Justiça Eleitoral nega pedido de retirada de postagens a favor de Sérgio Moro

MDB alegava promoção irregular nas redes sociais com viés eleitoral, mas desembargador entendeu que não houve pedido explícito de voto O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) indeferiu, nesta quarta-feira (12), um pedido liminar do MDB que buscava a retirada de conteúdos publicados em redes sociais a favor do senador Sérgio Moro (União Brasil) e do deputado estadual Mauro Moraes (União Brasil). Moro vem se apresentando como pré-candidato ao governo do Estado nas eleições de 2026. O partido acusava os parlamentares de fazerem propaganda eleitoral antecipada, mas a Justiça considerou que não houve violação evidente à legislação. A representação movida pelo MDB apontava postagens nos perfis do Instagram “@sergiomorogovernador.pr” e “@mauromoraesemoro.pr” como provas de que Moro e Moraes estariam tentando angariar votos antes do período permitido. De acordo com o partido, os conteúdos utilizavam chamadas como “seu próximo governador” e “vai ser no primeiro turno”, o que, segundo a sigla, se enquadra nas chamadas “palavras mágicas” que caracterizariam um pedido disfarçado de voto. Na avaliação do relator, desembargador eleitoral Guilherme Frederico Hernandes Denz, as postagens podem até ter tom eleitoral, mas não configuram, de forma explícita, o tipo de propaganda vedada por lei. “A mera menção a uma possível candidatura, exaltação de qualidades pessoais ou pedido de apoio político genérico, sem um pedido de voto direto e claro, não configura propaganda eleitoral antecipada”, escreveu o magistrado. Denz destacou ainda que, mesmo que fosse reconhecida a ilegalidade, não haveria risco de dano iminente ao processo eleitoral, já que a eleição só ocorre em outubro de 2026. “A ausência de um risco iminente de dano irreparável ao processo eleitoral, dada a considerável antecedência ao pleito, não justifica a intervenção liminar neste momento processual”, justificou. Leia mais: Sergio Moro e Mauro Moraes viram alvos de ação no TRE por suposta propaganda antecipada A decisão seguiu jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vem flexibilizando o entendimento sobre a atuação de pré-candidatos nas redes sociais. De acordo com o TSE, é permitido divulgar pré-candidaturas, pedir apoio político e até enaltecer qualidades pessoais, desde que não haja pedido explícito de voto. Apesar do indeferimento da liminar, o advogado Roosevelt Arraes, um dos autores da ação, afirmou ao Politiza que vai recorrer da decisão “porque há evidência da propaganda antecipada”. Com isso, o caso será analisado pelo plenário do TRE-PR. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Sergio Moro e Mauro Moraes viram alvos de ação no TRE por suposta propaganda antecipada

Representação aponta uso de expressões que poderiam sugerir pedido de voto antes do período permitido por lei O senador Sergio Moro (União Brasil) e o deputado estadual Mauro Moraes (União Brasil), são alvos de uma ação protocolada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que os acusa de suposta propaganda eleitoral antecipada nas redes sociais. A representação foi apresentada pelo MDB na última quarta-feira (11) e será analisada pelo desembargador Guilherme Denz. Segundo o documento, que foi obtido na íntegra pelo Politiza, as publicações associadas aos perfis “@sergiomorogovernador.pr” e “@mauromoraesemoro.pr” nas redes sociais usariam expressões consideradas como “palavras mágicas”, linguagem que, de acordo com a argumentação, indicaria uma tentativa de influenciar o eleitorado antes do período autorizado por lei para a campanha. Embora as postagens não contenham pedidos explícitos de voto, os advogados que assinam a ação, Luiz Gustavo de Andrade, Roosevelt Arraes, Marcela Senise de Oliveira Martins e Pedro de Oliveira Maschio Carboni, citam jurisprudência da própria Justiça Eleitoral que reconhece como irregular o uso de expressões com sentido equivalente ao pedido direto de voto. Entre os exemplos citados estão frases como “vai ser no primeiro turno”, “juntos, seguimos nessa jornada”, “nosso governador” e “hora de dar uma chance a Moro”. Leia mais: após novas pesquisas, Curi demonstra força em evento com lideranças políticas A representação pede a retirada imediata dos perfis ou, ao menos, das publicações consideradas irregulares, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Os autores solicitam também que a plataforma Meta informe quem são os administradores das contas citadas, para que possam responder formalmente no processo. Os advogados argumentam que as postagens gerariam “vantagem indevida” a Moro na corrida eleitoral ao governo do Paraná em 2026, ao se anteciparem ao calendário oficial da campanha e criarem, segundo a ação, um ambiente de disputa desleal com os demais pré-candidatos. A peça ainda afirma que tanto Moro quanto Mauro Moraes teriam conhecimento das postagens, participando com curtidas, comentários e compartilhamentos, o que configuraria anuência ao conteúdo. Procurado, o senador Sergio Moro negou envolvimento com os perfis e as postagens mencionadas na ação. “Não são meus perfis e nem as postagens. Não tenho responsabilidade sobre estas páginas apontadas na representação e tampouco por seu conteúdo”, afirmou. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Na secretaria das Cidades, Guto Silva amplia verbas para prefeituras de duas regiões do Paraná

Secretário das Cidades anuncia investimentos para obras de infraestrutura e reforça parceria do governo estadual com municípios O secretário das Cidades, Guto Silva, anuncia na próxima sexta-feira (13) a liberação de recursos importantes para prefeituras de duas regiões do estado. A iniciativa visa apoiar obras e projetos que melhorem a infraestrutura local e tragam benefícios diretos para a população das regiões de Campo Mourão e do Médio Paranapanema. Para as associações que reúnem as prefeituras dessas duas regiões, o secretário vai repassar R$ 223,5 milhões em recursos para obras nas cidades, sendo R$ 105,8 milhões para a Comcam e R$ 117,7 milhões para a Amepar. Na Amepar serão 21 projetos no total, já a Comcam irá apoiar cerca de 30 projetos. Durante a visita, Guto Silva deve ressaltar a importância da parceria entre o governo estadual e as administrações municipais e destacar que, para garantir melhorias efetivas, é fundamental que as prefeituras tenham acesso facilitado a recursos e suporte técnico. “Nosso compromisso é fortalecer as cidades, para que elas possam implementar ações que impactem positivamente a vida das pessoas”, afirmou o secretário. Leia mais: STF forma maioria para responsabilizar redes sociais por postagens de usuários Os investimentos serão direcionados a obras de pavimentação, iluminação pública e construção de espaços comunitários que promovam o lazer e a convivência social. A seleção das prefeituras contempladas foi feita com base em critérios técnicos e nas necessidades específicas de cada região, garantindo que o dinheiro público seja usado de forma responsável e eficiente. A iniciativa reforça o compromisso do governo estadual em promover o desenvolvimento regional de forma equilibrada, valorizando a descentralização dos investimentos e o diálogo constante com os municípios. Com esses recursos, as prefeituras terão mais condições para executar obras e ações que respondam às demandas da população, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida nas regiões contempladas. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

STF forma maioria para responsabilizar redes sociais por postagens de usuários

Decisão abre caminho para que plataformas como X, Instagram e Facebook sejam punidas por discursos de ódio, desinformação e incitação a crimes, mesmo sem ordem judicial O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quarta-feira (11) para permitir que empresas responsáveis por redes sociais sejam responsabilizadas civilmente por conteúdos publicados por seus usuários. Com seis votos favoráveis até agora, a decisão muda a lógica do Marco Civil da Internet, que hoje isenta as plataformas de culpa, exceto se descumprirem ordens judiciais para remover publicações. A tese que avançou no Supremo prevê que, em casos de publicações com conteúdo ilícito, como incitação ao crime, discurso de ódio, ameaças ou violência, as redes sociais poderão ser cobradas judicialmente mesmo sem uma decisão prévia da Justiça mandando retirar o conteúdo. A responsabilidade passa a ser objetiva, ou seja, independe de culpa direta da plataforma. Votaram a favor dessa mudança os ministros Dias Toffoli (relator), Luiz Fux, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. Para todos eles, é necessário impor limites e deveres mais claros às chamadas big techs, que controlam o fluxo de informação na internet sem transparência ou mecanismos eficazes de moderação. A decisão tem impacto direto sobre empresas como Meta (dona do Facebook e Instagram), Google (YouTube), X (antigo Twitter), TikTok e outras. O entendimento é que essas plataformas não podem se omitir diante de conteúdos sabidamente ilícitos, principalmente quando há reincidência ou quando os algoritmos amplificam esse tipo de publicação. Leia mais: Saiba próximas etapas até julgamento de Bolsonaro O único voto contrário até agora foi do ministro André Mendonça. Para ele, as empresas só devem ser responsabilizadas se, após notificação, não cumprirem a ordem judicial de remoção. Mendonça defendeu o modelo atual, que, segundo ele, garante a liberdade de expressão e evita abusos no controle do que pode ou não ser publicado. O julgamento continua nos próximos dias, mas, com seis votos, já há maioria formada para que as plataformas sejam responsabilizadas por danos causados por seus usuários. O que resta agora é definir os parâmetros exatos para essa responsabilização. A decisão do STF tem potencial para mudar o funcionamento das redes no Brasil e reacende o debate sobre a regulação das plataformas digitais. No Congresso, a proposta do chamado “PL das Fake News” continua travada, o que faz com que o Supremo avance com decisões que ocupam esse vácuo legislativo Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Com inquérito na reta final, saiba próximas etapas até julgamento de Bolsonaro

Defesas têm cinco dias para pedir novas diligências; depois, começa prazo de 15 dias para alegações finais. Julgamento pode ocorrer entre setembro e outubro. O inquérito que investiga Jair Bolsonaro (PL) e outras autoridades por suposta tentativa de Golpe de Estado está na fase final. Após o interrogatório de todos os réus ser concluído na última terça-feira (10), o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu o prazo de cinco dias para que acusação e defesas apresentem pedidos de novas diligências. A expectativa é de que o julgamento na Primeira Turma da Corte aconteça entre setembro e outubro deste ano. A investigação é conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Ele deverá decidir se aceita ou não novas etapas complementares de apuração, como perícias, outras oitivas ou produção de provas. Encerrado esse ponto, o processo segue para a fase das alegações finais. A Procuradoria-Geral da República (PGR) será a primeira a se manifestar nessa nova etapa, com prazo de 15 dias. Depois, será a vez das defesas, começando pela de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do caso, e na sequência os demais réus, incluindo o próprio ex-presidente. Leia mais: CPI das Bets: Soraya pede indiciamento de Virginia Fonseca e Deolane Bezerra Ao final das manifestações, Moraes deverá redigir seu relatório e voto. O material será enviado à Primeira Turma do STF, que atualmente é composta pelos ministros Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. O presidente da Turma, Zanin, será o responsável por marcar a data da sessão de julgamento. Se houver condenação, os réus ainda poderão apresentar recursos internos, como embargos de declaração e embargos infringentes, além de um eventual recurso ao plenário do Supremo. A possibilidade de execução da pena, incluindo eventual prisão, só se concretiza após o esgotamento dessas etapas, o que pode empurrar o desfecho final para 2026. Além de Bolsonaro, também são investigados militares, ex-ministros e figuras do núcleo político do bolsonarismo. O inquérito se baseia principalmente nas delações de Mauro Cid e em provas obtidas pela Polícia Federal, como mensagens, reuniões gravadas e registros de movimentações no entorno do Planalto antes do 8 de Janeiro. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Corrida ao governo: após novas pesquisas, Curi demonstra força em evento com lideranças políticas

Deputado estadual reuniu cerca de mil pessoas em evento de prestação de contas em Colombo O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi (PSD), reuniu cerca de mil pessoas em Colombo, na noite da última terça-feira (10), em um ato de prestação de contas do mandato com forte tom político. Em meio a prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, ex-prefeitos e lideranças locais, o parlamentar reforçou sua ligação com a Região Metropolitana de Curitiba (e aproveitou o espaço para defender um planejamento de longo prazo para a região, com foco em obras estruturantes e desenvolvimento integrado. Com presença marcante de figuras políticas da região Norte da RMC, Curi destacou investimentos recentes que ajudou a viabilizar, como a duplicação das rodovias da Uva e dos Minérios, obras de pavimentação e repasses para a área da saúde. Também mencionou o novo hospital de Colombo e o hospital regional de Rio Branco do Sul. “Viemos ouvir quem conhece a região e debater os próximos 10 ou 15 anos. Precisamos ter um projeto metropolitano articulado e de longo prazo”, disse o deputado, reforçando o discurso de planejamento regional. Curi também mencionou a devolução de recursos da Assembleia Legislativa ao Executivo, afirmando que o dinheiro tem sido usado para obras concretas nas cidades. O prefeito de Colombo, Helder Lazarotto (PSD), o anfitrião da festa, fez questão de exaltar o trabalho do deputado. “Ele é resolutivo, nos atende com objetividade. Tem um carinho especial pela nossa região”, disse. Já o deputado estadual Ney Leprevost (União Brasil) foi além e provocou uma possível sucessão de Ratinho Junior: “Está com cara e jeito de governador”. Leia mais: Ratinho Junior assina decreto que corta R$ 2,3 bilhões em gastos públicos no Paraná Além de Lazarotto, também participaram prefeitos como Edinho do Posto (Cerro Azul), Marco Marcondes (Fazenda Rio Grande), Daniel Lovato (Almirante Tamandaré), Zezão (Piraquara), além de vice-prefeitos, ex-prefeitos e dezenas de vereadores da região. Os deputados estaduais Hussein Bakri (PSD), Alexandre Amaro (Republicanos), Ademar Traiano (PSD), Maria Victoria (Progressistas), Moacir Fadel (PSD), Marcia Huçulak (PSD), Marli Paulino (SD), Cristina Silvestri (PP) e Alisson Wandscheer (SD) também marcaram presença, assim como o presidente da Câmara de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), o secretário estadual da Inovação, Alex Canziani (PSD) e o deputado federal Geraldo Mendes (União Brasil). Ao fim do evento, o recado foi claro: Alexandre Curi colocou o pé na estrada para além da articulação de bastidores. Com capital político consolidado e discurso afiado, ele começa a testar sua musculatura eleitoral como potencial candidato ao governo do Paraná em 2026. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Código de Ética da Assembleia vai punir injúria racial e violência de gênero

Conselho de Ética também passa a ter mais poder para aplicar sanções a deputados O Projeto de Resolução que institui o Código de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) foi protocolado nesta terça-feira (10) pela Mesa Executiva e lista 20 tipos de conduta que podem ser enquadradas como quebra de decoro parlamentar. As sanções vão desde uma advertência verbal até a perda do mandato. Entre os principais pontos estão a possibilidade de cassação por injúria racial e a suspensão de prerrogativas para quem cometer violência política de gênero. O novo regramento surge como resposta a brechas do Regimento Interno que dificultavam a tramitação e o cumprimento das decisões do Conselho de Ética. Além de descrever as condutas vedadas e as punições cabíveis para cada uma, o projeto também aumenta de cinco para sete o número de integrantes do Conselho, estabelece prazos para a tramitação de processos disciplinares e impede que deputados envolvidos em representações possam atuar nos próprios casos. “O parlamento é local de livre debate e diversidade de opiniões. Mas essa liberdade precisa ser exercida com respeito, com decoro. O novo código traz maior clareza, rigor e transparência aos deveres e comportamentos esperados de um deputado, assim como deixa bastante claro quais são as condutas inaceitáveis por parte dos parlamentares, bem como suas consequências. A medida representa um avanço institucional significativo, reforçando o compromisso da Assembleia com a ética, a transparência, o respeito mútuo e a integridade no exercício da representação popular”, explica o presidente da Assembleia, Alexandre Curi (PSD). Entre as novidades, o código prevê punição para parlamentares que cometam injúria racial durante o exercício do mandato. Nesses casos, a penalidade máxima poderá ser a perda do cargo. A sugestão foi acatada pela Mesa após reunião com líderes partidários na véspera da apresentação do projeto. Leia mais: Saiba quais taxas devem subir para compensar redução do IOF Outro ponto de destaque é o enquadramento de ações que configurem violência política de gênero. Quem cometer esse tipo de infração poderá ser punido com a suspensão de prerrogativas parlamentares, ou seja, o parlamentar pode perder temporariamente o direito de discursar em plenário, de presidir ou relatar comissões, ou de ocupar cargos na Mesa Diretora e na Procuradoria da Mulher. Também passa a ser infração produzir, divulgar ou compartilhar nas redes sociais conteúdos que ataquem a imagem ou a honra de outros deputados ou da própria Assembleia. Nesse caso, a sanção prevista é advertência por escrito, com possibilidade de agravamento se houver reincidência. O primeiro-secretário da Casa, Gugu Bueno (PSD), defendeu a medida como uma forma de manter a credibilidade da instituição. “Nossa Assembleia precisa continuar sendo um exemplo. Não pode cair na vala comum desses debates vazios que não levam a nada. Por isso, junto com o presidente Alexandre Curi e a Mesa Executiva, estamos propondo, pela primeira vez na história da Assembleia, a criação de um Código de Ética. A ideia é estabelecer regras claras e ferramentas que nos permitam agir com firmeza, caso algum parlamentar ultrapasse os limites. O objetivo é garantir que a Assembleia permaneça sendo um espaço respeitado para o debate dos temas que interessam de verdade ao povo do Paraná”, afirmou. Já a segunda-secretária, Maria Victoria (PP), classificou o texto como um “marco importante” e ressaltou a importância da ética como princípio norteador do mandato parlamentar. “Ao definir regras claras de conduta, estamos reafirmando o compromisso com a responsabilidade, o respeito e a boa prática. A sociedade espera de nós trabalho e resultados aliados com postura e exemplo. Ética é um princípio que deve orientar todos os atos dos mandatos parlamentares”, disse. As punições previstas O novo Código estabelece cinco faixas de sanção, de acordo com a gravidade da conduta: Advertência verbal: aplicada em casos como perturbação das sessões ou mau comportamento nas dependências da Assembleia. Advertência por escrito: para ofensas verbais, atitudes desrespeitosas contra autoridades ou colegas, uso indevido de materiais e ataques em redes sociais. Suspensão de prerrogativas: aplicada a casos mais graves, como violência política de gênero e reincidência em condutas anteriores. Suspensão do mandato (30 a 180 dias): aplicada em situações como uso indevido de verbas públicas, fraudes em votações e constrangimento a servidores. Perda do mandato: punição máxima para casos como assédio sexual, agressões físicas, injúria racial e abuso de prerrogativas parlamentares. A íntegra da proposta já está disponível no sistema da ALEP e deve ser analisada pelas comissões nas próximas semanas. Se aprovada em plenário, o novo código passa a valer imediatamente. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Saiba quais taxas devem subir para compensar redução do IOF

Ministro da Fazenda anunciou pacote de medidas com aumento de tributos sobre investimentos e apostas O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (9) que o governo vai desistir do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para evitar um desgaste político e uma possível rejeição no Congresso. Em vez disso, a adminstração nacional vai recalibrar a arrecadação, elevando a carga tributária em outras frentes, principalmente sobre investimentos antes isentos e o setor de apostas online. A decisão foi tomada após uma série de reuniões entre Haddad e líderes partidários da Câmara e do Senado, que deixaram claro que o aumento do IOF, anunciado na semana passada, causaria forte rejeição política e impacto negativo no mercado. Para evitar um desgaste maior, o governo optou por um “pacote de compensações” que promete arrecadar valor semelhante, mas distribuído em outras fontes. O pacote apresentado pelo ministro prevê, entre outras medidas, a taxação de 5% de Imposto de Renda sobre investimentos de renda fixa que antes eram isentos, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). Além disso, a tributação sobre as apostas online, setor em expansão e que já pagava 12% sobre o faturamento bruto, vai subir para 18%. O governo também anunciou que vai aumentar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das fintechs, alinhando a alíquota delas com a dos bancos tradicionais, ou seja, elevando a carga para até 20%. Outra frente é a revisão das isenções fiscais infra-constitucionais, que somam cerca de R$ 800 bilhões por ano. O governo promete uma “faxina” nesse bolo de benefícios, que devem começar a ser revisados a partir de 2026. IOF seguirá com aliquota menor O IOF vai continuar existindo, mas com uma alíquota muito menor do que a inicialmente prevista, que caiu de 1,5% para cerca de 0,5%, segundo fontes próximas ao ministro. O decreto que aumentava o imposto será recalibrado via Medida Provisória nas próximas semanas. Leia mais: STF inicia interrogatório de Bolsonaro e outros réus por plano golpista Essa redução na expectativa de arrecadação do IOF faz com que o governo precise compensar o rombo por outras vias. A previsão é que, mesmo com essa redução, o IOF arrecade cerca de R$ 7 bilhões em 2025, quase um terço dos R$ 19 bilhões previstos antes da mudança. Congresso contribuiu com o texto A reação no Congresso foi positiva, já que a retirada do aumento do IOF diminui a chance de atrito com o governo e abre espaço para negociações mais amplas sobre a reforma tributária. O mercado, por sua vez, reagiu com alívio ao anúncio. Especialistas apontam que o IOF, por ser um imposto direto sobre movimentações financeiras, tem impacto imediato na liquidez e no consumo, enquanto os ajustes nos investimentos e apostas podem ser absorvidos de forma mais gradual. Agora, o governo promete encaminhar a Medida Provisória até o final desta semana para formalizar as mudanças, enquanto o Congresso terá um papel importante para aprovar o pacote. O presidente Lula, que está em visita oficial à França, deve acompanhar o desenrolar das negociações à distância. O ministro Haddad reforçou que o objetivo é cumprir a meta fiscal de 2025 sem comprometer a retomada econômica nem penalizar setores que geram emprego e renda. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Dallagnol larga na frente na disputa pelo Senado no Paraná; Filipe Barros ficaria com 2ª vaga, diz pesquisa

Ex-deputado lidera com ampla vantagem, mas há dúvidas sobre sua elegibilidade O ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) lidera a corrida por uma das vagas do Paraná no Senado em 2026. É o que mostra levantamento do instituto Ágili Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (9). Mesmo após perder o mandato em 2023 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dallagnol aparece à frente nos dois cenários testados pela pesquisa e se consolida como o principal nome na disputa. No cenário com cinco pré-candidatos, Dallagnol tem 21,7% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o deputado federal Filipe Barros (PL), com 16,9%, seguido pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, com 14,3%. O senador Flávio Arns (PSB) marca 10,4%, e Sandro Alex (PSD), ex-secretário de Infraestrutura do governo Ratinho Junior, aparece com 3,9%. Os indecisos, votos brancos e nulos somam 40,5%. Quando o nome de Sandro Alex sai da lista e entra a jornalista Cristina Graeml (Podemos), Dallagnol mantém a dianteira com 22,1%. Filipe Barros sobe para 17,6%, Gleisi vai a 14,7%, Arns marca 10,3% e Cristina fica com 6,2%. Os indecisos ou que não escolheram nenhum somam 37,9%. Leia mais: Sergio Moro larga com folga na disputa pelo Governo do Paraná A pesquisa também mostra que, até aqui, nenhum nome ligado diretamente ao governo do Estado despontou. Mesmo com o PSD controlando o Palácio Iguaçu, o partido do governador Ratinho Junior ainda não tem um nome forte para a disputa ao Senado. Já Dallagnol tenta se aproveitar do recall da Lava Jato e do discurso anticorrupção para voltar ao Congresso com força, agora mirando uma das duas cadeiras no Senado. Mas, há dúvidas sobre sua elegebilidade, isso porque Dallagnol assegura que pode disputar porque teve o registro de candidatura indeferido, o que não o torna inelegível. Já juristas analisam que, como perdeu o mandato, estaria 8 anos fora da política a partir de 2022. O levantamento ouviu 1.151 eleitores entre os dias 5 e 11 de fevereiro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Sergio Moro lidera com folga a disputa pelo Governo do Paraná em novo levantamento

Senador lidera com mais que o triplo dos votos do segundo colocado O senador Sergio Moro (União Brasil) aparece com ampla vantagem na corrida pelo Governo do Paraná em 2026, segundo levantamento da Ágili Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (9). A pesquisa mostra que Moro lidera em todos os cenários testados, com possibilidade de vencer no primeiro turno caso haja fragmentação no campo governista. No principal cenário estimulado, que inclui diferentes nomes ligados ao PSD, partido do governador Ratinho Junior, Moro tem 35,2% das intenções de voto. O segundo colocado é o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (PL), com 9,4%. Na sequência aparecem Rafael Greca (PSD), com 8,4%; Requião Filho (PDT), com 7,7%; Beto Richa (PSDB), com 5,1%; Alexandre Curi (PSD), com 4,2%; Enio Verri (PT), com 2,2%; e Guto Silva (PSD), com 1,8%. Os que dizem votar em nenhum somam 17,9%, enquanto 8% não souberam ou não responderam. Quando o cenário é mais enxuto, com apenas um nome do PSD enfrentando Moro, o senador dispara: chega a 43,1%, enquanto Paulo Martins sobe para 13,9%. Requião Filho aparece com 11,2%, Guto Silva com 4,3% e Enio Verri com 3,8%. Nesse cenário, os indecisos e votos brancos/nulos somam 23,7%. Leia mais: Ratinho Junior empata com Lula em pesquisa e vira nome forte da oposição para 2026 A pesquisa revela ainda que o apoio de Ratinho Junior será decisivo para a definição do próximo governador. Para 60,1% dos entrevistados, é importante que o sucessor mantenha o alinhamento com o atual governo. Outros 19,1% afirmam que o apoio de Ratinho não influencia a escolha, e 16,8% preferem uma ruptura com a atual gestão. Realizada entre os dias 29 de maio e 1º de junho, a pesquisa ouviu 1.475 eleitores por telefone, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número PR-05838/2024. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!