Jornalista acusa grupos de direita de distorcerem suas palavras e reforça que está do mesmo lado do ex-presidente=
A jornalista Cristina Graeml (Podemos), que disputou a Prefeitura de Curitiba em 2024, respondeu às críticas do pastor Silas Malafaia depois de um comentário seu sobre as manifestações políticas lideradas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo líder religioso.

Em vídeo, no seu programa na Gazeta do Povo, Graeml afirmou: “Está mais do que na hora de parar de tentar monopolizar, e quem faz isso é Silas Malafaia, [Jair] Bolsonaro, quando chamam essas manifestações em um único lugar. Acho que tem mais é que deixar as pessoas livres para organizarem manifestações em outros lugares”.
A declaração gerou reação imediata do pastor Malafaia, que rebateu dizendo que quem quiser, que organize manifestações. “Oportunista, na eleição de prefeita, usou Bolsonaro. Agora vem fazer crítica infundada, medíocre e ridícula. Como se Bolsonaro ou eu tivéssemos o poder de impedir pessoas de fazerem manifestação”, disse o líder religioso.
Malafaia afirmou ainda que nem ele nem Bolsonaro controlam as manifestações e criticou Cristina por usar Bolsonaro em sua campanha apenas para se promover politicamente.
Nas redes sociais, Cristina Graeml negou que tenha feito críticas ao presidente ou ao pastor, acusando grupos de direita de distorcerem suas palavras para criar uma polêmica inexistente: “Mais uma vez, usaram a prática nefasta da extrema esquerda de tirar falas de contexto para simular uma intriga que não existe entre mim e o presidente Bolsonaro”.
Ela ainda afirmou que Malafaia se excedeu ao acusá-la de traição. “Acabaram induzindo a erro de julgamento até mesmo o pastor Silas Malafaia, que, provocado a se pronunciar sobre uma única frase minha tirada de um detalhado comentário de 5 minutos em defesa dos presos e perseguidos políticos do 8/01, incluindo Bolsonaro, acabou se excedendo e cometendo uma tremenda injustiça, de me acusar de algo que nunca cometi: traição!”
Cristina pediu que as pessoas assistam ao vídeo completo para entender o real contexto de suas palavras e finalizou afirmando estar no “mesmo front, lutando contra inimigos perigosíssimos e altamente perversos”.
Essa troca de farpas evidencia as dificuldades internas para manter a unidade no grupo político ligado a Bolsonaro, especialmente no que diz respeito à condução das manifestações e ao alinhamento dos discursos públicos. E amplia o isolamento político de Graeml, que é pré-candidata ao Senado Federal em 2026, mas deve justamente enfrentar lideranças bolsonaristas na disputa, como o deputado federal Filipe Barros (PL), que contará com o apoio do ex-presidente.
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