O técnico do Internacional, Ramón Díaz, veio a público se desculpar por uma declaração considerada machista proferida após o empate contra o Bahia. A fala gerou repercussão negativa e reacendeu críticas ao treinador, que já havia se envolvido em polêmica semelhante durante sua passagem pelo Vasco. O clube gaúcho também se manifestou, repudiando a declaração e reafirmando seu compromisso com a valorização das mulheres no esporte e na sociedade.
O pedido de desculpas de Ramón Díaz foi feito através de suas redes sociais. “Na minha entrevista coletiva após a partida de ontem (sábado), usei uma comparação infeliz para me referir a um lance específico do jogo. Reconheço que equivoquei na construção do raciocínio e peço desculpas por isso”, escreveu o técnico, complementando: “Precisamos evoluir sempre e que esse episódio sirva de aprendizado”.
A polêmica surgiu após o treinador criticar a arbitragem por anular um gol do Internacional, afirmando: “O futebol é para homens, não é para meninas, é para homens”. A declaração foi interpretada como sexista e gerou indignação nas redes sociais e na mídia esportiva. O lance em questão envolveu a anulação de um gol de Carbonero após análise do VAR, que apontou uma falta na origem da jogada.
Em nota oficial, o Internacional classificou a declaração do técnico como “infeliz” e reforçou seu compromisso com o respeito e a valorização das mulheres. O clube destacou sua história de defesa do futebol feminino e a forte presença feminina em seu quadro social. “Lugar de mulher é onde ela quiser”, enfatizou o clube, que será sede da Copa do Mundo Feminina de 2027.
Esta não é a primeira vez que Ramón Díaz se envolve em controvérsias relacionadas a declarações sobre mulheres no futebol. Em 2024, quando comandava o Vasco, o técnico questionou a presença de uma mulher no VAR em um jogo contra o Grêmio. Na ocasião, ele também se desculpou posteriormente, alegando má interpretação de suas palavras. A reincidência do caso levanta questionamentos sobre a postura do treinador e a necessidade de uma reflexão sobre o tema.
Fonte: http://odia.ig.com.br










