180 quilômetros. Seis dias de caminhada. E, em vários trechos, menos de 20 pessoas ao redor.
A chamada “Acorda Brasil Paraná”, liderada por Cristina Graeml, escancara uma realidade constrangedora: não é um movimento. É uma tentativa desesperada de parecer relevante.
Vinte pessoas não sustentam uma mobilização. Foi, no máximo, vergonha alheia.

Cristina tenta se vender como antissistema, mas segue exatamente o manual mais previsível da velha política: criar factóides, encenar atos simbólicos e implorar por atenção. Nada ali é espontâneo. Tudo é calculado para gerar a ilusão de força onde não existe base real.
O chamado “fenômeno Cristina” durou duas semanas, antes do primeiro turno em Curitiba. Bastou o segundo turno. Bastou que fosse ouvida. O verniz caiu. Restou o vazio.
Hoje, a imagem é clara: uma caminhada longa demais para esconder uma verdade curta demais.
Cristina Graeml anda quilômetros tentando provar que ainda existe politicamente.
Mas a realidade é implacável: caminha muito e não sai do lugar.





