A temperatura média na Amazônia brasileira atingiu um patamar alarmante em 2024, ultrapassando em 1,5ºC a média histórica dos últimos 40 anos. O dado, divulgado nesta terça-feira (4) pela rede MapBiomas, expõe uma situação crítica para o maior bioma do Brasil e para o planeta, conforme reportado inicialmente pelo UOL.
O aumento da temperatura média, que chegou a 27,1ºC, acende um sinal de alerta, uma vez que ultrapassa o limite considerado crítico pelo Acordo de Paris, um tratado internacional que visa limitar o aquecimento global. A situação coloca em risco a biodiversidade da região, os serviços ecossistêmicos prestados pela floresta e a saúde das populações locais.
“O aumento da temperatura na Amazônia é um reflexo direto das mudanças climáticas e do desmatamento crescente na região”, afirma Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas. “Precisamos de ações urgentes para reverter esse cenário e garantir a preservação da floresta e o futuro do planeta”.
As consequências do aumento da temperatura incluem o aumento da frequência de eventos climáticos extremos, como secas e inundações, a perda de biodiversidade e o aumento do risco de incêndios florestais. A situação exige medidas urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e combater o desmatamento na Amazônia.
Diante desse cenário preocupante, especialistas reforçam a importância de ações coordenadas entre governos, setor privado e sociedade civil para proteger a Amazônia e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O futuro da floresta e do planeta dependem de medidas urgentes e eficazes.
Fonte: http://ac24horas.com










