A lua de mel entre os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), parece ter chegado ao fim. A outrora promissora aliança enfrenta tensões crescentes, levantando preocupações sobre a capacidade do Congresso de operar de forma coesa. A raiz do problema? A controversa PEC da Blindagem, rejeitada pelos senadores, mas as divergências se aprofundam.
Embora ambos os líderes mantenham um diálogo formal, congressistas relatam uma falta de alinhamento político que prejudica o andamento de projetos importantes. Segundo fontes do centrão, essa desunião fragiliza o Legislativo frente aos demais Poderes. A declaração de um líder resume o sentimento: “Uma rixa entre deputados e senadores enfraquece o Legislativo como um todo.”
A insatisfação na Câmara é palpável. Parlamentares consideram retaliar o Senado, travando projetos de interesse dos senadores ou rejeitando mudanças em propostas já aprovadas pelos deputados. O clima azedou após a rejeição da PEC da Blindagem, que gerou críticas públicas e abalou a liderança de Motta na Câmara.
O Senado, por sua vez, demonstra incômodo com mudanças regimentais promovidas na gestão de Arthur Lira que alteraram a prioridade de tramitação de projetos. A disputa processual pode definir qual Casa terá a palavra final sobre as leis, impactando diretamente o poder de cada uma. A regulamentação do streaming e a gratuidade da bagagem de mão são exemplos de temas onde a discordância já se manifesta.
O contraste com o início da gestão é evidente. Motta e Alcolumbre colaboraram para liberar emendas parlamentares, coordenaram ações contra o governo e até compartilharam momentos de lazer. No entanto, a PEC da Blindagem parece ter sido um divisor de águas, marcando uma nova era de individualismo e potencializando o atrito entre as casas legislativas. A promessa de harmonia, por ora, parece distante.










