A cidade de Laranjal do Jari, no sul do Amapá, vive momentos de tensão com uma ocorrência de reféns que já ultrapassa 14 horas. Lucas de Souza Nonato, criminoso com histórico de delitos, mantém em cárcere privado uma mulher e sua filha de dez anos em uma residência localizada em área de pontes. A situação se agrava com a confirmação de que Nonato assassinou um policial civil dentro da delegacia local, desencadeando a crise.
O trágico incidente ocorreu na tarde de sexta-feira, 22, quando Lucas de Souza Nonato, sob custódia, conseguiu desarmar o policial civil Mayson Viana de Freitas, de 38 anos, e o atingiu com disparos fatais. Em seguida, o criminoso fugiu da delegacia e se entrincheirou na residência, fazendo as duas vítimas reféns.
As forças de segurança do estado foram mobilizadas para conter a situação. A Polícia Militar isolou a área, e o imóvel foi cercado. O comandante-geral da PM do Amapá, coronel Costa Júnior, está no local, coordenando pessoalmente as negociações e as estratégias de contenção.
Segundo o coronel Costa Júnior, o primeiro contato de negociação foi estabelecido pelo capitão Érico Costa, seguido pelo major Hércules Lucena e a equipe especializada do Bope. “As negociações seguiram por toda a noite e, até o momento, o suspeito não se rendeu”, informou o comandante-geral, ressaltando a complexidade da situação.
Entre as exigências de Lucas Nonato, que possui passagens por roubo, estupro e homicídio, estão um colete balístico, energético e um carro. O coronel Costa Júnior enfatizou que as solicitações não serão atendidas, seguindo o protocolo de gerenciamento de crises. “Seguimos um protocolo. Há um padrão em nossas negociações e esse tipo de pedido não pode ser atendido. Vamos continuar com a estratégia, até que o indivíduo libere as vítimas e se renda”, assegurou.
A Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil e o Grupo Tático Aéreo (GTA) estão prestando apoio crucial na operação. O secretário de Segurança Pública, Daniel Marsili, e o delegado-geral da Polícia Civil do Amapá, Cézar Vieira, também acompanham de perto o desenrolar dos acontecimentos, demonstrando a prioridade dada à resolução segura e eficaz do caso.










