Ministro Alexandre de Moraes autorizou que o inquérito corra em caráter público
O Supremo Tribunal Federal decidiu tornar pública a investigação contra Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (26) pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Segundo Moraes, não há motivo para manter o sigilo no inquérito. A investigação vai apurar se Eduardo cometeu crimes como obstrução de Justiça, coação no andamento de processos e tentativa de enfraquecimento do Estado Democrático de Direito.
Relação com outros processos
O caso será analisado pelo próprio Moraes, por decisão do presidente do STF, Luís Roberto Barroso. O inquérito foi vinculado a uma ação penal que investiga possíveis atos golpistas ligados ao governo de Jair Bolsonaro. Eduardo é apontado como um dos principais beneficiados pelas ações suspeitas.
Acusações da PGR
A Procuradoria-Geral da República pediu a abertura do inquérito. Para o procurador-geral Paulo Gonet, o deputado teria atuado diretamente nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras. O objetivo, segundo a PGR, seria incentivar o governo americano a adotar sanções contra ministros do STF, integrantes da PGR e da Polícia Federal.
Gonet destacou que há provas claras da atuação de Eduardo. Segundo ele, há registros públicos e falas do deputado que comprovam as tentativas de influenciar decisões internacionais contra autoridades brasileiras.
Ameaça de sanções
Em publicações nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro comemorou supostos avanços nas articulações com os EUA. Ele chegou a mencionar o que chamou de “pena de morte civil internacional”, sugerindo possíveis bloqueios financeiros, cancelamentos de vistos e restrições bancárias a autoridades brasileiras.
Com o fim do sigilo, o conteúdo da investigação contra Eduardo Bolsonaro agora poderá ser acompanhado de forma transparente pela sociedade.
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