Estudo revela que conflito resultou em 87,5 mil mortes entre julho de 2024 e junho de 2025

Guerra da Ucrânia registra crescimento de 135% nas mortes sob a presidência de Donald Trump.
Aumento de mortes na guerra da Ucrânia sob Trump
O conflito na Ucrânia apresentou um aumento alarmante de 135% no número de mortos, alcançando 87.458 vítimas entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025. Este crescimento drástico é destacado em um estudo recente do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), que examina a evolução das mortes em conflitos armados ao redor do mundo. Este aumento coincide com a reeleição de Donald Trump, que assumiu a presidência dos Estados Unidos em novembro de 2024.
Ao anunciar e abrir negociações com a Rússia, Trump aparentemente incentivou ambas as partes a intensificarem suas ações, buscando posições mais vantajosas no campo de batalha. Os dados da pesquisa revelam que, apesar de um arrefecimento da violência em outros locais, como na Faixa de Gaza, a Ucrânia se tornou um dos pontos mais críticos de conflito, com eventos violentos quase dobrando, totalizando cerca de 80 mil incidentes. Desses, 17 mil ocorreram em solo russo, evidenciando a intensificação dos ataques ucranianos.
Impacto global e comparação com outros conflitos
O estudo do IISS aponta que, ao todo, 239.787 pessoas foram mortas em conflitos armados no mundo no período analisado, marcando um aumento de cerca de 23% em relação ao ano anterior. Dentre esses, aproximadamente 50 mil eram civis, refletindo uma tendência crescente de violência que não foi observada em outros conflitos, como o da Faixa de Gaza, onde as mortes diminuíram pela metade após um cessar-fogo temporário.
Além disso, a situação no Brasil também merece destaque, pois o país saltou de 10º para 7º lugar no ranking de mortes, totalizando 7.108 vítimas. Os dados do IISS associam diretamente muitas dessas mortes ao crime organizado, destacando o impacto do PCC e do Comando Vermelho na escalada da violência.
O papel do crime organizado e a desigualdade
Os dados da pesquisa indicam que uma parte significativa das mortes no Brasil está ligada a atividades de grupos armados que operam de maneira paralela ao Estado, cobrando impostos e fornecendo serviços. Essa dinâmica é preocupante, especialmente em um contexto onde a desigualdade e a corrupção estão entrelaçadas. O Brasil apresenta um dos piores índices de Gini, que mede a desigualdade de renda, e sua percepção de corrupção, segundo a Transparência Internacional, continua baixa.
A guerra na Ucrânia, embora seja uma exceção devido ao maior nível de renda dos envolvidos, reflete uma situação global de crescente violência que se intensifica em contextos de desigualdade e corrupção. Enquanto o Brasil enfrenta seus próprios desafios, o cenário internacional continua a se deteriorar, destacando a necessidade urgente de ações que possam mitigar a violência e promover a paz em regiões afetadas por conflitos.
Conclusão
O aumento de mortes na guerra da Ucrânia sob a presidência de Trump não é apenas um dado alarmante, mas um reflexo de dinâmicas complexas que envolvem política interna e internacional. À medida que os conflitos armados se intensificam, a comunidade global precisa repensar suas abordagens para lidar com a violência e buscar soluções sustentáveis que possam promover a paz e a segurança duradouras.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: AFP










