Paulo Martins admite que pode disputar o governo do Paraná em 2026 e negocia ida ao Partido Novo

Após perder espaço com Bolsonaro, vice-prefeito da capital quer se reposicionar na política estadual e cogita mudar de sigla O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (PL) confirmou, em entrevista à Jovem Pan News Paraná, que pretende disputar o governo do estado em 2026. De olho em uma candidatura majoritária, ele também negocia uma possível mudança de partido e conversa com o Novo, legenda que busca um nome competitivo para lançar ao Palácio Iguaçu. Paulo Martins afirmou que seu objetivo é disputar o governo do Paraná, independentemente da sigla em que esteja, desde que haja alinhamento programático e estratégico. Atualmente no PL, ele perdeu espaço nas fileiras bolsonaristas após ser preterido por Jair Bolsonaro nas articulações mais recentes da direita no estado. Principalmente devido aos sinas cruzados dados pelo ex-presidente na campanha à Prefeitura, quando apoiou oficialmente Eduardo Pimentel (PSD), mas fez vídeos defendendo a candidatura de Cristina Graeml (Podemos). Martins foi o nome apoiado por Bolsonaro para o Senado em 2022, mas acabou derrotado por Sergio Moro (União Brasil). Desde então, viu seu protagonismo diminuir no PL, principalmente com o crescimento de figuras como o próprio Moro, que passou a ocupar o centro das costuras políticas da direita paranaense. Leia mais: Conselho de Ética: Renato Freitas é suspenso por 30 dias; caso vai à CCJ “Eu não fui nem convidado para algumas reuniões”, reclamou Martins, se referindo a encontros estratégicos que contaram com a presença de Bolsonaro, lideranças do PL e outros aliados. A situação impulsionou sua aproximação com o Partido Novo, com o qual tem afinidade ideológica e que ainda não tem uma liderança estadual consolidada. Enquanto negocia a possível migração, o vice-prefeito tem intensificado a agenda política, defendendo pautas liberais e tentando construir uma candidatura fora do eixo tradicional. A decisão sobre a filiação deve ser tomada até o ano que vem, dentro do prazo de janela partidária. Procurado pelo Politiza, o Paulo Martins ainda não retornou nosso contato. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Conselho de Ética: Renato Freitas é suspenso por 30 dias; caso vai à CCJ

Parecer da deputada Marcia Huçulak foi aprovado por unanimidade e se refere à atuação de Freitas durante protesto realizado dentro da Assembleia Legislativa em junho de 2024 O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) aprovou, nesta terça-feira (1), a suspensão das prerrogativas parlamentares do deputado estadual Renato Freitas (PT). A decisão tem como base uma representação apresentada pelos deputados Delegado Tito Barichello (União Brasil) e Ricardo Arruda (PL), que acusam Freitas de abuso das prerrogativas parlamentares durante uma manifestação realizada dentro do plenário da ALEP, em junho de 2024. Segundo as representações, Freitas teria se aproveitado de sua condição de depuatdo para facilitar a entrada de manifestantes na sede da Assembleia e liderar um protesto que, na visão dos autores das denúncias, feriu o decoro e atrapalhou o funcionamento da Casa. O ato, que teve forte repercussão política e midiática na época, contou com faixas, falas em tom de denúncia e ocupação de espaços internos do Parlamento, além de depredação do patrimônio público. A relatora do caso, deputada Marcia Huçulak (PSD), acatou integralmente os argumentos apresentados na representação e concluiu que houve quebra de decoro. Durante a leitura de seu parecer, Marcia afirmou que Freitas extrapolou os limites das prerrogativas parlamentares ao usar o mandato para impulsionar uma ação que violou normas internas e gerou constrangimento a servidores e parlamentares. “A atitude do deputado impediu que os demais parlamentares continuassem no recinto por ameaças”, argumentou. Leia mais: Nome de Sergio Moro aparece em investigação sobre fraudes no INSS e PF aponta origem em seu ministério Com a aprovação do relatório, Freitas perde temporariamente o direito de exercer prerrogativas parlamentares que incluem a entrada livre em órgãos públicos e estabelecimentos prisionais, a condução de diligências externas e o acesso ampliado a informações e espaços da administração pública. O tempo da suspensão está definido em 30 dias, mas a matéria agora vai para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e na sequência para plenário, onde todos os deputados da Casa terão que aprovar o parecer por maioria simples. Renato se manifesta O deputado tem afirmado que sua atuação está amparada na liberdade de expressão e no dever institucional de fiscalizar e denunciar injustiças. Segundo ele, o protesto dentro da ALEP foi pacífico e buscava chamar atenção para temas sociais urgentes, especialmente as mudanças propostas pelo governo estadual em relação à precarização da educação. A votação do parecer na CCJ ainda não tem data definida, mas deve ocorrer nas próximas semanas. Caso seja confirmado pelos demais deputados, o afastamento das prerrogativas terá validade imediata. A medida aprovada não implica em perda de mandato nem impede o exercício do cargo, mas limita temporariamente a atuação institucional do deputado. É a primeira vez que o Conselho de Ética aplica esse tipo de sanção a um parlamentar. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Guto Silva: o homem que pode carregar o legado de Ratinho Junior

Atual secretário das Cidades, ele fala sobre ações da pasta e o futuro como possível sucessor do governador Luiz Augusto da Silva, o Guto Silva (PSD), é hoje um dos principais nomes do núcleo duro do governo Ratinho Júnior (PSD). Atual secretário das Cidades, ele já comandou outras duas pastas estratégicas no primeiro e segundo mandatos: foi chefe da Casa Civil e secretário de Planejamento. Sua trajetória política inclui ainda dois mandatos como deputado estadual e o início da carreira como vereador de Pato Branco, em 2008. Com trânsito entre prefeitos, empresários e lideranças do interior, Guto tem se consolidado como possível nome para a sucessão estadual em 2026, principalmente em um cenário em que o governador busque o Palácio do Planalto, o que o faria antecipar sua sucessão no Paraná. Agora, no comando da Secretaria das Cidades, Guto tem papel central na interlocução com as 399 prefeituras do estaduais. Desde que assumiu o cargo, Guto passou a cuidar de programas como o Asfalto Novo, o Ilumina Paraná e o Casa Fácil. Ele também coordena a execução do Vida Nova, voltado à urbanização de áreas vulneráveis. O governo afirma que o programa Asfalto Novo é o maior da América do Sul em pavimentação urbana. Segundo o Estado, ele inclui drenagem, acessibilidade, calçadas e LED. Já o Ilumina Paraná prevê a troca de lâmpadas antigas por iluminação mais eficiente. O Casa Fácil atua na entrega de moradias a famílias de baixa renda, com foco em mulheres chefes de família, idosos e jovens em situação de vulnerabilidade. A atuação de Guto na pasta é considerada estratégica, por reunir repasses diretos a municípios e grande visibilidade junto aos prefeitos. A expectativa do Palácio Iguaçu é de que ele ajude a ampliar a base política do governo até o fim de 2026. Em entrevista exclusiva ao Politiza, Guto Silva destacou as conversas para uma eventual disputa ao Palácio Iguaçu, os planos de Ratinho Junior para disputar a presidência e as ações desenvolvidas na Secretaria das Cidades. Ao ser questionado se era o sucessor de Ratinho Junior no Paraná, Guto Silva afirmou que se sente orgulhoso de poder ser considerado como alguém que carregue o legado da atual administração paranaense, mas afirmou que não dá para “sofrer de ansiedade” já que a eleição é apenas no ano que vem. “Eu confesso que estou feliz e orgulhoso de poder ser considerado sucessor do Ratinho Junior. Eu participo desse governo desde o primeiro dia com muito orgulho. Fui secretário da Casa Civil, do Planejamento e agora das Cidades. Eu digo que esse projeto do Ratinho Junior, que ele chama de “Método Paraná”, eu digo que é uma filosofia de trabalho, uma forma de governar. Acredito que essa filosofia precisa avançar para consolidar esses conceitos na gestão pública. Esse método tem funcionado tão bem, que traz como consequência uma altíssima aprovação do governo, que impulsiona o governador para voos maiores. Então a gente sente o governo presente e a aprovação atestando essa aprovação. Obviamente tem um debate eleitoral, uma construção a ser feita. Governador já pontuou que time que está ganhando não se mexe, e nós pretendemos dar continuidade a esse trabalho iniciado pelo governador”, comenta Guto Silva. O secretário das Cidades também comentou a importância de ocupar um cargo de tamanho destaque na máquina estadual. “A cadeira é quente. É uma secretaria importante porque ela faz relação direta com as prefeituras e com as obras e investimentos que o estado tem feito em todo o Paraná. Ela te dá uma envergadura política muito forte e obviamente a posição te credencia a suceder o governador Ratinho Junior. Mas, com muita sinceridade, eu tô muito focado em poder entregar resultados. Se eu for um bom secretário das Cidades, naturalmente isso impulsiona voos maiores. O que for feito aqui vai ter impacto direto na vida de milhares de paranaenses, então eu tô muito focado aqui, mas obviamente respeitando o processo eleitoral e me concentrando na gestão da secretaria”, diz. Asfalto Novo Vida, Vida Nova e Casa Fácil Paraná Sobre os programas desenvolvidos hoje em sua pasta, Guto Silva destaca a importância de atender várias regiões ao mesmo tempo com novo asfaltamento e assegurando moradia digna para quem precisa. Leia mais: Fernando Francischini: da cassação inédita ao retorno à política “É o maior programa de urbanização da América do Sul, porque além do asfalto novo, vem calçadas, iluminação de LED e galerias pluviais. Nós vamos chegar a R$ 5 bilhões de reais investidos em pavimentação e urbanização em diversas cidades do estado. O objetivo é tirar toda a população do Paraná da poeira e da lava, evitando doenças respiratórias, que a dona de casa não precise lavar três vezes a mesma roupa de cama e garantindo dignidade e justiça social também. Em agosto nós lançaremos a última fase, que é de 100 mil habitantes, até a nossa capital”. Já sobre as ações de moradia, Guto Silva relembra que o Paraná tem envelhecido cada vez mais. “O último censo do IBGE já aponta que logo logo teremos mais idosos do que crianças. Ou seja, o Paraná passa por um processo de envelhecimento e obviamente nós precisamos desenhar novas políticas públicas de atendimento e acompanhamento ao idoso. O Paraná foi reconhecido pela OMS como único estado do Brasil amigo do idoso. E o Casa Fácil, Vida Nova 3ª idade busca permitir que esse aposentado tenha o seu cantinho, a sua vida digna com uma casa própria. A forma que a gente encontrou, foi aportar R$ 60 mil de entrada, geralmente o banco financia e aí naturalmente essa parcela fica bem abaixo de um aluguel. Obviamente esse imóvel também passa para a família como herança. Sem contar os benefícios de poder acolher quem já produziu e trabalhou e que não pode ter o seu cantinho”. PSD em negociações internas para escolha do sucessor Apesar de deixar pública a sua vontade de disputar o governo do Paraná, Guto tem ainda que convencer toda a cúpula do PSD desse sonho, isso porque aparecem também como
Deputado Tito Barichello e vereador Guilherme Kilter pedem cassação de Renato Freitas por invasão a supermercado

Parlamentares acusam deputado do PT de quebra de decoro ao liderar manifestação dentro de supermercado em Curitiba O deputado estadual Delegado Tito Barichello (União Brasil) e o vereador curitibano Guilherme Kister (Novo) protocolaram pedidos de cassação do mandato do deputado Renato Freitas (PT) após um protesto realizado dentro de uma unidade do supermercado Muffato, no bairro Portão, em Curitiba. Segundo os parlamentares, Freitas teria abusado de suas prerrogativas para entrar no local acompanhado de manifestantes, em uma ação que, segundo eles, configuraria invasão de propriedade privada. O caso aconteceu no último fim de semana, durante um ato que cobrava condições dignas de trabalho para funcionários do supermercado. Tito Barichello alega que o petista agiu de forma incompatível com o decoro parlamentar ao “legitimar uma invasão” e causar “perturbação da ordem pública”. O deputado esteve no local e gravou vídeos criticando a ação. “O parlamentar deve dar exemplo, não agir à margem da lei”, disse, em nota publicada nas redes sociais. Ele protocolou o pedido formal à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) solicitando a abertura de processo disciplinar contra Freitas. O vereador Guilherme Kister também anunciou que oficializou um pedido de cassação à Assembleia. Em nota divulgado pelo partido Novo, Kister afirma que Renato “liderou a invasão” e utilizou sua condição de deputado para abrir caminho aos manifestantes. “Ele precisa ser responsabilizado”, declarou o vereador. Leia mais: Senadores paranaenses votaram contra aumento no número de deputados federais Os pedidos serão analisados pela Corregedoria da Assembleia, que poderá arquivar a denúncia ou encaminhá-la ao Conselho de Ética, responsável por avaliar se houve quebra de decoro parlamentar. Caso o processo avance, o deputado poderá ser julgado pelo plenário da Casa, que decide sobre a cassação por maioria absoluta. Renato se manifesta Em resposta às acusações de quebra de decoro parlametnar, Renato Freitas divulgou um vídeo em que afirma que não desrepeitou o supermecado, os trabalhadores e nem os compradores. Assista ao vídeo divulgado por Freitas: Essa não é a primeira vez que Freitas enfrenta pedidos de cassação. Em 2022, quando era vereador de Curitiba, ele teve o mandato cassado após participar de um protesto dentro de uma igreja no centro da cidade, mas a decisão foi revertida posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal. A nova ofensiva contra o deputado reacende o embate entre setores conservadores e movimentos sociais dentro da política paranaense, e testa novamente os limites da atuação parlamentar em protestos de rua. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
STF decide que redes sociais devem apagar conteúdos, mesmo sem decisão judicial

Por 8 votos a 3, ministros derrubam trecho do Marco Civil e determinam que plataformas removam certos conteúdos após notificação extrajudicial, mesmo sem ordem judicial O Supremo Tribunal Federal decidiu na última quinta-feira (27) que redes sociais como Facebook, Instagram, YouTube, X (antigo Twitter), TikTok e WhatsApp podem ser responsabilizadas civilmente por conteúdos ilegais publicados por usuários, mesmo que não exista ordem judicial determinando a remoção. A decisão foi tomada no julgamento sobre a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que até então estabelecia que as plataformas só poderiam ser punidas caso não cumprissem uma ordem judicial de retirada de conteúdo. O STF considerou esse trecho parcialmente inconstitucional. A partir de agora, plataformas que forem notificadas diretamente por vítimas, sem necessidade de processo judicial, devem agir para remover determinadas postagens, sob risco de serem responsabilizadas por omissão. O que as redes devem remover sem ordem judicial A decisão do STF estabelece que as plataformas devem remover, após simples notificação extrajudicial, conteúdos que violem direitos fundamentais e envolvam práticas como: Incentivo a golpes de Estado e atos antidemocráticos Incitação ao terrorismo Discurso de ódio (inclusive por motivo de raça, religião, orientação sexual ou identidade de gênero) Violência contra a mulher por motivo de gênero Crimes de pedofilia e pornografia infantil Tráfico de pessoas Já em casos de calúnia, difamação e injúria, os chamados crimes contra a honra, a responsabilização continua dependendo de decisão judicial. Votos e argumentos A maioria dos ministros considerou que o modelo atual permitia que conteúdos perigosos permanecessem no ar por tempo indeterminado, mesmo depois de denúncias. Para o ministro Alexandre de Moraes, o artigo 19, da forma como está hoje, cria um “porto seguro da desinformação”. Leia mais: Lula aciona STF para reverter derrota no Congresso e manter aumento do IOF Votaram a favor da responsabilização extrajudicial os ministros Barroso, Moraes, Flávio Dino, Zanin, Fux, Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Contra, ficaram Edson Fachin, André Mendonça e Nunes Marques, todos argumentando que a mudança deveria vir por lei aprovada no Congresso, não por decisão judicial. Medidas adicionais e validade A decisão do STF também determina que as redes sociais: Tenham regras claras de moderação e disponibilizem canais para notificação extrajudicial Divulguem relatórios anuais sobre remoção de conteúdo Tenham representação legal no Brasil para responder formalmente em casos judiciais As novas regras valem de forma imediata e provisória, até que o Congresso Nacional aprove uma nova legislação sobre o tema. Os ministros destacaram que não estão substituindo o Legislativo, mas atuando para garantir proteção aos direitos fundamentais diante da omissão do Parlamento. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Senadores paranaenses votaram contra aumento no número de deputados federais

Texto aprovado no Congresso agora segue para a sanção do presidente Lula O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (25) uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que aumenta de 513 para 531 o número de deputados federais. Apesar da aprovação por ampla maioria no Senado, 49 votos a favor e 24 contra, dois dos paranaenses votaram contra a medida: Sergio Moro (União Brasil) e Oriovisto Guimarães (PSDB). Flávio Arns (PSB) está de licença médica e por isso não votou. A proposta redistribui as cadeiras entre os estados com base nos dados do Censo de 2022. O Paraná ganhará uma nova cadeira a partir da próxima legislatura, mas, mesmo assim os dois parlamentares paranaenses optaram por se posicionar contra o aumento geral do número de deputados. O argumento comum é o impacto financeiro: mais deputados significam mais gastos com salários, benefícios e estrutura de gabinete. Leia mais: Fachin diverge da maioria do STF e defende que redes só podem remover conteúdos após decisões judiciais Segundo os dados atualizados, ganham novas cadeiras os estados do Pará (4); Santa Catarina (4); Amazonas (2); Mato Grosso (2); Rio Grande do Norte (2); Paraná (1); Ceará (1); Goiás (1); Minas Gerais (1). A PEC foi aprovada também na Câmara. Com isso, o texto segue para a sanção do presidente Lula. Se sancionada, a mudança já deve valer a partir das eleições de 2026. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Fachin diverge da maioria do STF e defende que redes só podem remover conteúdos após decisões judiciais

Apesar do voto do ministro, maioria já está formada na Suprema Corte O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (25) pela constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet e acabou destoando da maioria da Corte, que já formou maioria para considerar o dispositivo inconstitucional. Fachin foi o segundo a votar em defesa do texto original da lei, ao lado de André Mendonça. Ele sustentou que as plataformas digitais só podem ser responsabilizadas por conteúdo publicado por terceiros se houver ordem judicial expressa para a retirada. “A exigência de ordem judicial específica preserva a liberdade de expressão e o devido processo legal”, afirmou o ministro. Com o voto de Fachin, o placar parcial ficou em 7 a 2. Já se manifestaram contra o artigo os ministros Luiz Fux, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Ainda faltam os votos de Cármen Lúcia e Nunes Marques. Leia mais: Braga Netto chama Mauro Cid de mentiroso em acareação no STF O artigo 19 é considerado o coração do Marco Civil. Ele estabelece que redes sociais e outros provedores de conteúdo só respondem por danos decorrentes de publicações de terceiros caso descumpram decisão judicial que determine a remoção. A maioria do STF entende que a regra, do jeito que está, pode dificultar a remoção de conteúdos ilegais, como discurso de ódio ou desinformação. O julgamento, que começou no ano passado, deve definir um novo parâmetro para a responsabilidade das plataformas no Brasil e pode ter reflexo direto sobre moderação de conteúdo, fake news e liberdade de expressão nas redes. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Ratinho Júnior aparece na frente de Lula em pesquisa eleitoral

Levantamento mostra governador com ampla vantagem sobre o presidente entre os eleitores paranaenses O governador Ratinho Júnior (PSD) lidera com folga uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República em 2026, realizada exclusivamente com eleitores do Paraná. Segundo os dados divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Futura, Ratinho aparece com 72,2% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra apenas 17,4%. No cenário estimulado, quando os nomes são apresentados aos entrevistados, Ratinho vence com folga em todas as regiões do Paraná. O levantamento reforça os movimentos que colocam Ratinho no radar da sucessão presidencial. O governador tem sido citado como uma possível aposta da centro-direita para 2026, ao lado de nomes como os dos governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Ronaldo Caiado (GO). O próprio presidente Lula mencionou Ratinho Júnior como eventual adversário em uma entrrevista recente, colocando o paranaense no tabuleiro eleitoral nacional. Leia mais: Ratinho Junior atrai atenção de grandes bancos e se fortalece como alternativa a Lula Com ampla base de apoio no interior do estado e alta aprovação local, Ratinho Júnior surge como um dos nomes mais viáveis fora do eixo tradicional Rio-São Paulo-Brasília. O resultado da pesquisa reforça esse potencial e sinaliza que o governador paranaense pode entrar com força no jogo nacional, seja como cabeça de chapa ou como nome estratégico em uma composição. A pesquisa foi feita entre os dias 20 e 27 de maio e ouviu 800 pessoas em todas as regiões do estado. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Braga Netto chama Mauro Cid de mentiroso em acareação no STF

General e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro mantiveram versões conflitantes sobre suposto plano golpista A acareação entre o general da reserva Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid terminou sem acordo e com troca de acusações. Durante o encontro, realizado nesta segunda-feira (24) no Supremo Tribunal Federal (STF), Braga Netto chamou Cid de “mentiroso” por duas vezes. Apesar do confronto direto, ambos mantiveram suas versões anteriores sobre os fatos investigados na ação penal que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação sobre a troca de acusações foi confirmada pelo advogado de Braga Netto, José Luis Oliveira Lima. Segundo ele, Cid permaneceu em silêncio durante toda a sessão, com a cabeça baixa, enquanto o general reafirmava que não participou de nenhuma articulação golpista. “Em duas oportunidades, o general Braga Netto afirmou que o senhor Mauro Cid mentiu”, disse o advogado, que ainda frisou que Cid não retrucou aos ataques. A acareação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes a pedido da defesa do ex-ministro. O objetivo era esclarecer contradições entre os depoimentos dos dois. Em sua delação premiada, Mauro Cid relatou que Braga Netto teria participado de reuniões para discutir a possibilidade de um golpe e que, em uma dessas ocasiões, o general teria entregue R$ 100 mil em espécie para ajudar na execução do plano. Braga Netto nega todas as acusações. Segundo a defesa, o encontro citado por Cid foi um momento casual em uma padaria, e não uma reunião conspiratória. A defesa também contesta outra parte do depoimento de Cid, na qual ele afirma que o general participou de conversas sobre a elaboração de uma lista de autoridades a serem monitoradas e possivelmente assassinadas. A audiência foi realizada a portas fechadas, sem gravação de vídeo e áudio. Apenas uma ata da sessão será anexada aos autos. Além de Moraes, participaram da acareação os advogados dos dois réus, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o ministro Luiz Fux e advogados dos outros seis acusados na ação penal. Leia mais: CCJ dá 5 dias para que Zambelli se defenda em processo de perda de mandato Preso desde dezembro de 2024 por suposta tentativa de obstrução das investigações, Braga Netto tenta desmontar o conteúdo da delação de Mauro Cid, que é uma das principais bases da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República. Logo após a acareação entre Braga Netto e Cid, o STF realizou uma nova sessão de confronto entre o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e o general Freire Gomes, ex-comandante do Exército. Assim como no caso anterior, a iniciativa partiu da defesa de Torres, que tenta contestar as informações prestadas por Freire Gomes na condição de testemunha. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Lula coloca Ratinho Júnior entre possíveis adversários em 2026 e desafia: “Se eu for candidato, é para ganhar”

Presidente citou o governador do Paraná ao falar dos nomes que podem disputar a próxima eleição O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), entre os possíveis adversários da direita na eleição presidencial de 2026. Durante entrevista ao podcast Mano a Mano, Lula disse que, se estiver com saúde, será candidato novamente e avisou que não entrará na disputa apenas para participar, mas sim para vencer. Ao falar sobre o cenário eleitoral, Lula mencionou nominalmente três nomes que, segundo ele, são cogitados pela oposição como opções para a disputa: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); e o próprio Ratinho Júnior. “Eu vejo a extrema-direita falando em Tarcísio, em Ratinho e em Caiado… Eles podem procurar o candidato que quiserem, mas qualquer um terá que fazer mais do que eu. Terá que andar mais, discutir mais, conversar mais com o povo. Eu duvido que tenha alguém que seja capaz disso, pelo menos dos que estão aí”, disse Lula. A declaração coloca Ratinho Júnior no centro da disputa política nacional. Embora ainda não assuma oficialmente uma pré-candidatura, o governador do Paraná é apontado por aliados como um dos nomes que podem representar o campo da direita nas próximas eleições presidenciais. A fala de Lula pressiona o PSD e insere Ratinho no radar das articulações nacionais. Durante a entrevista, Lula também criticou o desempenho de seus possíveis adversários. Disse que a oposição pode “procurar o candidato que quiser”, mas reforçou que, se decidir concorrer, será com o objetivo de vitória. “Se eu for candidato é para ganhar as eleições”, afirmou. Leia mais: PT Curitiba pede rompimento de relações do Brasil com Israel A entrevista foi gravada no Palácio da Alvorada no dia 15 de junho e divulgada no final da última semana. Lula também comentou outros temas, como a taxação do IOF, fraudes no INSS e a regulação das redes sociais, mas foi na parte eleitoral que deu o recado mais direto sobre 2026. Pesquisas recentes apontam um cenário embolado entre Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um eventual segundo turno. Até agora, Ratinho Júnior aparece menos citado em levantamentos nacionais, porém segue crescendo conforme a eleição se aproxima. A menção feita por Lula reforça o nome do paranaense no jogo. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!