Ofensiva aérea de Moscou mira infraestrutura antes do inverno enquanto Putin alerta sobre envio de tropas europeias

Ataques russos mataram oito civis e deixaram dezenas de feridos na Ucrânia. Moscou intensifica ofensiva aérea com mísseis e drones, mirando rede elétrica antes do inverno. Putin alerta que envio de tropas europeias será visto como conflito direto com a Rússia.
Ataques realizados por forças russas na Ucrânia deixaram oito civis mortos e dezenas de feridos, conforme informações divulgadas por autoridades locais no sábado (12). A ofensiva aérea russa tem se intensificado, utilizando mísseis balísticos e drones a jato para atingir principalmente a rede elétrica ucraniana, em uma estratégia que visa desmoralizar a população antes do inverno.
Duas pessoas perderam a vida e uma ficou ferida após drones russos atingirem uma área residencial na cidade de Zaporíjia, conforme relato do chefe regional Ivan Fedorov. Em Krivói Rog, uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas em ataques similares.
No porto de Odessa, situado no Mar Negro, 35 pessoas ficaram feridas durante um ataque descrito como “massivo” por Oleh Kiper, chefe da região. Entre os prédios afetados está um arranha-céu residencial que teve seus andares superiores destruídos.
Outros incidentes ocorreram em Kramatorsk, na região de Donetsk, onde três pessoas morreram ao serem atingidas por drones enquanto estavam em automóveis. Na região de Zhytomyr, duas pessoas foram mortas em um ataque contra uma mercearia.
Paralelamente, o presidente ucraniano Volodimir Zelenski informou que forças ucranianas atacaram duas instalações da indústria química na Rússia, localizadas em Samara e Perm. Embora autoridades regionais russas não tenham comentado os ataques, o veículo independente Astra reportou ataques com drones nessas fábricas.
Em declarações durante a cúpula do Brics na Índia, o presidente russo Vladimir Putin advertiu que o envio de tropas europeias à Ucrânia equivaleria a um confronto direto com a Rússia. Putin também negou que a Rússia represente uma ameaça à Europa, afirmando que tal ameaça jamais existiu.
Esses eventos ocorrem em meio ao contexto da guerra na Ucrânia, marcada por ataques que têm como alvo a infraestrutura civil e a escalada das tensões entre Moscou e países europeus que apoiam Kiev.










