Vereador de Guarapuava é alvo do Gaeco por suspeita de cobrar por imóvel de programa habitacional gratuito

Operação “Terra Prometida” investiga esquema que teria fraudado concessão de terreno público O vereador Danilo Dominico (Progressistas), de Guarapuava, na região central do Paraná, é um dos alvos de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que apura a cobrança indevida de R$ 30 mil por um imóvel de um programa habitacional gratuito. A suposta fraude teria ocorrido entre maio e agosto de 2024, quando Dominico era secretário municipal de Habitação e Urbanismo. Além do vereador, são investigados dois ex-servidores da mesma secretaria, a esposa de um deles e um assessor parlamentar. Um dos ex-servidores hoje ocupa cargo comissionado no gabinete de Dominico. Segundo o Gaeco, a vítima procurou a secretaria com interesse em adquirir um imóvel. Na ocasião, foi convencida a desistir da negociação inicial e a comprar a posse de um terreno no bairro Vila Bela, dentro de um programa habitacional municipal. Para isso, pagou R$ 30 mil, com a orientação de que o dinheiro deveria ser entregue à então beneficiária do programa, que pretendia vender a posse. O Ministério Público, porém, descobriu que a vítima foi registrada como primeira beneficiária do terreno, recebendo o imóvel de forma gratuita, em vez da verdadeira contemplada, que já estava inscrita no programa desde 2023 e acabou prejudicada. O dinheiro pago pela vítima foi depositado na conta da esposa de um dos servidores envolvidos. O Gaeco também afirma que, após o início das investigações, o vereador teria orientado um assessor de seu gabinete e um advogado a convencerem a vítima a não relatar o caso ao Ministério Público, numa tentativa de abafar o caso. Leia mais: Ex-vereadora de Curitiba é presa em SC após condenação por rachadinha A operação que investiga esse esquema foi batizada de “Terra Prometida”. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (24), incluindo dois gabinetes na Câmara Municipal de Guarapuava. Em nota, a Câmara informou que colaborou plenamente com a operação e garantiu acesso irrestrito às suas dependências. O Partido Progressistas, ao qual Dominico é filiado, disse que aguarda a conclusão das investigações para se posicionar. Operação paralela apura vazamento de informações No mesmo dia, o Gaeco deflagrou uma segunda ação, chamada de “Inconfidência”, que investiga o vazamento de informações sigilosas sobre investigações em andamento no próprio Gaeco e no Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria). Foram cumpridos mais quatro mandados de busca e apreensão em Guarapuava. Entre os investigados estão um vereador, um policial militar e um ex-assessor da Prefeitura. O MP não confirmou se há conexão entre os alvos das duas operações. Durante o cumprimento das medidas judiciais, uma pessoa foi presa em flagrante por porte ilegal de arma, mas foi liberada após pagamento de fiança. As duas investigações tramitam em sigilo. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Trump minimiza ataque do Irã, agradece por aviso prévio e diz trabalhar pela paz

Presidente dos EUA afirmou que nenhum americano foi ferido e que os mísseis iranianos causaram poucos danos após retaliação por ataque a instalações nucleares O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciou oficialmente nesta segunda-feira (23) após o Irã lançar mísseis contra bases militares americanas no Catar. Em tom de alívio, Trump afirmou que os ataques foram uma resposta “fraca” e que não causaram vítimas nem grandes estragos. Segundo ele, o sistema de defesa norte-americano conseguiu neutralizar a maior parte dos projéteis. “Foram 14 mísseis disparados, 13 foram abatidos e 1 foi desviado, seguindo uma rota não ameaçadora”, disse o presidente em comunicado. Trump destacou ainda que os ataques não deixaram feridos entre os militares americanos. “Tenho o prazer de informar que nenhum americano foi ferido e que praticamente nenhum dano foi causado”, afirmou. O presidente também agradeceu ao governo iraniano por ter dado um aviso prévio sobre a ofensiva. Segundo Trump, esse tempo extra foi essencial para evitar mortes. “Quero agradecer ao Irã por nos dar um aviso tão cedo, o que tornou possível que nenhuma vida fosse perdida e ninguém se ferisse”, declarou. Leia mais: Putin condena ataque dos EUA e acena ajuda ao Irã após bombardeios O tom da declaração foi de tentativa de distensionar a crise. Trump disse acreditar que o Irã já “botou tudo para fora do sistema” e que, a partir de agora, a expectativa é de menos hostilidade. Ele ainda afirmou que pretende incentivar Israel a seguir o mesmo caminho e buscar um ambiente de paz e harmonia na região. O ataque iraniano foi uma retaliação à ação militar dos Estados Unidos, que haviam bombardeado instalações nucleares no país no último sábado (21). Até o momento, a guerra entre Irã e Israel segue monitorada pela Casa Branca e por aliados americanos no Oriente Médio. Confira a íntegra da fala do presidente Donald Trump O Irã respondeu oficialmente à nossa destruição de suas instalações nucleares com uma resposta muito fraca, o que esperávamos e que combatemos de forma muito eficaz. Foram disparados 14 mísseis, 13 foram abatidos, e 1 foi “libertado”, porque estava indo em uma direção não ameaçadora. Tenho o prazer de informar que NENHUM americano foi ferido e que praticamente nenhum dano foi causado. Mais importante ainda, eles já botaram tudo “para fora do sistema deles”, e esperamos que não haja mais ÓDIO. Quero agradecer ao Irã por nos dar um aviso prévio tão cedo, o que tornou possível que nenhuma vida fosse perdida e ninguém se ferisse. Talvez o Irã agora possa avançar para a Paz e Harmonia na região, e eu incentivarei com entusiasmo Israel a fazer o mesmo. Obrigado pela sua atenção a este assunto. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Fabio Oliveira representa contra Artagão Junior por briga que quase chegou às vias de fato

Outros parlamentares foram responsáveis por apartar a briga, entre eles o presidente da ALEP, Alexandre Curi O deputado estadual Fabio Oliveira (Podemos) protocolou uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o corregedor da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), deputado Artagão Júnior (PSD). O motivo foi uma discussão acalorada entre os dois durante um evento oficial do Governo do Estado na semana passada, na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba. Segundo Oliveira, a confusão aconteceu durante a entrega de veículos para a Polícia Militar. No documento, o parlamentar relata que Artagão teria partido para ofensas pessoais, usando termos como “mau-caráter” e “vagabundo”, além de fazer gestos considerados ameaçadores. O episódio, conforme o relato, foi presenciado por autoridades e parlamentares que participavam da cerimônia. A tensão só foi contida com a intervenção de outros deputados, incluindo o presidente da casa legislativa, Alexandre Curi (PSD), que teria atuado para evitar uma agressão física. Leia mais: Caso Renato Freitas: relatora tem até segunda para apresentar parecer sobre processo no Conselho de Ética A representação apresentada por Fabio Oliveira agora deve ser analisada pela Mesa Executiva da Assembleia, que decidirá os próximos passos. A situação é considerada atípica, já que, segundo o regimento interno da Casa, denúncias por quebra de decoro costumam ser inicialmente encaminhadas para a Corregedoria. Neste caso, o próprio corregedor é o alvo da denúncia. No documento entregue ao Conselho de Ética, Oliveira afirma que o episódio não justifica a perda de mandato de Artagão, mas defende a aplicação de uma sanção disciplinar. Ele pede que a conduta do colega seja reconhecida como inadequada e que haja responsabilização nos termos do regimento. De acordo com Oliveira, a insatisfação do corregedor teria sido provocada por um vídeo em que ele aparece ao lado do secretário estadual da Educação, Roni Miranda, falando sobre o início das obras do novo Colégio Estadual Alba Keinert, em Guarapuava. O Politiza procurou o corregedor Artagão Júnior, mas não obtivemos retorno até o momento. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

PT Curitiba pede rompimento de relações do Brasil com Israel

Nota assinada por lideranças locais também critica ataques dos EUA ao Irã e pede mobilização interna do partido pela paz A Executiva Municipal do PT de Curitiba divulgou nesta segunda-feira (23) uma nota pública em que defende o rompimento imediato das relações militares, comerciais e diplomáticas do Brasil com Israel. O documento, assinado por cinco lideranças da legenda na capital paranaense, também condena os recentes ataques dos Estados Unidos ao Irã e faz um apelo para que o Partido dos Trabalhadores, em nível nacional, abra uma discussão interna sobre o tema. O posicionamento foi divulgado após os bombardeios realizados pelos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, contra instalações nucleares iranianas no último sábado (21). Para o PT Curitiba, a ação representa uma “flagrante violação da soberania do Irã e do direito internacional humanitário”. A nota afirma ainda que a ofensiva norte-americana contribui para a escalada da violência no Oriente Médio. Além da crítica aos Estados Unidos, o texto é enfático ao responsabilizar Israel, comandado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, pela intensificação dos conflitos na região. O documento faz referência direta à guerra em Gaza e classifica a ofensiva israelense como um “genocídio em curso que já dura quase dois anos”, com milhares de palestinos mortos. O documento também tem caráter de mobilização interna. A Executiva Municipal convoca os militantes petistas de Curitiba a promoverem debates e a criarem núcleos em defesa da paz e de um cessar-fogo imediato. Os dirigentes locais também cobram que o Diretório Nacional do PT inclua o tema na sua pauta de discussões. Segundo a nota, a legenda precisa “abrir discussões sobre o urgente rompimento das relações militares, comerciais e diplomáticas do Brasil com Israel”. Leia mais: Caso Renato Freitas: relatora tem até segunda para apresentar parecer sobre processo no Conselho de Ética A nota é assinada por cinco lideranças petistas que atualmente disputam o comando do diretório municipal da sigla em Curitiba. Entre os signatários estão o vereador Angelo Vanhoni, atual presidente do PT na capital e candidato à reeleição; a vereadora Vanda de Assis; a ex-vereadora Professora Josete; além de Diva Daiana e João Santiago, ambos também candidatos à presidência do partido na cidade. A manifestação pública ocorre em meio ao processo eleitoral interno da legenda, que deve escolher sua nova direção municipal nas próximas semanas. A posição reforça o alinhamento das lideranças locais a pautas de política internacional historicamente defendidas pelo PT, como a defesa da autodeterminação dos povos e a crítica à política externa dos Estados Unidos e de Israel. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Caso Renato Freitas: relatora tem até segunda para apresentar parecer sobre processo no Conselho de Ética

Audiência desta segunda ouviu testemunhas de defesa e acusação; deputado diz que relatos reforçam tese de perseguição política A audiência do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) que discute a possível quebra de decoro do deputado estadual Renato Freitas (PT) avançou mais uma etapa nesta segunda-feira (23). Após a oitiva de testemunhas de defesa e do próprio parlamentar, o processo agora entra na reta final. A relatora do caso, deputada Márcia Huçulak (PSD), tem até a próxima segunda-feira (30) para apresentar o seu parecer. O presidente do Conselho de Ética, Delegado Jacovós (PL), explicou que a fase de instrução está encerrada. “Agora, com a oitiva das testemunhas, nós superamos a fase da instrução. Já abri prazo de cinco dias para a relatora apresentar o seu novo parecer e, assim que ela apresentar o seu parecer, nós vamos marcar uma reunião para deliberar sobre o voto da relatora. Nesta reunião, os deputados presentes poderão pedir vistas ou apresentar o voto em separado. E aí nós vamos para a etapa de finalização deste processo administrativo”, afirmou. O processo contra Renato Freitas foi aberto após a invasão do plenário da ALEP por manifestantes durante a votação de um projeto que tratava da terceirização de escolas públicas, em junho de 2024. O parlamentar é acusado de ter incentivado ou participado da ação, o que ele nega. Leia mais: Omar Aziz deve presidir CPMI do INSS; governo também quer definir relator Ao sair da audiência desta segunda, Renato Freitas reforçou que considera o processo uma perseguição política e disse que as testemunhas ouvidas reforçaram a tese da defesa. “As testemunhas foram de cabal importância, porque disseram aquilo que viram. Elas não tinham interesse próprio na causa, e isso com certeza fortaleceu a tese da defesa e demonstrou uma vez mais que eu não tive nenhum envolvimento com a ocupação ou eventual depredação que possa ter havido aqui na Assembleia Legislativa”, declarou o deputado. “Isso me deixou aliviado, porque todos esses processos, um atrás do outro, me parece na verdade muito mais perseguição do que sede de justiça”, completou. O parecer da deputada Márcia Huçulak será o segundo sobre o caso. O primeiro, apresentado pela então relatora Moacyr Fadel (PSD), recomendava a suspensão de Renato Freitas por seis meses, mas foi anulado após questionamentos da defesa. Agora, caberá ao novo relatório apontar se o deputado cometeu ou não quebra de decoro parlamentar. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

CCJ dá 5 dias para que Zambelli se defenda em processo de perda de mandato

Deputada pode apresentar resposta por escrito após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados abriu nesta segunda-feira (23) o prazo oficial para que a deputada Carla Zambelli (PL-SP) apresente sua defesa no processo que pode levar à cassação de seu mandato. A regra começa a contar a partir da próxima terça-feira (24). O prazo é contado em sessões deliberativas do plenário da Câmara, ou seja, Zambelli terá cinco sessões para protocolar sua defesa por escrito e juntar eventuais provas. Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão e à perda do mandato por invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça. O processo transitou em julgado. Antes de ser presa, a parlamentar fugiu do Brasil e está neste momento na Italía, segundo ela mesma. Leia mais: Lula defende aumento do IOF de Haddad e diz que governo não pode ceder a pressões Atualmente, o nome de Zambelli está incluído na lista vermelha da Interpol. Apesar de não estar no Brasil e alegar perseguição política, a deputada pediu licença de 120 dias para a Câmara dos Deputados, com isso, o suplente já foi chamado para ocupar provisoriamente o seu lugar. Caso Carla Zambelli seja oficialmente cassada, ela ficará inelegível por 8 anos e o suplente Coronel Tadeu (PL) assume em definitivo o mandato até o final da legislatura. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Duplicação do Contorno Norte de Curitiba é iniciada com a presença do Ministro dos Transportes

Investimento de R$ 170 milhões vai ampliar 17 km da PR-418, dentro de um programa que prevê R$ 13,1 bilhões em obras e melhorias na malha viária do Paraná O governo do Paraná iniciou nesta quarta-feira (18) as obras de duplicação do Contorno Norte de Curitiba (PR-418). A cerimônia de lançamento contou com a presença do governador Ratinho Junior (PSD) e do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB). O projeto prevê investimento de R$ 170 milhões para duplicar 17 quilômetros da PR-418, entre os quilômetros 5 e 21, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Também estão previstas a construção de sete viadutos ao longo do trecho. Essa obra faz parte do Lote 1 do programa de concessões rodoviárias do Paraná, que inclui 473 quilômetros de rodovias federais e estaduais. Entre os trechos contemplados estão a BR-277, entre Curitiba e Guarapuava, e a PR-423, entre Araucária e Campo Largo. O programa tem duração de 30 anos e investimento estimado em R$ 13,1 bilhões. Além da duplicação, o pacote prevê a implantação de vias marginais, construção de passarelas, ciclovias, pontos de ônibus e sistemas inteligentes para monitoramento e gerenciamento do tráfego. Segundo o governo, as obras devem ampliar a capacidade da malha viária, melhorar a fluidez do trânsito e aumentar a segurança viária na região. Também há expectativa de que as intervenções contribuam para o desenvolvimento econômico local, dado o papel das rodovias no escoamento da produção agrícola, industrial e comercial do Paraná. Ratinho, Guto e Renan Filho celebram obra Durante a cerimônia, o governador Ratinho Junior destacou o investimento como o maior feito em infraestrutura rodoviária no estado. “A população do Paraná acompanhou com transparência todo esse processo e acreditou no modelo moderno e inovador que o Governo do Estado propôs, com muitas obras e tarifas justas, e que hoje é adotado pelo governo federal em outras concessões”, disse. Ratinho também comemorou que as obras saíram do papel e que logo a população vai começar a ver as melhorias de fato. “Com o início das obras no Contorno Norte, as pessoas passam a ver esse projeto se materializar, com essa importante duplicação, além de novos viadutos, trincheiras, melhorias da segurança que integram o maior projeto rodoviário da América Latina, com um volume de investimentos sem precedentes e impacto direto na vida das pessoas e na economia paranaense”, completou o governador. O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que a parceria entre os governos federal e estadual é fundamental para viabilizar os investimentos. “Só no Estado, estão previstos R$ 120 bilhões em investimentos, sendo que R$ 60 bilhões já foram contratados. Esse projeto do Contorno Norte de Curitiba, que hoje inicia suas obras, simboliza essa nova fase”, celebrou. Leia mais: Ratinho Junior dá pontapé inicial à corrida pela presidência com vídeo ressaltando “método Paraná” Já o secretário das Cidades, Guto Silva, disse que essas melhoria é um passo importante na mobilidade da capital e da região metropolitana. “Essa é uma rodovia importantíssima. A população cresceu muito, estava extremamente perigosa. Agora damos início a uma etapa importante das novas concessões do Paraná. São R$ 190 milhões de investimentos, com sete viadutos. Nós vamos ter agora um Contorno Norte digno, com conforto e segurança para a nossa população”. Tecnologias de ponta no Contorno Norte As obras para o Contorno Norte incluem a adoção de tecnologias para monitoramento em tempo real do tráfego e a gestão da manutenção das rodovias, com o objetivo de garantir maior durabilidade e segurança. Essas melhorias têm previsão de conclusão até 2027. O trecho atende diariamente milhares de usuários, incluindo moradores, comerciantes e empresas da região. O pacote de concessões do Paraná está alinhado com a estratégia do estado para modernizar sua infraestrutura rodoviária e acompanhar as demandas do crescimento econômico e populacional. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Ratinho Junior dá pontapé inicial à corrida pela presidência com vídeo ressaltando “método Paraná”

Governador quer ganhar projeção em outros estados e tem utilizado as redes sociais para repercutir nacionalmente O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), entra em período de férias a partir de 23 de junho e fica fora do Brasil até 14 de julho, mas o recesso oficial tem um peso político maior do que aparenta. Na avaliação de aliados, esta pode ser a última pausa prolongada antes de o governador mergulhar de vez no projeto de disputar a Presidência da República em 2026. Nas últimas semanas, Ratinho Junior intensificou os sinais de que tem ambições nacionais. Na última terça-feira (17), o governador colocou no ar o primeiro vídeo com alcance nacional, apresentando o Paraná como um exemplo de gestão eficiente e desenvolvimento econômico. A peça publicitária é vista por aliados, junto com a recente visita ao Pará, como o primeiro movimento concreto para aumentar a projeção do governador no cenário político nacional. Antes de avançar na construção da candidatura presidencial, no entanto, Ratinho Junior enfrenta um desafio interno: unificar o PSD e consolidar o nome de seu sucessor. A escolha do candidato ao governo do Paraná é tratada como um passo essencial para viabilizar o projeto de 2026. O nome mais citado nos bastidores é o do secretário das Cidades, Guto Silva (PSD), mas outras opções seguem em avaliação, como o nome do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD). Leia mais: PSD se anima com Ratinho Junior após empate com Lula em nova pesquisa A principal dificuldade, segundo interlocutores do governo, é vencer a desconfiança que ainda existe dentro do próprio partido a nível nacional. Ratinho Junior terá de trabalhar para reduzir o risco de divisões internas que possam enfraquecer a legenda e, ao mesmo tempo, enfrentar as ambições políticos de nomes como o do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do governador gaúcho Eduardo Leite (PSD). A leitura de aliados é que sem um sucessor competitivo aqui no Paraná e com apoio amplo do partido em esfera nacional, o projeto de Ratinho Junior de concorrer ao Palácio do Planalto perde força. Além de assegurar o comando do Paraná, o governador precisa demonstrar capacidade de articulação política e de construção de alianças, fatores considerados fundamentais em uma eleição presidencial. Com o segundo semestre se aproximando, a expectativa é de que as articulações internas ganhem ritmo acelerado. Ratinho Junior deve aproveitar o período de férias para avaliar cenários e traçar a estratégia para os próximos meses. O foco, por enquanto, segue na política estadual, mas com os olhos voltados para Brasília. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Omar Aziz deve presidir CPMI do INSS; governo também quer definir relator

Planalto tenta garantir maioria e evitar que oposição transforme comissão em palanque político Depois de não conseguir barrar a criação da CPMI do INSS, o governo Lula mudou de estratégia e agora trabalha para assumir o comando da comissão. A principal aposta do Planalto é emplacar o senador Omar Aziz (PSD-AM) na presidência, como forma de garantir maior controle político sobre os rumos da investigação. A CPMI foi oficialmente criada após a leitura do requerimento no Senado no dia 17 de junho, com assinaturas de 223 deputados e 37 senadores. O objetivo é apurar suspeitas de fraudes que resultaram em descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, num esquema que pode ter causado prejuízo de até R$ 6 bilhões. A prioridade do governo agora é evitar que a comissão seja comandada pela oposição, especialmente pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. O maior risco identificado pelo Planalto é que a CPMI vire um palanque político contra o presidente Lula. Por isso, além de tentar assegurar a presidência com Aziz, o governo também articula para impedir que o PL fique com a relatoria, considerada o cargo mais estratégico da comissão. Pelo regimento, a presidência da CPMI deve ficar com um senador, enquanto a relatoria cabe a um deputado. A base governista avalia que Aziz tem perfil moderado e trânsito entre diferentes bancadas, o que poderia contribuir para uma condução menos hostil ao Palácio do Planalto. A escolha, no entanto, ainda depende de acordo entre os partidos. Leia mais: STF abre inquérito sobre fraudes no INSS, investigação ocorre em sigilo Do lado da Câmara, o comando da relatoria está no centro da disputa. O PL pressiona para indicar um nome da oposição, como os deputados Coronel Crisóstomo (PL-RO) ou Coronel Fernanda (PL-MT). A orientação do governo é construir uma solução de consenso com o centrão, com apoio direto do presidente da Câmara, deputado Hugo Mota (Republicanos-PB), para tentar garantir um nome mais alinhado ou pelo menos neutro. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), tem defendido a formação de uma comissão equilibrada, com representação proporcional entre as bancadas, para evitar um domínio de qualquer lado. A avaliação entre os articuladores políticos do governo é que a maioria dos parlamentares que integram a comissão tende a ser de partidos de centro, o que pode facilitar a negociação. Nos bastidores, o Planalto também trabalha para reforçar a narrativa de que as fraudes no INSS não começaram na atual gestão. A linha adotada é a de que os descontos irregulares têm origem em práticas anteriores, ainda durante o governo Bolsonaro, e só foram descobertos agora, durante as ações de fiscalização feitas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal. Além da preocupação política, o governo também tenta evitar que os trabalhos da CPMI prejudiquem o andamento das medidas de reparação aos aposentados lesados. A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Previdência têm alertado que a devolução dos valores cobrados indevidamente precisa ser feita com agilidade, e temem que o foco excessivo na CPMI atrase esse processo. A expectativa é que os partidos indiquem os membros da comissão nos próximos dias. A instalação oficial da CPMI e a definição dos cargos de presidência e relatoria só devem ocorrer em agosto, após o recesso legislativo de julho. Os trabalhos da comissão terão duração de 180 dias. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Após ataques de Malafaia, Cristina Graeml diz que não criticou Bolsonaro e que fala foi tirada de contexto

Jornalista acusa grupos de direita de distorcerem suas palavras e reforça que está do mesmo lado do ex-presidente= A jornalista Cristina Graeml (Podemos), que disputou a Prefeitura de Curitiba em 2024, respondeu às críticas do pastor Silas Malafaia depois de um comentário seu sobre as manifestações políticas lideradas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo líder religioso. Em vídeo, no seu programa na Gazeta do Povo, Graeml afirmou: “Está mais do que na hora de parar de tentar monopolizar, e quem faz isso é Silas Malafaia, [Jair] Bolsonaro, quando chamam essas manifestações em um único lugar. Acho que tem mais é que deixar as pessoas livres para organizarem manifestações em outros lugares”. A declaração gerou reação imediata do pastor Malafaia, que rebateu dizendo que quem quiser, que organize manifestações. “Oportunista, na eleição de prefeita, usou Bolsonaro. Agora vem fazer crítica infundada, medíocre e ridícula. Como se Bolsonaro ou eu tivéssemos o poder de impedir pessoas de fazerem manifestação”, disse o líder religioso. Malafaia afirmou ainda que nem ele nem Bolsonaro controlam as manifestações e criticou Cristina por usar Bolsonaro em sua campanha apenas para se promover politicamente. Nas redes sociais, Cristina Graeml negou que tenha feito críticas ao presidente ou ao pastor, acusando grupos de direita de distorcerem suas palavras para criar uma polêmica inexistente: “Mais uma vez, usaram a prática nefasta da extrema esquerda de tirar falas de contexto para simular uma intriga que não existe entre mim e o presidente Bolsonaro”. Leia mais: Após rompimento com Podemos, PSDB mira federação com Solidariedade Ela ainda afirmou que Malafaia se excedeu ao acusá-la de traição. “Acabaram induzindo a erro de julgamento até mesmo o pastor Silas Malafaia, que, provocado a se pronunciar sobre uma única frase minha tirada de um detalhado comentário de 5 minutos em defesa dos presos e perseguidos políticos do 8/01, incluindo Bolsonaro, acabou se excedendo e cometendo uma tremenda injustiça, de me acusar de algo que nunca cometi: traição!” Cristina pediu que as pessoas assistam ao vídeo completo para entender o real contexto de suas palavras e finalizou afirmando estar no “mesmo front, lutando contra inimigos perigosíssimos e altamente perversos”. Essa troca de farpas evidencia as dificuldades internas para manter a unidade no grupo político ligado a Bolsonaro, especialmente no que diz respeito à condução das manifestações e ao alinhamento dos discursos públicos. E amplia o isolamento político de Graeml, que é pré-candidata ao Senado Federal em 2026, mas deve justamente enfrentar lideranças bolsonaristas na disputa, como o deputado federal Filipe Barros (PL), que contará com o apoio do ex-presidente. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!