A crescente popularidade das bicicletas elétricas no Espírito Santo, impulsionada pela praticidade e economia, vem acompanhada de um preocupante aumento no número de acidentes. O SAMU já registrou 177 ocorrências este ano, com a Região Metropolitana concentrando a maioria dos casos (154), e Vila Velha liderando o ranking com 72 registros.
Essa explosão de acidentes reacende a discussão sobre a segurança e regulamentação do uso desses veículos, que podem atingir até 32 km/h, embora em Vitória o limite máximo permitido seja de 20 km/h. A fragilidade dos usuários e a falta de conhecimento das regras de trânsito por parte de muitos condutores, especialmente jovens e adolescentes, contribuem para o cenário alarmante.
Recentemente, a Grande Vitória testemunhou a primeira morte resultante de um atropelamento por bicicleta elétrica. Conceição Anceschi Pissinali, de 82 anos, faleceu após ser atingida por uma ciclista na contramão, enquanto ia comprar remédios para o marido. O caso gerou grande comoção e levanta questionamentos sobre a responsabilização da condutora.
Outro caso que ganhou destaque foi o de Bernard Costa, um adolescente de 14 anos que ficou em coma após sofrer um acidente em Colatina, ao descer uma ladeira em uma bicicleta elétrica sem freio e sem capacete. “Ele só pegou a bicicleta para passear. Infelizmente, aconteceu essa tragédia”, lamentou Pedro Costa, pai de Bernard.
Diante deste cenário, uma audiência pública está agendada para esta segunda-feira (17) na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) para debater o uso de bicicletas elétricas e propor medidas de conscientização e fiscalização. O evento visa garantir um trânsito mais seguro e responsável para todos os usuários das vias públicas, em meio ao crescimento e transformação das cidades capixabas.










