Programa multidisciplinar do Paraná oferece suporte psicológico e Método Canguru para mães enfrentarem a internação neonatal

O Paraná oferece apoio psicológico e o Método Canguru para mães de bebês prematuros enfrentarem a internação na UTI Neonatal.
Programa do Paraná oferece apoio em saúde mental para mães de bebês prematuros
O apoio em saúde mental para mães de bebês prematuros é uma prioridade no Paraná, especialmente para aquelas cujos filhos nascem antes do tempo e precisam de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. O estado investe em um modelo multidisciplinar que reúne profissionais de diversas áreas para acolher e fortalecer essas famílias desde a gravidez de risco até a alta hospitalar. Uma das ferramentas centrais dessa iniciativa é o Método Canguru, aplicado no Hospital de Clínicas, em Curitiba, referência estadual, onde o contato pele a pele entre mãe e bebê é incentivado para promover a estabilidade clínica e o bem-estar psicológico.
Entenda o impacto da internação na UTI neonatal para a saúde mental materna
Mães de bebês prematuros internados enfrentam um período de grande vulnerabilidade emocional. Pesquisas científicas indicam que essas mulheres têm 2,5 vezes mais chances de desenvolver depressão pós-parto, além de altos índices de ansiedade e estresse pós-traumático. Anna Karolina Rauth Debacco, que passou por essa experiência em 2025, relata que o apoio psicológico foi fundamental para reduzir sua ansiedade e fortalecer a confiança para cuidar do filho prematuro. A psicóloga clínica do Hospital de Clínicas, Jackeline Araujo, destaca que o sofrimento de ver o bebê na UTI gera profunda instabilidade, tornando o suporte psicológico essencial para a recuperação da mãe.
O Método Canguru como estratégia para vínculo e recuperação emocional
O Método Canguru vai muito além do cuidado clínico tradicional. Ele promove o contato contínuo do bebê prematuro com o pai ou a mãe, mantido na posição vertical e pele a pele. Essa prática potencializa a estabilidade da frequência cardíaca, temperatura e oxigenação do recém-nascido e favorece a criação de um vínculo afetivo que auxilia no desenvolvimento neuropsicológico da criança. Além disso, ao tornar a mãe participante ativa dos cuidados, o método contribui para a prevenção de transtornos mentais, como a depressão pós-parto, e fortalece o seu papel no processo de recuperação do bebê.
A atuação multiprofissional e o suporte psicológico constante
A equipe que atende mães e bebês prematuros no Paraná inclui enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e psicólogos, entre outros profissionais. Desde a identificação da gravidez de risco, as gestantes recebem acompanhamento psicológico para prepará-las para os desafios que virão. Após o nascimento, o atendimento continua na Unidade Canguru, onde as mães permanecem internadas junto aos bebês, permitindo um cuidado intensivo que também exige atenção especial à saúde mental materna. A coordenação dessa equipe, representada por Luciane Favero Basegio, reforça que o cuidado com a mãe é fundamental para o sucesso do tratamento neonatal.
Continuidade do atendimento após alta hospitalar e dados sobre prematuridade no Paraná
Após a saída da UTI Neonatal, mães com quadro emocional delicado ou histórico de transtornos são encaminhadas para atendimento na Atenção Primária à Saúde, por meio das Unidades Básicas de Saúde. Essa continuidade visa garantir a estabilidade mental e o suporte necessário para a família. De acordo com dados preliminares do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde, o Paraná registrou cerca de 15,9 mil nascimentos de bebês prematuros em 2025, demonstrando a relevância deste serviço para o cenário local.
Fonte: www.parana.pr.gov.br





