A Justiça do Tocantins, atendendo a um pedido do Ministério Público (MPTO), sentenciou um homem a 30 anos e 11 meses de prisão por estupro de vulnerável. A vítima, sua própria filha, foi abusada repetidamente durante a infância e adolescência, em Araguaína.
O caso veio à tona em 2015, quando o Hospital e Maternidade Dom Orione comunicou ao MPTO o nascimento de um bebê cuja mãe era uma adolescente. Suspeitava-se que o pai da criança poderia ser o próprio genitor da jovem, desencadeando uma investigação minuciosa.
Durante o inquérito, a adolescente confirmou os abusos sexuais sofridos entre 2008 e 2015, quando tinha entre 9 e 13 anos. Um exame de DNA confirmou a paternidade do bebê, corroborando as acusações. “Ele dizia que os atos eram ‘para o bem dela’ e que aquilo era ‘amor de pai’”, relatou a vítima, detalhando as manipulações e ameaças.
O acusado chegou a ser preso preventivamente em 2015, mas fugiu, permanecendo foragido até ser capturado no Pará, este ano. Agora, ele deverá cumprir a pena em regime fechado. O promotor de Justiça Matheus Eurico Borges Carneiro acompanhou o caso, que teve participação dos promotores Sidney Fiori Júnior e Ricardo Alves Peres nas investigações iniciais.
A condenação foi proferida pelo Juizado Especial de Combate à Violência Contra a Mulher de Araguaína, marcando um importante passo na busca por justiça para a vítima e na responsabilização do agressor. A sentença representa um duro golpe contra a impunidade em casos de abuso sexual infantil.
Fonte: http://soudepalmas.com.br










