Grupo ligado a Trump está perto de eliminar a base legal que permite regulamentar gases de efeito estufa no país

Aliados de Trump estão próximos de eliminar a base legal para o combate ao aquecimento global nos EUA, ameaçando políticas ambientais.
Contexto da revogação da legislação climática nos Estados Unidos
A revogação da legislação climática nos Estados Unidos está próxima de ser concretizada, conforme indicam recentes movimentações políticas e jurídicas. A “revogação da legislação climática” é o foco principal das ações que vêm sendo articuladas por aliados influentes do ex-presidente Donald Trump, especialmente após a retomada do controle republicano em Washington. A determinação de perigo, uma base legal estabelecida pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) desde 2009, foi a pedra fundamental para regulamentar gases de efeito estufa, e sua eliminação representa uma mudança radical na política ambiental do país.
Principais atores e estratégias para desmontar a legislação climática
Quatro veteranos do governo Trump lideram o movimento para revogar a legislação climática: Russell T. Vought, Jeffrey B. Clark, Mandy Gunasekara e Jonathan Brightbill. Enquanto Vought e Clark são figuras públicas e críticas da ciência climática, Gunasekara e Brightbill atuam como advogados conservadores com histórico de combate às regulamentações ambientais. Esses atores elaboraram decretos e planos detalhados para que um governo republicano pudesse desmantelar rapidamente as políticas climáticas federais, incluindo a revogação da “determinação de perigo” da EPA, que reconhece os gases de efeito estufa como ameaça à saúde pública.
Impactos da revogação da determinação de perigo para o combate ao aquecimento global
A revogação da “determinação de perigo” teria efeitos significativos: eliminaria limites para emissões de gases-estufa em setores-chave como transporte, energia e indústria, comprometendo a capacidade do governo federal de enfrentar o aquecimento global. Diferentemente das flutuações políticas habituais, essa ação pode dificultar que futuros governos regulamentem as emissões, criando um precedente jurídico que fragilizaria a ação climática dos Estados Unidos. Cientistas alertam que a continuidade das políticas atuais é vital para mitigar os efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas.
Histórico das batalhas jurídicas e políticas contra a legislação ambiental
Desde a aprovação da legislação climática na era Obama, grupos conservadores e alguns setores empresariais resistiram às regulamentações. Embora muitas corporações tenham passado a reconhecer a realidade das mudanças climáticas, ativistas e advogados conservadores mantiveram a luta jurídica e política contra a regulação dos gases de efeito estufa. Jeffrey B. Clark, por exemplo, já atuava contra a regulação desses gases desde 2005. A mobilização desses grupos inclui financiamento secreto e a produção de documentos e argumentos que buscam contestar o consenso científico e promover a revogação das regras climáticas.
Perspectivas futuras e reação da comunidade internacional
A possível revogação da legislação climática nos Estados Unidos representa um retrocesso importante na política ambiental global, visto que o país é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. A movimentação liderada por aliados de Trump pode enfraquecer compromissos internacionais e atrasar esforços globais para conter o aquecimento do planeta. Organizações ambientais, cientistas e parte da sociedade civil expressam preocupação com os impactos negativos dessa estratégia, que contraria evidências científicas e metas climáticas definidas mundialmente.
O momento é decisivo para a política ambiental dos Estados Unidos, com implicações profundas para o futuro do combate às mudanças climáticas no país e no mundo.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: The New York Times










