Guto Silva destaca queda na criminalidade e diz que investimentos garantem prosperidade ao Paraná

Secretário das Cidades atribui resultado aos investimentos do governo estadual e projeta mais policiais nas ruas nos próximos meses Durante a entrega de 431 novos veículos para a Polícia Militar do Paraná nesta terça-feira (17), o secretário das Cidades, Guto Silva (PSD), foi direto ao ponto: o Estado colhe os frutos de uma política de segurança pública baseada em investimentos contínuos e estruturados. Segundo ele, o Paraná vive hoje o seu melhor momento no combate à criminalidade em duas décadas. “Mais um dia importante para a segurança pública do Paraná. Reforço importante de viaturas e motocicletas que vão ajudar nossas forças policiais a combater o crime. Importante lembrar, a segurança tem melhorado muito no Estado. Estamos com o menor índice de criminalidade dos últimos 20 anos.”, afirmou Guto Silva, ao lado do governador Ratinho Junior. “Esse resultado se dá devido a esses investimentos que aumentaram nos últimos oito anos. Esse é o Paraná no caminho certo, esse é o Paraná com investimentos. Logo mais, teremos mais policias nas ruas. São mais de três mil que serão formados e quando a sociedade está segura, tem prosperidade, tem paz e a gente caminha para frente”. Leia mais: PSD se anima com Ratinho Junior após empate com Lula em nova pesquisa O pacote de novos veículos inclui 209 motocicletas e 222 viaturas, entre modelos Renault Duster, Toyota Yaris, GM Trailblazer e Ford Ranger, além de motos de alta cilindrada da Suzuki e Triumph. As unidades serão distribuídas entre batalhões de Curitiba, Região Metropolitana e outras cidades-polo como Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel. Parte das motos vai reforçar a atuação da Companhia de Rondas Ostensivas com Aplicação de Motocicletas (Cirocam), do BOPE. Guto Silva também projetou o reforço do efetivo policial nos próximos meses. “Logo mais teremos mais policiais nas ruas. São mais de 3 mil em formação. Quando a sociedade se sente segura, vem a prosperidade, a paz e o desenvolvimento. É o Paraná avançando!”, disse. O governador Ratinho Junior (PSD) reforçou a fala de Guto e destacou que a entrega das viaturas faz parte de um programa mais amplo de modernização das forças de segurança do Estado. Além dos novos veículos, o governo já anunciou a compra de cinco helicópteros, embarcações blindadas para patrulhamento aquático, armas de grosso calibre, fuzis e câmeras com inteligência artificial para monitoramento. “Estamos modernizando nossas forças de segurança, ampliando o uso de tecnologia para as equipes de inteligência, porque investimentos nessa área dão resultado. Já estamos com os menores índices de criminalidade da história, registrando novas quedas nos primeiros meses do ano e vamos reduzir ainda mais, graças ao trabalho diário das nossas polícias e ao grande volume de investimentos que estamos fazendo”, celebrou o governador. O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, ressaltou que a nova frota representa ganho operacional imediato para a PM. “Temos um ditado na segurança pública que diz que quem dá a missão, dá os meios, e é isso que estamos vendo aqui. O governador nos deu três metas, que estamos atingindo porque temos os equipamentos necessários para isso: a integração das forças de segurança, a redução de crimes violentos e o fim dos contratos emergenciais para otimizar os recursos para a área. Parte das viaturas entregues aqui foi comprada justamente com essa economia, de uma licitação de marmitas para presos”, destacou. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Sai PL, entra PSOL: Câmara troca sete deputados após decisão do STF

Mudança retroativa nas regras derrubou deputados eleitos em 2022; novos parlamentares começam a ser diplomados nesta terça (16) A Câmara dos Deputados começou a fazer as substituições dos sete parlamentares que perderam o mandato após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou as regras das chamadas sobras eleitorais. A troca afeta o resultado das eleições de 2022 e já gerou reclamação nos bastidores. Nesta terça-feira (16), três novos deputados serão diplomados pela Justiça Eleitoral: Tiago Dimas (Podemos-TO), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Rafael Fera (Podemos-RO). Eles vão ocupar as vagas de Lázaro Botelho (Progressistas-TO), Gilvan Máximo (Republicanos-DF) e Lebrão (União Brasil-RO), respectivamente. Os outros quatro já foram diplomados na semana passada, todos pelo TRE do Amapá: Aline Gurgel (Progressistas-AP) no lugar de Silvia Waiãpi (PL-AP); Paulo Lemos (PSOL-AP) no lugar de Sonize Barbosa (PL-AP); André Abdon (Progressistas-AP) no lugar de Professora Goreth (PDT-AP); Professora Marcivania (PCdoB-AP) no lugar de Augusto Puppio (MDB-AP). Antes de assumirem o mandato de fato, os sete deputados ainda precisam prestar o tradicional compromisso formal na Câmara, durante sessão no plenário. O que mudou nas regras O motivo da confusão foi uma mudança de entendimento do STF sobre a aplicação das regras das sobras eleitorais. Essa vagas são aquelas que restam na divisão proporcional das cadeiras entre os partidos. Até o ano passado, a normativa em vigor exigia que só poderiam disputar essas sobras os partidos e candidatos que tivessem alcançado um número mínimo de votos. Isso foi aprovado pelo Congresso em 2021, numa tentativa de limitar o acesso de partidos menores ao Congresso Nacional. Leia mais: Após rompimento com Podemos, PSDB mira federação com Solidariedade Só que o STF decidiu que essa exigência é inconstitucional. Por maioria, os ministros entenderam que a regra prejudicava partidos pequenos e que a distribuição das sobras deve considerar apenas os partidos que atingiram o quociente eleitoral, sem exigências adicionais. O problema maior é que o Supremo também decidiu que a nova interpretação vale de forma retroativa, afetando diretamente o resultado das eleições de 2022. Isso forçou a Justiça Eleitoral a recalcular as vagas e promoveu a troca dos sete deputados. A decisão irritou os partidos que perderam cadeiras. Nos bastidores, dirigentes já discutem a possibilidade de apresentar um novo projeto de lei para tentar alterar novamente a regra. Mas, por enquanto, a decisão da Suprema Corte é definitiva e os novos deputados estão sendo chamados para tomar posse. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Em recado para o governo, Câmara aprova urgência para derrubar alta do IOF

Deputados pressionam o Planalto por corte de gastos e mostram força contra aumento de impostos; votação do mérito fica para depois A Câmara dos Deputados aprovou, na noite da última segunda-feira (16), o regime de urgência para o projeto que derruba o decreto do governo Lula que aumentou as alíquotas do IOF sobre operações de crédito. A votação foi expressiva: 346 a favor e 97 contra. O recado ao Palácio do Planalto foi direto: a maioria do Parlamento está insatisfeita com a política de aumento de impostos. Com a urgência aprovada, o texto pode ser votado direto no plenário, sem passar por comissões. Mas o mérito da proposta, que de fato anula o decreto, ainda não foi analisado. A oposição tentou pautar o tema já nesta segunda, mas um acordo de bastidor acabou adiando a decisão. Governo tentou segurar, mas perdeu Desde cedo, o Planalto se mobilizou para tentar evitar o avanço da proposta. Os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) passaram a tarde reunidos com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), numa tentativa de frear o movimento. Também participaram líderes de partidos da base e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Leia mais: Sai PL, entra PSOL: Câmara troca sete deputados após decisão do STF Não adiantou. Na saída da reunião, Motta foi claro: “O governo sabe da insatisfação no Congresso e prometeu apresentar uma agenda de corte de despesas”, disse aos jornalistas, sinalizando que a cobrança por ajuste fiscal de verdade entrou de vez no radar da Câmara. Oposição quer votar IOF já nesta terça O líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), avisou que vai negociar para que o mérito da proposta entre na pauta já nesta terça-feira (17). Segundo ele, o Congresso não aceita mais aumento de imposto sem que o governo mostre onde vai cortar gastos. “Se possível, vamos votar amanhã mesmo. O recado está dado”, disse Zucco. Uma nova rodada de negociações entre os líderes está marcada para a manhã desta terça. Entenda o caso O aumento no IOF foi anunciado em maio e teve impacto imediato no mercado e entre empresários. Diante da pressão, o governo recuou parcialmente, mas depois editou um novo decreto, publicado na última quinta-feira (11), que reverteu parte das mudanças e “recalibrou” as alíquotas. Foi o terceiro decreto sobre o tema em menos de dois meses. A intenção da equipe econômica era reforçar a arrecadação para equilibrar as contas públicas, com uma meta inicial de até R$ 37 bilhões até 2026. Depois dos recuos, o ganho deve cair para algo próximo de R$ 7 bilhões, mas o Ministério da Fazenda ainda não apresentou uma projeção oficial. Agora, o governo tenta ganhar tempo para evitar uma derrota política maior no plenário. Mesmo assim, o clima entre os deputados é de forte resistência. Para o decreto cair de vez, o projeto ainda precisará ser aprovado também no Senado. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Maioria da bancada do Paraná é a favor de revogar alta do IOF

Parlamentares paranaenses se alinham para derrubar aumento do imposto sobre operações de crédito A Câmara dos Deputados deve votar ainda nesta segunda-feira (16) a derrubada do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empresas. A medida, em vigor desde abril, elevou o custo de operações de crédito para o setor produtivo e gerou reação contrária de entidades empresariais e da oposição no Congresso. O decreto é alvo de um projeto de decreto legislativo (PDL) apresentado pelo deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos), com apoio de outros partidos de centro e direita. Para que a revogação seja confirmada, é preciso maioria simples na Câmara e depois no Senado. Maioria da bancada paranaense é contra o aumento No Paraná, a maioria dos deputados federais já sinalizou apoio à derrubada do decreto. Dos 30 parlamentares da bancada, ao menos 19 se declararam favoráveis ao PDL que revoga a alta do IOF. O levantamento foi feito com exclusividade pelo Politiza. Entre os que votam “sim” para a derrubada estão nomes de diferentes legendas: Beto Richa (PSDB); Delegado Matheus Laiola (União Brasil); Diego Garcia (Republicanos); Dilceu Sperafico (Progressistas); Felipe Francischini (União Brasil); Filipe Barros (PL); Geraldo Mendes (União Brasil); Giacobo (PL); Luisa Canziani (PSD); Luiz Carlos Hauly (Podemos); Padovani (União Brasil); Pedro Lupion (Progressistas); Reinhold Stephanes (PSD); Ricardo Barros (Progressistas); Rodrigo Estacho (PSD); Sargento Fahur (PSD); Sergio Souza (MDB); Tião Medeiros (Progressistas); e Vermelho (Progressistas). Maioria da bancada governista não respondeu Do lado governista, a maioria do PT paranaense optou por não declarar voto. Tadeu Veneri e Zeca Dirceu já se manifestaram contra a derrubada, ou seja, a favor da manutenção do decreto de Lula. Outros deputados do partido, como Carol Dartora, Lenir de Assis e Elton Welter, ainda não deram resposta oficial sobre o tema. Aliel Machado (PV) e Luciano Ducci (PSB) declararam, por meio de suas asssessorias, que não tem posições definidas sobre a proposta. Leia mais: Após rompimento com Podemos, PSDB mira federação com Solidariedade Indefinições e ausências Alguns deputados da bancada paranaense ainda não oficializaram posição. Luiz Nishimori (PSD) está em viagem internacional para o Japão e, segundo a sua assessoria, só volta dia 25, por isso, não irá votar. Outros como Luciano Alves (PSD), Paulo Litro (PSD) e Toninho Wandscheer (Progressistas) também não declararam voto até o momento, apesar de terem sido procurados pela reportagem. Contexto político A votação representa mais um teste de força entre o governo Lula e o centrão na Câmara. A insatisfação com o aumento do IOF tem unificado até parlamentares que, em outras pautas, costumam votar alinhados ao Planalto. A pressão de empresários, especialmente do setor agrícola e da indústria, é outro fator que tem influenciado os deputados. Lideranças empresariais alegam que o aumento do imposto prejudica a recuperação econômica e encarece o crédito para investimentos. Caso a Câmara derrube o decreto, a decisão ainda precisará ser confirmada pelo Senado. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Após rompimento com Podemos, PSDB mira federação com Solidariedade

Negociação com Renata Abreu travou por disputa de comando; tucanos agora buscam acordo com Paulinho da Força A fusão entre PSDB e Podemos foi oficialmente sepultada, mas os tucanos já têm outro plano na manga. Com o fim das negociações com a deputada Renata Abreu, presidente do Podemos, o PSDB agora articula uma possível união com o Solidariedade, comandado por Paulinho da Força. A informação foi confirmada por lideranças dos dois partidos ao Politiza. A tentativa de fusão com o Podemos naufragou após mais de um ano de conversas, principalmente por causa de uma disputa interna sobre quem controlaria a nova legenda. O presidente do PSDB, Marconi Perillo, queria manter o protagonismo, enquanto Renata Abreu não aceitava abrir mão de espaço. Sem acordo, a junção ruiu. Se a fusão ou federação entre PSDB e Solidariedade realmente sair do papel, o movimento vai colocar lado a lado duas figuras com um histórico político delicado no Paraná: Beto Richa e Fernando Francischini. Em 2015, Francischini foi secretário de Segurança Pública no governo Richa e esteve diretamente envolvido na gestão da operação policial que terminou com o confronto violento contra professores na Praça Nossa Senhora de Salete, episódio que até hoje é lembrado como um dos momentos mais tensos da gestão tucana. Leia mais: Sergio Moro e Mauro Moraes viram alvos de ação no TRE por suposta propaganda antecipada Após o episódio, os dois se distanciaram politicamente. Richa seguiu com sua trajetória tradicional dentro do PSDB, enquanto Francischini mergulhou na onda bolsonarista e se consolidou como um nome de discurso mais duro e linha de frente na segurança pública. Caso a fusão avance, os dois vão precisar dividir o mesmo espaço partidário nas articulações para as eleições de 2026, o que promete um novo capítulo nessa relação marcada por colaboração no passado e distanciamento nos anos seguintes. PSDB não quer que barco afunde De olho em 2026 e pressionado pela cláusula de barreira, o PSDB agora enxerga no Solidariedade uma nova oportunidade de ganhar musculatura política. A sigla de Paulinho tem bancada menor, mas presença em sindicatos e influência em alguns estados estratégicos. As conversas ainda estão em estágio inicial, mas a pressa dos tucanos é grande: a legenda precisa ampliar sua representatividade para não encolher ainda mais nas próximas eleições. O fracasso com o Podemos mostrou que fusões partidárias, embora estratégicas, esbarram em vaidades e disputas de poder. Com o Solidariedade, o PSDB aposta em um cenário mais flexível. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

PIB do Paraná dispara 5% no primeiro trimestre e deixa para trás Brasil, EUA e países da Europa

Setores como agro, indústria e serviços puxam crescimento; aumento de renda e baixa no desemprego também impulsionam economia O Paraná começou 2025 com a economia acelerada. O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 5% no primeiro trimestre, quase o dobro da média nacional (2,8%) e mais que o dobro do resultado dos Estados Unidos no mesmo período (2,1%). O desempenho também superou países como Dinamarca (4%), Polônia (3,7%), Espanha (2,6%), Holanda (2%) e Suécia (0,6%). França, Itália e Alemanha tiveram resultados ainda mais tímidos ou negativos. O valor total gerado pelo Paraná entre janeiro e março foi de R$ 210,9 bilhões, segundo o Ipardes, com base nos dados do IBGE. O setor que mais se destacou foi a agropecuária, com alta de 13,08%, acima dos 10,17% registrados na média do Brasil. O resultado reflete principalmente a força das cooperativas do estado, que mesmo enfrentando seca em algumas regiões, conseguiram ampliar a produção de grãos, carnes de frango, suínos e bovinos. A indústria também teve um salto expressivo: crescimento de 5,92% no trimestre, enquanto o Brasil ficou em 2,4%. O setor foi impulsionado por segmentos como refino de petróleo, fabricação de veículos, geração de energia elétrica e produção de máquinas e equipamentos. Grandes investimentos feitos nos últimos anos ajudam a explicar o bom momento, como a construção da nova fábrica de pneus em Ponta Grossa, com aporte de US$ 1,2 bilhão. Leia mais: PSD se anima com Ratinho Junior após empate com Lula em nova pesquisa O setor de serviços, responsável por mais da metade da economia estadual, avançou 3,44%. Esse crescimento está diretamente ligado ao aumento da renda média da população, que subiu 19,2% em um ano, e à taxa de desemprego historicamente baixa, que fechou o último trimestre de 2024 em 3,3%. “A produção agropecuária, a atividade industrial, as vendas do comércio e o volume dos serviços vêm crescendo de forma considerável, o que explica a elevação real dos salários e o baixo desemprego, estabelecendo perspectivas otimistas para todo o exercício de 2025”, disse Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes. O secretário estadual de Planejamento, Ulisses Maia, também destacou o ambiente favorável criado pelo governo estadual para atrair novos investimentos. Segundo ele, as políticas de apoio ao setor produtivo, o equilíbrio fiscal e os investimentos em infraestrutura têm garantido as condições para que o Paraná continue crescendo acima da média nacional. “São ações coordenadas que têm papel importante na construção do atual cenário econômico paranaense, que se sobressai entre os entes federativos”, disse. O resultado positivo reforça o protagonismo do estado na economia brasileira e anima as expectativas para o restante do ano. Se o ritmo se mantiver, o Paraná pode fechar 2025 com um dos maiores crescimentos do país. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Ex-vereadora de Curitiba é presa em SC após condenação por rachadinha

Kátia Dittrich foi localizada em Joinville e já começou a cumprir pena de mais de 5 anos de prisão A ex-vereadora de Curitiba Kátia Dittrich, conhecida pelo apelido político de “Kátia dos Animais de Rua”, foi presa na última sexta-feira (13) em Joinville (SC), após mais de seis meses foragida. Ela foi condenada por participar de um esquema de rachadinha durante o período em que ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de Curitiba, entre 2017 e 2020. A prisão foi realizada por policiais civis do Paraná e de Santa Catarina, com base em mandado expedido pela 13ª Vara Criminal de Curitiba. Além dela, o marido, Marcos Withers, também condenado no mesmo processo, foi preso na operação. Os dois estavam com mandado de prisão em aberto desde novembro de 2023, quando a sentença transitou em julgado. De acordo com o processo, Kátia exigia que os servidores comissionados de seu gabinete devolvessem parte dos salários recebidos, o crime popularmente conhecido como rachadinha. As investigações indicaram que as cobranças eram feitas de forma sistemática, com o envolvimento direto do marido da ex-vereadora na coleta e gestão dos valores. Leia mais: Justiça Eleitoral cassa mandato do prefeito de Pontal do Paraná por compra de votos Em decisão judicial já definitiva, Kátia foi condenada a cinco anos e seis meses de prisão por concussão e prevaricação. Marcos Withers recebeu pena de cinco anos. Desde que os mandados foram expedidos, o casal vinha tentando evitar a prisão, alegando questões de saúde e buscando medidas judiciais para postergar o cumprimento da pena. Após a prisão em Joinville, os dois passaram por exame de corpo de delito e foram encaminhados ao sistema prisional catarinense, onde permanecem custodiados. A defesa informou que vai continuar recorrendo para tentar reverter a condenação, mas reconheceu que não há mais possibilidade de recurso com efeito suspensivo. O delegado Alan Henrique Flore, responsável pela operação, afirmou que a ação reforça o compromisso das forças de segurança com o cumprimento de sentenças judiciais. “A impunidade não pode ser uma opção. O caso serve de exemplo de que quem comete crime contra a administração pública, cedo ou tarde, vai ter que prestar contas”, disse. A prisão marca o desfecho de um caso que teve ampla repercussão em Curitiba. Eleita com discurso de proteção animal, Kátia Dittrich perdeu apoio político e não conseguiu se reeleger em 2020. Desde então, vinha sendo alvo de denúncias relacionadas à sua atuação parlamentar. Agora, condenada e presa, ela passa a cumprir a pena em regime fechado, e o caso entra para a lista de escândalos recentes envolvendo políticos da capital paranaense. Em nota, a defesa lamentou que o Ministério Público não tenha oferecido um acordo de não-persecução penal. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Jorginho Mello brinca com separatismo em evento no Paraná: “Passamos a trena e fazemos o Sul é nosso país”

Chefe do Executivo catarinense fez piada sobre criar um novo país; fala gerou risadas no evento, mas também críticas nas redes sociais O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), virou assunto nas redes sociais após fazer uma brincadeira sobre separar a Região Sul do restante do Brasil. A declaração foi dada na última quinta-feira (12), durante o evento Construa Sul 2025, realizado em Curitiba, com a presença dos governadores Ratinho Junior (PSD), do Paraná, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul. Enquanto falava sobre a integração entre os três estados, Jorginho usou um tom descontraído e fez referência ao movimento separatista “O Sul é o Meu País”, que, embora sem validade legal, defende há décadas a ideia de criar um país independente formado por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Se o negócio não funcionar muito bem lá pra cima, nós passamos uma trena para o lado de cá e fazemos ‘o Sul é nosso país’”, disse Jorginho, arrancando risadas da plateia. Leia mais: PSD se anima com Ratinho Junior após empate com Lula em nova pesquisa A fala veio em meio a um discurso que destacava as potencialidades econômicas da região e a necessidade de mais atenção do governo federal ao Sul. Jorginho ainda lembrou de um episódio recente envolvendo a revisão da divisa entre Paraná e Santa Catarina, quando, após uma nova medição oficial, cerca de 500 campos de futebol passaram a fazer parte do território catarinense. Contexto histórico A referência ao movimento “O Sul é o Meu País” trouxe à tona uma pauta que, embora minoritária, costuma aparecer em momentos de tensão política ou insatisfação regional. O grupo, fundado em 1992, já realizou plebiscitos informais e defende a ideia de um plebiscito oficial para discutir a separação. No entanto, a Constituição brasileira é clara: a federação é indissolúvel, e não há previsão legal para esse tipo de divisão territorial. Reações divididas Nas redes sociais, a fala de Jorginho gerou diferentes reações. Enquanto alguns apoiadores trataram como uma piada inofensiva, outros apontaram a declaração como inadequada para um chefe de Estado. Críticas também vieram de opositores políticos, que acusaram o governador de flertar com um discurso separatista. Até o momento, Jorginho Mello não se manifestou novamente sobre o assunto, nem para reforçar o tom de brincadeira, nem para responder às críticas. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Entenda o conflito entre Irã e Israel: o que provocou o ataque aéreo e como está a situação agora

Com bombardeio de grandes proporções, Israel matou líderes militares e cientistas nucleares iranianos, elevando a tensão a um patamar inédito Israel e Irã se enfrentam numa das fases mais críticas da tensão que já dura décadas. Na noite da última quinta-feira (13), Israel realizou um ataque aéreo de grande escala contra alvos estratégicos no Irã. A ofensiva matou nomes de peso do alto escalão militar iraniano e gerou uma reação imediata de Teerã. A escalada pode arrastar toda a região para um conflito direto. Como começou esse conflito? A rivalidade entre os dois países não é nova. Israel vê o Irã como a maior ameaça à sua existência, principalmente por causa do programa nuclear iraniano. Teerã, por sua vez, não reconhece o Estado de Israel e financia grupos armados que atuam contra os israelenses, como o Hezbollah no Líbano. O estopim do conflito atual foi o avanço do Irã no enriquecimento de urânio. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Teerã já produz urânio próximo do grau necessário para fabricação de bombas atômicas. Para Israel, isso é inaceitável. Nos bastidores, o governo americano tentava retomar o acordo nuclear de 2015, mas sem sucesso. O acordo foi abandonado por Donald Trump, em 2018. Ao mesmo tempo, o Irã vinha reforçando sua presença militar na Síria e fornecendo drones para aliados que atacam Israel. A situação foi piorando até explodir. O que aconteceu agora? Na madrugada de quinta (horário do Irã), Israel lançou uma operação aérea com mais de 200 caças, batizada de “Leão em Ascensão”. Os alvos foram instalações nucleares e militares no território iraniano, especialmente as regiões de Natanz e Teerã. Entre os mortos estão figuras importantes: Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária; Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas; e Dois cientistas nucleares. O Irã confirmou as mortes e declarou estado de emergência total. O espaço aéreo foi fechado, peregrinações religiosas suspensas e alertas disparados à população. Como o Irã respondeu? Horas depois do ataque, o Irã lançou cerca de 100 drones contra Israel. A maioria foi interceptada antes de atingir o território israelense, segundo o governo de Tel Aviv. A ofensiva é considerada apenas o começo da retaliação. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu “punição severa” e disse que a resposta será “à altura da agressão”. E como está Israel? Israel também está em estado de alerta total. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o país está pronto para responder “a qualquer novo ataque”. O espaço aéreo foi fechado, abrigos foram abertos e a população recebeu instruções para ficar atenta. Leia mais: Musk pede impeachment de Trump e ameaça programa da SpaceX com a Nasa Netanyahu afirmou que o ataque foi preventivo e necessário para evitar que o Irã finalize sua bomba atômica. Segundo ele, Israel não vai permitir que “seu maior inimigo consiga uma arma nuclear”. Qual o risco de uma guerra maior? O cenário é de forte tensão. Outros países da região, como Jordânia e Iraque, já fecharam seus espaços aéreos. Os Estados Unidos, que tentavam mediar um novo acordo nuclear com o Irã, agora tentam evitar que o conflito vire uma guerra total. Apesar de se dizerem contrários ao ataque israelense, os EUA reforçaram a presença militar na região para proteger seus próprios soldados e bases. Há risco real de que a situação escale e envolva grupos armados aliados do Irã, como o Hezbollah e as milícias no Iraque, além do risco de novos ataques diretos entre as duas potências. Em resumo: Israel atacou alvos estratégicos no Irã, matou militares e cientistas importantes. O Irã respondeu com drones e promete retaliações maiores. A tensão está no ponto mais alto em anos, com risco de guerra aberta no Oriente Médio. EUA e outros países tentam conter a escalada, mas a situação é instável. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

AGU pede que STF suspenda ações de restituição por fraude ao INSS

Governo quer agilizar devolução de valores cobrados indevidamente e evitar sobrecarga no Judiciário A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que autorize o ressarcimento direto, por via administrativa, de aposentados e pensionistas que foram vítimas de fraudes no INSS, sem que essas pessoas precisem entrar com ação judicial. O pedido foi protocolado nesta quarta-feira (12) dentro de uma ação que discute a responsabilidade do governo federal pelos descontos indevidos em benefícios previdenciários. A proposta da AGU mira em fraudes conhecidas como “fraudes associativas”, que envolvem cobranças feitas por entidades como sindicatos e associações, muitas vezes sem que o beneficiário sequer saiba da existência do suposto vínculo. Em vários casos, o desconto só é percebido meses depois, quando o prejuízo já se acumulou. Para tentar resolver o problema sem judicialização em massa, o governo também quer autorização do STF para liberar recursos por meio de crédito extraordinário, fora do teto de gastos, nos anos de 2025 e 2026. Esses recursos seriam usados exclusivamente para pagar os ressarcimentos. Leia mais: Justiça Eleitoral nega pedido de retirada de postagens a favor de Sérgio Moro No pedido, a AGU argumenta que a devolução administrativa traria mais agilidade e segurança jurídica, além de proteger os cofres públicos da explosão de ações judiciais individuais. O governo sustenta ainda que, como os próprios órgãos de controle já identificaram as irregularidades, não faz sentido obrigar cada vítima a buscar reparação por conta própria na Justiça. O relator é o ministro Dias Toffoli. Se o Supremo aceitar o pedido, a devolução dos valores passará a ser feita diretamente pelos órgãos do Executivo, com base em auditorias e relatórios técnicos. Isso deve reduzir o tempo de espera das vítimas e, ao mesmo tempo, aliviar a sobrecarga do Judiciário. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!