A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central, lançou uma sombra de incerteza sobre o futuro financeiro dos aposentados e servidores de Itaguaí. O Instituto de Previdência do Município (Itaprevi) possui uma parcela significativa de seus investimentos alocada em Letras Financeiras da instituição, totalizando R$ 62 milhões. A preocupação reside no fato de que esse montante, equivalente a mais de 20% da carteira do Instituto, não está protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Ao contrário de investimentos como CDBs e depósitos, que contam com a garantia do FGC até o limite de R$ 250 mil, as Letras Financeiras não oferecem essa segurança. Consequentemente, não há um mecanismo automático para a devolução integral dos recursos investidos pelo Itaprevi. Diante desse cenário, o Instituto se torna um credor do Banco Master, e o valor aplicado passa a integrar a massa de liquidação.
O processo de recuperação dos valores, agora, depende de uma complexa e demorada auditoria das contas do banco. A expectativa é que o retorno do investimento, caso ocorra, pode não ser total. A oposição local tem levantado sérias críticas à gestão financeira da prefeitura, alegando que o município já destina R$ 6 milhões mensais para cobrir um déficit financeiro preexistente, agravando ainda mais a situação.
“A situação é preocupante e exige transparência total da administração municipal”, declarou um representante da oposição, que preferiu não se identificar. O futuro dos recursos dos aposentados de Itaguaí permanece incerto, enquanto a liquidação do Banco Master avança e a auditoria busca determinar a real dimensão do impacto financeiro para o Itaprevi.
Fonte: http://odia.ig.com.br










