A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) exonerou, nesta sexta-feira (15), o assessor parlamentar Roque Araújo Neto. Ele foi alvo de busca e apreensão durante operação da Polícia Federal (PF) que investiga um suposto esquema de corrupção na prefeitura de São Bernardo do Campo. A exoneração ocorre em meio ao avanço das investigações sobre o caso.
Roque Araújo Neto atuava no gabinete da deputada Carla Morando (PSDB), esposa do atual secretário de Segurança Urbana da capital paulista e ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando. Seu salário era de R$ 8,2 mil. A ligação familiar entre a deputada e o ex-prefeito adiciona um elemento político importante à investigação.
O nome do assessor exonerado consta no relatório da PF como um dos supostos recebedores de R$ 390 mil do operador do esquema, Paulo Iran Paulino Costa. Costa, que também ocupava cargo de assessor no gabinete do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL), é apontado como responsável pela distribuição de dinheiro entre agentes públicos e políticos.
A deputada Carla Morando se manifestou por meio de nota, declarando ter sido “surpreendida pelas notícias sobre São Bernardo do Campo e pelo vínculo de Neto nas investigações”. Segundo a parlamentar, tão logo tomou conhecimento dos fatos, determinou a exoneração imediata do servidor.
“Confio na apuração da Justiça e, caso seja comprovado o envolvimento, que o responsável seja punido com o rigor da lei”, afirmou a deputada em sua nota. A operação da PF culminou com o afastamento do prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), por um período de um ano.
A investigação teve início após a apreensão de aproximadamente R$ 14 milhões em posse de um servidor apontado como operador financeiro do prefeito. A PF apura indícios de corrupção e pagamento de propina em contratos nas áreas de obras, saúde e manutenção. A vice-prefeita Jéssica Cormick (Avante) assumiu o cargo após o afastamento de Lima.





