Ministro Francesco Lollobrigida defende mudanças e ajuda financeira para setores afetados

Francesco Lollobrigida defende ajustes no acordo UE-Mercosul para proteger produtores europeus.
Acordo UE-Mercosul: Apoio com Condições
O ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, expressou apoio ao acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, destacando a necessidade de ajustes que garantam a proteção dos agricultores europeus. Em evento realizado em Roma, Lollobrigida enfatizou que o acordo é uma “grande oportunidade” em um cenário global desafiador, mas que requer medidas específicas para mitigar riscos.
Ajustes Necessários para Proteger Agricultores
O governo italiano está solicitando um fundo de 6 bilhões de euros destinado a setores que possam ser impactados negativamente pelo acordo. Além disso, foi proposto um mecanismo de “freio de mão” que permitirá revisar as regras em caso de aumento excessivo de importações que prejudique a produção local. Lollobrigida destacou que esses pontos são essenciais para garantir um funcionamento equilibrado do acordo.
Reciprocidade nas Regras
Outro aspecto crucial levantado pelo ministro é a questão da reciprocidade. Lollobrigida afirmou que as normas de qualidade e segurança impostas aos produtores europeus devem ser aplicadas igualmente aos produtos importados do Mercosul. Isso inclui regulamentos sobre agroquímicos e padrões de qualidade, propondo que o que se exige dos agricultores na Europa deve ser igualmente exigido dos produtos que entram no continente.
Críticas Internas e Preocupações
O acordo não é unânime entre os setores agrícolas italianos. A Coldiretti, principal associação de produtores do país, criticou o acordo, solicitando a inclusão de uma cláusula de salvaguarda automática e a reafirmação do princípio da reciprocidade. As preocupações incluem a proteção de produtos com indicações geográficas específicas, como queijos e vinhos, que são vitais para a identidade culinária italiana.
Indicações Geográficas: Uma Questão Sensível
Lollobrigida também abordou a proteção das indicações geográficas, mencionando que o acordo prevê a proteção de 50 categorias de produtos italianos. Ele expressou a expectativa de que, após a aprovação do acordo, haja um fim às imitações de produtos italianos, como o parmesão, que são frequentemente encontrados em mercados sul-americanos.
Próximos Passos para o Acordo
O presidente Lula anunciou que a assinatura do acordo entre a UE e o Mercosul ocorrerá em 20 de dezembro em Brasília. Este passo inicial é crucial para a tramitação do texto, que será submetido à análise dos 27 países da UE antes de sua implementação. Lollobrigida, que pertence ao partido da primeira-ministra Giorgia Meloni, reiterou o comprometimento da Itália em buscar um acordo que beneficie tanto os interesses europeus quanto os do Mercosul.
Conclusão
O apoio do ministro italiano ao acordo UE-Mercosul, condicionado a ajustes que protejam os agricultores, ilustra a complexidade das negociações comerciais em um ambiente global cada vez mais competitivo. As discussões sobre a reciprocidade e as indicações geográficas continuarão a ser pontos centrais nas próximas etapas do processo.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reuters










