinho na disputa Na primeira simulação, que exclui o nome de Ratinho Junior, quem lidera a corrida é Requião, com 33,2% das intenções de voto. Logo atrás aparece o ex-governador Beto Richa (PSDB), com 32,1%. Cristina Graeml (Podemos), Filipe Barros (PL), Pedro Lupion (PP) e Zeca Dirceu (PT) vêm em seguida, todos abaixo da casa dos 25%. Nesse cenário, chama atenção o desempenho de Graeml, jornalista que disputou a Prefeitura de Curitiba e que surge com 23,7% — índice que a coloca à frente de nomes mais experientes do campo conservador. Filipe Barros, que é o nome de Jair Bolsonaro (PL) no Paraná aparece com 22,8%. Leia mais; Sergio Moro lidera com folga corrida ao governo do Paraná em 2026, mostra pesquisa Zeca Dirceu, líder do PT na Câmara, tem o mesmo percentual de Lupion: 11,7%. Com Ratinho no jogo, disputa se acirra pela segunda vaga Já no cenário em que Ratinho Junior entra na disputa por uma das duas vagas do Paraná ao Senado, o governador dispara: 62,3% dos eleitores dizem que votariam nele. O salto é tão grande que nem mesmo Requião sustenta a liderança. O ex-governador, que tem se movimentado para retornar à vida partidária, aparece em segundo, com 26,8%. Beto Richa mantém uma base considerável, com 25,2%, e Filipe Barros segue competitivo, com 19,8%. Gleisi Hoffmann (PT) aparece nesse cenário com 16,3%. Ratinho Junior ainda não confirmou se disputará o Senado, mas o favoritismo dele no levantamento reforça especulações de que essa é uma possibilidade real. Reeleito em 2022 com ampla margem, o governador tem dito que é um player ao Palácio do Planalto, mas aliados próximos não descartam uma mudança de planos, especialmente se o cenário presidencial de 2026 favorecer uma composição mais ampla da direita nacional. veja os números: Cenário 1 Roberto Requião (sem partido) – 33,2% Beto Richa (PSDB) – 32,1% Cristina Graeml (sem partido) – 23,7% Filipe Barros (PL) – 22,8% Pedro Lupion (PP) – 11,7% Zeca Dirceu (PT) – 11,7% Brancos/Nulos/Nenhum – 12,7% Não sabem/Não responderam – 6,8% Cenário 2 Ratinho Junior (PSD) – 62,3% Roberto Requião (sem partido) – 26,8% Beto Richa (PSDB) – 25,2% Filipe Barros (PL) – 19,8% Gleisi Hoffmann (PT) – 16,3% Pedro Lupion (PP) – 8,9% Brancos/Nulos/Nenhum – 7% Não sabem/Não responderam – 5,4% Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!