Arrecadação federal atinge recorde de R$ 261,9 bilhões em outubro

Crescimento de 0,92% em relação ao ano anterior é impulsionado pelo aumento do IOF

Arrecadação federal atinge recorde de R$ 261,9 bilhões em outubro
Mão segura notas de R$ 100 e R$ 50. Foto: Adobe Stock

Crescimento da arrecadação federal em outubro é o maior desde 1995, com destaque para o IOF.

Arrecadação federal registra crescimento histórico em outubro

Em 24 de novembro de 2025, a arrecadação federal no Brasil apresentou um crescimento de 0,92% em relação ao mesmo mês do ano anterior, alcançando R$ 261,908 bilhões. Este valor é o maior já registrado para o mês de outubro desde o início da série histórica em 1995. O aumento foi impulsionado, em grande parte, pela elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), conforme informou a Receita Federal.

Destaques da arrecadação de outubro

A arrecadação do IOF teve um desempenho notável, com um avanço percentual de 38,8%, totalizando R$ 8,138 bilhões. Outros tributos também mostraram crescimento, como o Imposto de Renda das empresas e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que aumentaram em 5,54%. O imposto sobre rendimentos de capital também registrou uma alta de 28,01%. Além disso, a tributação sobre jogos de azar e apostas saltou de R$ 11 milhões em outubro do ano passado para R$ 1,093 bilhão neste ano, refletindo uma mudança significativa na arrecadação desse setor.

Análise do acumulado do ano

No acumulado de janeiro a outubro, a arrecadação federal totalizou R$ 2,367 trilhões, representando um crescimento de 3,20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este resultado é considerado um recorde para o intervalo de dez meses. A Receita Federal observou que, apesar do crescimento, houve uma desaceleração nos ganhos nos últimos meses, com a alta acumulada do ano caindo de 4,41% em julho para 3,20% em outubro.

Desafios para a arrecadação futura

As autoridades governamentais estão preocupadas com os efeitos da taxa Selic, que permanece elevada em 15% ao ano. Esse cenário pode impactar a atividade econômica e, consequentemente, a arrecadação federal. O Banco Central tem mantido a taxa nessa faixa para controlar a inflação, mas isso também pode ter efeitos adversos sobre a receita tributária.

Perspectivas

À medida que o ano avança, a Receita Federal continuará monitorando a evolução da arrecadação e os impactos das políticas monetárias sobre a economia. A expectativa é que os dados de arrecadação sejam um termômetro importante para avaliar a saúde financeira do país e a eficácia das estratégias fiscais adotadas pelo governo. Com um cenário em constante mudança, o acompanhamento dos resultados será crucial para entender as dinâmicas econômicas em jogo.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Adobe Stock