Após ataque em Hospital, Israel diz que Irã cruzou “Linha Vermelha”

Soroka, maior hospital do sul de Israel, foi atingido por míssil iraniano durante ofensiva em Beersheba

Um míssil disparado pelo Irã atingiu o hospital Soroka, em Beersheba, no sul de Israel, na manhã desta quinta-feira (19), causando “danos extensos” à estrutura e deixando dezenas de feridos. A unidade médica, que é a principal da região e atende cerca de 1 milhão de pessoas, ficou parcialmente destruída e precisou ser evacuada após o impacto.

Foto: Reprodução internet

O ataque integra a ofensiva lançada por Teerã contra o território israelense, que envolveu dezenas de mísseis e deixou ao menos 65 feridos em diferentes localidades, incluindo Tel Aviv. Segundo o serviço de emergência Magen David Adom, três pessoas estão em estado grave. O hospital foi atingido por volta das 7h, no horário local, pouco após os alertas de ataque soarem.

Em resposta ao bombardeio, o ministro da Saúde de Israel, Uriel Busso, declarou que “uma linha vermelha foi cruzada” e classificou o ataque como um “crime de guerra desprezível”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu retaliação, afirmando que o Irã “pagará o preço total”, enquanto o ministro da Defesa, Israel Katz, foi ainda mais incisivo ao dizer que o aiatolá Ali Khamenei “não pode mais existir”.

O Irã, por meio da Guarda Revolucionária Islâmica, afirmou que o alvo era um centro de inteligência “próximo” ao hospital. A agência estatal iraniana Irna sustentou que o hospital foi atingido apenas pela “onda de choque”, tese refutada por autoridades israelenses.

Imagens divulgadas por residentes mostram a destruição nas imediações do centro médico, com escombros e estruturas danificadas. Médicos relataram à agência AP que o impacto ocorreu quase imediatamente após o acionamento das sirenes, com uma explosão forte o suficiente para ser ouvida dentro das salas de segurança do hospital.

O Soroka é um dos mais importantes centros de atendimento do país e fica a apenas 35 quilômetros da Faixa de Gaza. Com mais de 1.000 leitos, a instituição tem sido estratégica para tratar feridos nos conflitos da região.

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