Audiência pública reúne autoridades e expõe fragilidade do combate ao feminicídio no país

Audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná debate o Pacto Brasil Contra o Feminicídio, destacando falhas e desafios na implementação das ações contra a violência às mulheres.
Assembleia expõe falhas do Pacto Brasil Contra o Feminicídio
Nesta terça-feira (18), a Assembleia Legislativa do Paraná realiza audiência pública para analisar os resultados do Pacto Brasil Contra o Feminicídio, lançado em fevereiro com metas ambiciosas pelos três Poderes da República. O encontro, convocado pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin (PT), pretende desmascarar a lentidão e os gargalos que emperram a efetividade das ações contra a violência letal contra mulheres.
Presenças de peso, mas resultados questionáveis
A audiência conta com a presença da primeira-dama Janja da Silva, da ministra das Mulheres Márcia Lopes, ministros da Justiça e Relações Institucionais e da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT). Apesar do prestígio dos convidados, os números oficiais não acompanham a urgência do tema: a impunidade e a desarticulação das redes de proteção ainda são os maiores obstáculos.
Pacto ambicioso, execução problemática
O Pacto Brasil Contra o Feminicídio tem por objetivos acelerar medidas protetivas, fortalecer redes de enfrentamento e ampliar ações educativas, mas a realidade demonstra que a burocracia e a falta de coordenação entre os poderes comprometem os avanços prometidos. A audiência serve para pressionar o governo federal e os estados a saírem do discurso e promoverem ações concretas.
Debate necessário em plena Assembleia
O debate é mais que oportuno, pois reflete uma crise institucional na prevenção da violência contra a mulher, questionando a real prioridade do Estado sobre o tema. O encontro será no Plenário da Assembleia, em Curitiba, às 14 horas, aberto a entidades da sociedade civil e profissionais da área, que aguardam respostas e compromissos efetivos.
Fonte: assembleia.pr.leg.br









